Archive for the 'Análise de Espetáculo' Category



Tentando achar algo de bom no meio disso tudo

O título do post já pode ser respondido pela foto. O que tivemos de bom ontem? Pato, Neymar e Maicon. Mas finda a primeira fase da Copa América, sejamos mais completos.

Falaremos aqui os principais pontos negativos e positivos do futebol apresentado até então. Como os pontos positivos são em menor número, comecemos por eles.

Maicon – Muitos leitores deste espaço me criticaram quando escalei minha seleção com Daniel Alves no lugar de Maicon, e ontem o jogador catarinense mostrou que eles tinham razão.

Antes de tudo, é fundamental dizer que Daniel Alves fez uma temporada melhor que o lateral interista, e por isso, seria o meu escolhido.

Dito isto, temos que ressaltar, primeiramente, a postura de Maicon. Jogador que entra para jogar pela Seleção Brasileira tem que ter uma postura como a dele. Seriedade, não é ser carrancudo, é jogar sério, para ganhar.

Isso nada tem a ver com Dani ter pintado o cabelo, não caio nessa, mas é inegável a diferença de vontade entre os dois excelentes laterais. Não seria ir muito além dizer que Maicon foi o melhor jogador da partida de ontem e que Dani agora amargará um banco eterno.

Pato- Para mim o camisa 9 da seleção. Sempre talentoso e um pouco irregular com a amarelinha, Pato tem crescido gradativamente e ontem mostrou além de sua habilidade, sua capacidade e principalmente sua adaptação à posição de centroavante.

Dois gols de oportunismo e colocação, as duas características mais importantes para a função. Na minha opinião essa posição está definida, é questão de tempo para Pato se tornar “dono” da 9.

E para quem teve só nos últimos anos Adriano, Ronaldo e Romário, menos que o Pato não dá.

Neymar- As cornetas soam sem parar. Indiretas vêm até mesmo de dentro do grupo, mas quem resolveu ontem a parada foi ele. Ainda um pouco distante do craque que foi no primeiro semestre, Neymar jogou bola ontem, partiu para cima, finalizou, fez dois e participou de outro gol.

Espera-se mais dele, claro, do craque esperamos tudo, agora; menos gente, Neymar colocou-nos em primeiro do grupo.

Quem chama ele de marrento, de amarelão, deveria perder menos tempo criticando ele e analisando porque nossa defesa fica tão exposta. Tem tanta coisa errada, e o pseudo moralistas pegam no pé do cara.

É difícil ser bom no Brasil, as pessoas têm que ter vergonha de atingirem o sucesso, lamentável.

Sendo bem bonzinho, vale a menção à Lucas Leiva que num meio campo escalado errado e com quase todos fora de posição, Lucas tem feito seu trabalho de maneira correta.

De resto amigos, nada de bom a dizer. Agora os pontos negativos:

Robinho- Sempre defendi a presença do jogador na equipe de Mano, principalmente agora que ele fez uma excelente temporada na Europa. Mas está difícil…não só por tecnicamente ele não estar apresentando um futebol condizente com ser titular da Seleção Brasileira, mas principalmente, porque a função tática que ele tem no Milan não é a mesma que no Brasil, por mais que aparentemente sejam.

Má liderança/Ausência de- Sou fã de Lúcio, um dos 5 melhores zagueiros que vi atuar, raçudo, competente, excelente profissional. Mas não é um bom capitão. Fato. Quieto quando tem falar e explosivo demais em momentos inoportunos.

Mas como falo de liderança, não só de ser ou não capitão, o problema é de todos. A passividade que se viu no jogo de ontem, em especial no final do primeiro tempo, é inaceitável. Inadmissível!

Lúcio e Júlio César foram muito infelizes nas colocações dias antes do jogo que cobravam de alguns, mais amor à amarelinha. Não gente, calma lá!

Primeiro, se tem gente que não quer estar na seleção, os dois têm que chamar o cara e ter uma conversa. Não deu certo, o capitão conversa com o técnico.

Nunca, em hipótese alguma, para tirar o seu da reta os jogadores mais experientes do grupo podem ir à imprensa e dar essa indireta. E pior, sem citar nomes, achei até covarde.

E agora que a molecada salvou a pele deles ontem? Ambos falharam nos gols, Júlio César então teve uma atuação ridícula.

Temos que mudar nossa postura, a começar pelos líderes do time.

Júlio César- Falando dele, não se pode deixar passar em branco a atuação pavorosa do goleiro brasileiro de ontem.

O primeiro gol foi um frangaço e o segundo só um pouco menos bisonho.

Muitos saíram em defesa do goleiro, dizendo que uma falha não pode apagar toda sua história. Concordo, JC não esqueceu como se agarra, e todos jogam mal um dia ou outro.

Mas a história do goleiro é pontuada desde o início por momentos de instabilidade emocional e falhas em momentos decisivos.

Não confio na cabeça de Júlio César! Mais de uma vez ele deu demonstrações de insegurança que se refletem com falhas em momentos extremos.

Nem precisamos lembrar da última Copa não é mesmo…para mim é momento de tirá-lo, conversar com o jogador e ver se ele será capaz um dia de se impor emocionalmente.

Precisa ser mais “cascudo” para ser goleiro da Seleção, precisa ter “pelo nas venta”

Meio Campo- Aí reside o maior problema da Seleção Brasileira na atualidade. Os jogadores, Lucas Leiva, Rarmires e Ganso, são, para mim. os melhores que temos hoje em dia, mas estão, quase todos, fora de suas posições.

O meio campo brasileiro tem que jogar com 4 jogadores. Falta para Ganso a aproximação de algum jogador, ele sozinho fica sobrecarregado e muito isolado, tanto do ataque quanto de Ramires. Tanto é que quando a bola chega a ele, com a perfeição usual, deixa seus companheiros na cara do gol, mas ela não está chegando e ninguém está encostando.

Já Ramires nem está marcando como deveria, tampouco chegando ao ataque como de costume. E isso é puro erro de posicionamento. Ele não é um meia clássico, que recebe a bola e arma a jogada. Ramires é um bom marcador, muito rápido, com um passe regular e que pode, eventualmente, surpreender chegando na frente.

Nesse meio campo com três apenas, ele sempre está a frente de quem deve marcar, assim tendo que correr atrás dele, fazendo faltas por trás, recebendo cartões. E quando chega ao ataque não é o “elemento surpresa” ele recebe a bola já posicionado e marcado, desta forma não consegue se desvencilhar da marcação e fazer suas jogadas.

O único que está em sua posição é Lucas Leiva, que mesmo sobrecarregado tem jogado muito bem e marcado por todos.

Outro problema desse erro de posicionamento, não é só a dificuldade ofensiva, mas do modo como estamos jogando nossa defesa fica muito exposta e Lúcio que não tem mais o vigor físico de outrora sofre na mão dos atacantes.

Não só ele, essa superexposição da nossa defesa faz com que um zagueiro do nível de Thiago Silva seja driblado do jeito que foi no segundo gol equatoriano ontem.

Não só a favor de encher o time de volantes, longe disso, mas tem que proteger a zaga. Senão tomamos gol, ou só retomamos a bola muita atrás, complicando a subida ao ataque.

Óbvio que todos querem saber a minha solução. É simples, basta colocar mais um jogador que feche bem os espaços, tenha qualidade no passe e saiba chegar na frente. Você pensou em Hernanes? Pois é eu também, acho que só Mano não.

Não temos um padrão de jogo, continuamos dependendo única e exclusivamente dos talentos individuais dos nosso jogadores, tem vezes que dá certo, mas não será sempre.

Desta vez nem falei de André Santos, Elano, Fred, todos sabem o que penso a respeito deles, essa é apenas a leitura que fiz do jogo de ontem, e da Copa América até aqui.

 

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Longo Caminho pela Frente

Definitivamente esse novo cabelo do Daniel Alves não lhe caiu bem. Não só pela semelhança dele com a judoca Edinanci Silva (foto), mas o futebol apresentado pelo lateral, ou a ausência dele, tem sido muito abaixo do esperado.

O caminho da seleção brasileira está parecendo cada vez mais complicado e mais longo, e quando jogadores com o talento e experiência de Dani fazem atuações como a de sábado, as coisas parecem muito piores.

Mano fez uma alteração que eu não faria, não desistiria tão cedo do esquema que ele vinha tentando, mas Jádson tem mostrado uma estrela interessante. Já contra a Romênia foi o melhor em campo e no meio de um time sem inspiração e com pouca transpiração foi o único que fez coisas boas no primeiro tempo.

Além do gol, o jogador que hoje está na Ucrânia, deu um belo passe para Pato que quase resultou no gol inaugural da partida. É interessante como certos jogadores crescem na Seleção, penso que este jogador está cavando sua vaguinha nos 22.

Eis então que Mano coloca Elano, sim Elano, no lugar de Jádson. A explicação foi que Jádson já tinha cartão. Vá lá, ele tinha cartão, mas se é para tirá-lo, Elano não é o substituto, nem na mesma posição jogam. O resultado vimos né, anencefalia no meio campo nacional e um empate no último minuto com gol de Fred.

Defesa exposta, meio campo sem imaginação e um ataque isolado e impreciso. Assim que se encontra a seleção brasileira.

Que fique claro que não coloco a culpa integralmente sobre os ombros do técnico brasileiro, mas a coisa não anda boa para os lados dele não.

O nosso time não tem padrão de jogo, não tem jogada ensaiada, nada que indique uma evolução. Os jogadores não são ruins, muito pelo contrário, então o que está faltando?

É difícil nessas horas não responsabilizar aquele que tem a função justamente de transformar em time um amontoado de excelentes jogadores.

O Brasil deve vencer o Equador e se classificar, não deixa de ser um dos favoritos ao título, mas o que preocupa não é ser campeão da Copa América, e sim da Copa do Mundo.

É, temos um longo caminho pela frente, e parece cada vez mais distante.

 

A Vitória na Derrota*

* Texto originalmente publicado no sítio http://www.emcimadalinha.com.br

Obrigado! É tudo que penso ao lembrar da noite de ontem. Sim da minha ida ao Pacaembu para ver mais uma derrota vascaína (não que o Vasco perca muito, mas comigo no estádio esse resultado tem se repetido).

Você que está me lendo já foi ou é uma criança, um adolescente. Você já teve ídolos, no futebol, na vida, na música, aquele cara ou aquela mulher que fazia algo que o inebriava.

Na verdade todos tivemos muitos, e teremos sempre, mas com menor intensidade que nos nossos tenros anos. Quando a maior preocupação é a prova de matemática e o maior desafio, beijar aquela garota. Está certo vai, beijar aquela garota ainda é o maior desafio, mas isso fica para outra ocasião.

Eu tive muitos, e no esporte, no futebol um dos maiores foi Juninho Pernambucano. No começo só Juninho; para sempre nosso Reizinho!

Juninho que em 97 foi coadjuvante de Edmundo, que em 98 foi um dos maiores jogadores daquela Libertadores, Juninho que em 2000 quando o Vasco virou aquele jogo contra o Palmeiras e sagrou-se Campeão da Copa Mercosul fez uma das comemorações mais emocionantes que já vi.

Bateu contra o peito, virou-se à torcida como quem diz “podemos perder, mas vamos morrer lutando” E ganhamos…

Juninho se foi e disse que com aquelas pessoas, leia-se Eurico Miranda, ele não voltava ao Vasco, e diferente que é, cumpriu o que disse.

Em 2006 ele prometeu, talvez de brincadeira a dois torcedores que voltaria, e muito diferente que é, cumpriu o que disse.

Quantas janelas de transferências se passaram, promessas de dirigentes e nada…a ida para o Catar foi um golpe duro. Vê-lo indo para tão longe deu a sensação de que ele nunca mais voltaria.

Eurico foi embora, o tempo passou, nós crescemos, Juninho se consagrou. Nós torcedores, fãs, órfãos de Juninho e de seu amor sabíamos que ele voltaria. No fundo tínhamos a certeza de que ele conhecia o caminho de volta.

O dia chegou, Juninho voltou…Desde o momento que ele disse que viria o coração do vascaíno parou. Era muito bom para ser verdade. O Vasco tem disso, Ademir de Menezes, Roberto Dinamite, Edmundo, Romário e Juninho, seus 5 maiores craques foram mas voltaram. É, a casa deve ser mesmo muito boa.

Dia 6/7/2011, o dia da reestreia, o dia de celebrar a volta da monarquia à Colina. Sim, temos um Rei, um Reizinho, na acepção mais carinhosa da palavra. E ele voltou ao seu reino, seus súditos já não podiam mais esperar.

A tarefa era difícil, o líder em sua casa; mas o que isso importa? Nada é demais para um Rei. Confesso que fui só para vê-lo jogar, queria poder dizer aos meus filhos que um dia virão, que tinha visto Juninho jogar.

Ver um gol seu então, e de falta, não, eu não merecia tanto. Lembro como se fosse hoje aquele 22 de Julho de 1998, o jogo praticamente perdido, a gente querendo pelo menos segurar a derrota mínima até os pênaltis quando veio aquela cobrança perfeita.

Mas isso é memória, fomos ao jogo, não me importei de ir na cadeira laranja, no meio do bando de loucos, até porque louco eu também sou, uma loucura diferente é verdade.

Noite fria, o Vasco sobe em campo com camisas pretas e calções brancos com ele na frente. Ricardo Gomes tinha dito que Fernando Prass seria o capitão, mas no fundo a gente já sabia que esse lugar já tinha dono.

Começa o jogo e ele termina com apenas dois minutos. O jogo não foi no Engenhão, não acabou a luz. Não caiu o alambrado, nada disso aconteceu, mas para mim o jogo acabou, minha missão estava cumprida!

Diego Souza sofre falta na intermediária eu viro para o lado e falo, “olha lá, presta atenção”. Não, eu não sou vidente, nem achava que a bola pudesse entrar. Ah mas eu queria, como eu queria que aquela bola entrasse.

O Reizinho partiu para a bola, bateu com a precisão de sempre, ela quicou, passou por Júlio César e estufou a rede corinthiana.

Gol! Gol do Juninho! Gol de falta do Juninho!

Nada de comemoração, estava no meio da torcida adversária. Me contive e comemorei em pensamento, não; comemorei em sonho.

Pois é naquele momento realizei um sonho. O Corinthians virou a partida, o Vasco quase empatou no final, enfim, um grande jogo entre líder e campeão da Copa do Brasil, mas eu não queria mais nada, eu nem precisava acordar daquele sonho.

Eu só queria chegar em casa por a cabeça no travesseiro e lembrar, eu vi um gol de falta de Juninho ao vivo, eu vi um gol de falta do Juninho ao vivo.

E foi o que aconteceu, demorei a dormir, quando o sono vinha, trazia a lembrança daquela bola passando pelo goleiro e entrando. Não é comum, é até muito raro, mas ontem eu senti uma vitória na derrota.

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Nem tanto ao mar nem tanto à terra

Ontem o Brasil estreou na Copa América contra a fraca equipe venezuelana. O resultado justo de 0x0 denota exatamente como foi o jogo, nada demais.

Sou crítico a muitas atitudes e convocações do técnico da seleção Brasileira, Mano Menezes, mas culpá-lo pelo resultado de ontem chega ser covardia. Das péssimas convocações, só uma, provavelmente a pior delas é titular. E André Santos vem mostrando, realmente estar muito aquém de seus companheiros.

Mas também não foi ele quem mais decepcionou na partida de domingo. O meio campo, jogadores de quem se espera muito, foi ineficiente, diria que só Lucas Leiva, o menos capaz de todos, fez uma boa partida.

Ramires quase comprometeu com o erros de alguns passes na saída de bola, começo a ter a impressão que ele não se encaixa nesse esquema. Marcando sempre atrás, mal colocado na defesa, o excelente jogador do Chelsea não fez uma boa partida, apesar de ter aparecido muito bem ao ataque em algumas (poucas) ocasiões.

Neymar, eleito o melhor da partida pela Comenbol, foi normal, para o que ele pode jogar foi mal, mas buscou jogo, não entrou na pilha do técnico adversário e não foi um destaque negativo.

Quem mais decepcionou foi de quem mais se espera. Ganso fez o pior jogo dele a que eu assisti. Muitos passes errados, muito mal colocado, enfim, não fez nada direito.

Para não parecer ranzinza, ele acertou um belo passe para Neymar no final do primeiro tempo e só. O que não é nada para um camisa 10 da seleção brasileira.

De resto, André Santos péssimo, como todos já sabiam que seria, Dani Alves, Thiago Silva e Lúcio impecáveis, e Júlio César nem precisou sujar o uniforme.

Lucas do São Paulo entrou bem, e é de se pensar se ele não poderia ter entrado antes na contenda.

Fred e Elano são aquelas brincadeiras de mau gosto que Mano sempre tem com os torcedores. É a única explicação que eu encontro.

Mas meus caros, não somos o pior time de todos os tempos como alguns praguejaram após o jogo. Porém ficou bem claro que não somos essa beleza toda decantada na semana que passou.

Temos que ganhar do Paraguai sábado, e lembrem-se que ninguém fez gol no grupo até agora.

Ps: Nota triste do jogo do Paraguai ontem, além da falta de gols foi o peso exagerado de Larissa Riquelme. A bela modelo errou na dose…

Liédshow

Não amigos, não é todo dia que se faz 3 gols em um clássico.

Não é todo dia que Rogério Ceni toma 5 gols na mesma partida, aliás é a primeira vez que ele perde por um diferença de 5 gols. Naquele 7 a 1 vascaíno o goleiro foi expulso ainda no primeiro tempo.

Então o que aconteceu no domingo é coisa para todo corintiano lembrar para sempre. Que segundo tempo maravilhoso da equipe comandada por Tite.

Acho que destacaria três atuações, Danilo, o melhor em campo, Liédson, decisivo e preciso, e Tite, sim, dessa vez o treinador corintiano pesou positivamente.

Foi só Tite não acovardar sua equipe, mantê-la em cima, marcando e atacando o adversário que conseguiu uma goleada. Resta ao torcedor alvinegro torcer para que não tenha sido algo único, que o técnico mantenha essa postura e entenda que para ser campeão tem que jogar em cima do oponente, não pode recuar.

Danilo finalmente ganha uma sequência no time titular e prova que é dono da 10, apesar de jogar com a 20, corintiana. A técnica do jogador é refinadíssima, e além do belo gol que fez consagrou Liédson com seus passes.

Tite disse que era assim que Danilo deveria jogar, no meio e não aberto na esquerda, que ele era banco porque os treinadores anteriores não sabiam escalá-lo. Sim, claro “professor”, isso todos sabemos, minha pergunta é: por que o senhor demorou tanto para colocá-lo ali?

A dúvida que fica na cabeça do treinador agora é aonde colocar Alex nesse time. Vejo três opções, a mais improvável e arriscada seria colocá-lo de segundo volante; ele pode jogar no lugar de Danilo, que é a mais provável situação, porém no meu entendimento não é a melhor; e ele pode jogar no lugar de Jorge Henrique, o que eu acho que seria o ideal.

Vocês viram que não falei do São Paulo no post não é mesmo, mas há o que falar? Só um time jogou, só um time merece destaque, o outro, bom acho que Dagoberto disse tudo ao final do clássico.

Ps: E não é todo dia que Rogério Ceni toma um peru daqueles, ou é?

O jogo foi muito bom, mas empate sempre é chato

Tentando por o blog em dia, mais um post sobre a rodada. Eu sei que estou atrasado, mas em breve colocarei tudo em dia.

Gostei muito do jogo entre Coritiba e Internacional no domingo, não é de hoje que o Coxa agrada a todos, mas também impressiona como falta algo mais para que os resultados sejam ainda mais expressivos.

Nesse jogo em especial o goleiro colorado pegou tudo. Muriel aproveitou a chance, fechou o gol e foi o principal responsável pelo empate. Até o pênalti ele pegou, mas sua defesa não colaborou e ele tomou o gol no rebote.

A equipe do Inter não me agrada, creio que pode render muito mais, mas sem técnico fica difícil. Falcão não demonstra firmeza, e há quem diga que o elenco não confia nele.

Já o Coxa, como disse anteriormente apresenta um futebol muito agradável de ver, bom toque de bola boa chegada a frente, se o Biu não atrapalhasse tanto…

 

É isso aí que temos

 Sábado tivemos o confronto de umas das melhores seleções de futebol do mundo na atualidade (sem seu camisa 10) e o Brasil.

É bom que fique claro que hoje nós somos os desafiantes. A Holanda é a atual vice-campeã mundial, além de ter um retrospecto de 36 jogos e apenas uma derrota com o seu atual treinador.

Falando do jogo, o time brasileiro marcou relativamente bem, o que era de se esperar com Ramires, Lucas, Lúcio e Thiago Silva, e atacou pouco no primeiro tempo.

No início do segundo tempo quando avançou sua marcação e conseguiu roubar as bolas no campo de ataque ofereceu perigo e poderia ter feito um gol. Fred furou dentro da pequena área e Neymar não foi feliz em duas oportunidades.

De resto um jogo bem marcado, com poucas chances de gol e um empate justo. As substituições nada mudaram o panorama da partida, mesmo tendo Sandro em um belo chute de fora da área forçado Krul a fazer uma defesa difícil.

Agora falando do rendimento da Seleção do Brasil e do que se esperava dela, podemos dizer que foi fraco, aliás foi como o esperado por mim.

André Santos foi digno de pena na lateral esquerda. Affelay e Robben passaram do jeito que quiseram a toda hora e ele chegou a quase cair quando tentou dar uma pedalada no ataque.

Elano passa a impressão de ser bom profissional, um cara gente fina, bom marido, bom filho, agora camisa 10 da seleção brasileira, jamais! Não dá para depositarmos toda a organização do jogo nos pés dele, ele não sabe fazer isso. Próximo…

Ouvi muitas reclamações sobre o individualismo de Neymar, não discordo, porém faço outra pergunta, passar para quem? Ele passou e Fred furou, não tinha mais para quem tocar.

Amanhã o Brasil deve ganhar e fácil, o que não quer dizer muita coisa. E para a Copa América, sinceramente não sei o que esperar, não acho impossível o título.

O que me preocupa na verdade são as posturas do técnico do time. Ele queimou Hernanes e está bem disposto a queimar Lucas na seleção brasileira. Colocou o jogador em uma função inexistente, deixando-o perdido em campo e isolado dos demais jogadores.

Não concordo com quase nada que Mano tem feito, o que é uma pena pois quando ele foi contratado imaginava que ele seria um treinador sério e competente.

Para quem comemorou o jogo de sábado, meu lamento, para quem achou horrível, também lamento, é isso aí o que temos…

 

 


Dois Toques

Lugar que um doido por esporte, principalmente futebol criou para escrever, ler, debater sobre tudo que seja relacionado ao esporte Bretão.

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