Archive for the 'Jogadores' Category

Até Breve 2

A Nike quando quer, é capaz de fazer vídeos extraordinários, que bom que para Ronaldo ela quis várias vezes.

Vejam esse:

Até Breve

Dia 7/6/2011, essa data ficará eternizada no futebol mundial como o dia que Ronaldo deu adeus à Seleção Brasileira e em definitivo aos gramados.

Mas para mim não será um adeus, apenas um até breve. Nas minhas histórias, conversas sobre futebol Ronaldo sempre estará. O cara tem todas as qualidades que queremos em um ídolo, o futebol encantador, o sorriso largo e a atitude de campeão.

Imagino daqui a muitos anos eu contando para os mais jovens, filhos talvez, algumas passagens desse craque. Fico pensando como estará gravada na minha memória imagens como a contusão naquele Inter e Lazio; aquela final de 2002; o gol do recorde contra Gana.

Não será um adeus, na minha pelada de quinta-feira continuarei comemorando gols como ele fazia, balançando o indicador, gesto que eu imito há anos. Sempre que vir um rapaz careca e dentuço, a figura do Fenômeno virá à minha cabeça.

Nos meus devaneios futebolísticos, nas minhas seleções de todos os tempos Ronaldo estará com a 9. Sempre que o camisa 9 da seleção brasileira perder um gol, virarei para o lado e direi: “Ah se fosse o Ronaldo, essa era gol”.

Não comprei ingresso para o jogo de hoje por não querer ver essa seleção em campo, não quis dar “ibope” para esse time. Depois de um tempo me arrependi, pensei que deveria estar na despedida de Ronaldo.

Mas pensando bem, não quero que a última imagem dele com a seleção seja essa que teremos hoje. Prefiro guardar comigo os gols driblando os goleiros, as arrancadas imarcáveis, os gols de placa.

Que são esses 15′ perto da eternidade que ele terá no futebol. Ronaldo atingiu o lugar sagrado que só os melhores têm reservado. Ronaldo chegou a ser a 3ª figura mais conhecida do mundo, perdendo para o Papa e o Presidente dos Estados Unidos.

Hoje quando o jogo acabar e ele definitivamente não for mais um jogador de futebol não darei meu adeus.

Até breve Ronaldo, nos veremos sempre em meus pensamentos.

Sheik falou tudo! Entrevista para o Globoesporte.com

Emerson durante entrevista (Foto: Eduardo Peixoto / Globoesporte.com)

Quem conhece o blog há mais tempo sabe que não é comum, mas quando há coisas muito interessantes que leio na rede eu transcrevo aqui. Já falei por cima que achei antiprofissional e não gostei da maneira com que Emerson se portou no Fluminense antes de um jogo decisivo, porém é fundamental que eu lesse o que ele tinha a dizer.

Ele foi além, o jogador falou quase tudo que estava entalado, e vale a pena transcrever aqui a notícia veiculada no site globoesporte.com

Sheik sem freio: atacante distribui críticas na saída do Fluminense

Indiretamente, Emerson diz que Fred influencia nas decisões de Enderson, confirma que cantou hit do Fla, mas ressalta: ‘Outros jogadores também’

Por Eduardo Peixoto e Thiago AsmarRio de Janeiro

Você cantou o bonde do Mengão sem freio? 
Cantei, mas não cantei sozinho. Outros atletas também cantaram, mas como diz o ditado só eu “levei” (paguei) o pato.

Mas como soube da notícia de que estava afastado do jogo contra o Argentinos Juniors? 
Estava descansando, concentradíssimo para o jogo e bateram no meu quarto. Era o supervisor Rodrigo (Henriques), que eu respeito muito, falando que o presidente e o Mário Bittencourt queriam ter uma reunião comigo no quarto da presidência no hotel. Cheguei ao quarto, e eles me disseram que eu não participaria do jogo e da partida seguinte, que seria contra o Flamengo

Você não perguntou por que foi o único punido se outros cantaram?
Estávamos cantando várias músicas e era aleatório. Caiu na música que fala do Flamengo e eu cantei, assim como outros atletas também. Eu perguntei: por que só eu? Se fosse fazer alguma coisa teria que ser com todos. Ele deu uma resposta vaga e aconteceu tudo isso.

Pode falar qual foi essa resposta? 
Era uma opinião dele e do presidente e aquilo deveria ser acatado. Essa foi a resposta.

Acha que merecia um pouco mais de carinho depois do gol histórico do título?
O Fluminense demorou 26 anos para conseguir um título importante e eu participei. Tive a felicidade de marcar o gol do título e que fica na história. Mas quatro meses depois fui afastado de uma maneira grosseira, mal-educada. Não merecia isso. Da maneira que foi feito ficou muito feio. Saí escondido do hotel, me pediram para sair por trás. Isso me deixou muito triste.

Você considera que errou ao ter cantado a música do rival? 
Estava cantando uma música que todos cantam. Vascaínos, botafoguenses, todo mundo. É um hit. Está nas paradas. Reconheço que naquele momento não era legal, mas ser tratado da maneira que eu fui também não é legal. Poderiam sentar, conversar e colocar que não agradou.

E os jogadores? Tentaram mantê-lo no grupo? 
Momentos antes da partida, quando saí do quarto do presidente, havia dez, 12 jogadores no meu. Surgiu a possibilidade de nem jogarem. Naturalmente fui contra porque era problema particular meu. Disse que estava em jogo a carreira deles e por trás havia milhões de torcedores esperando a vitória. Ainda bem que o pessoal foi para o jogo, ganhou (4 a 2 e conseguiu a vaga nas oitavas da Libertadores), mas existiu naquele momento uma manifestação de 80% dos jogadores que estavam ali, me respeitam e sabem a pessoa que eu sou. O jogo era 21h50m e fui chamado no quarto às 18h. Foi lamentável.

Algum jogador do Fluminense o decepcionou muito? 
Muito, muito. Ao contrário do que fizeram comigo eu não vou jogar o torcedor contra o atleta. Isso eu não vou fazer porque não acho legal. Fizeram comigo, estou sendo xingado, mas tenho a consciência tranquila. Errei, cheguei atrasado a dois treinos, podia ter evitado essa música.. mas uma coisa é certa: no futebol você faz uma coisa aqui e está todo mundo sabendo. Jogador que gosta de conversar com diretor, ir para quarto de treinador, esse sim vou fazer questão de falar para todos os colegas: é mau caráter, sem vergonha. Não vou dizer o nome na câmera, mas os colegas de profissão vão saber.

O jogador em questão é ídolo?
Ele é ídolo. Agiu errado, não é a primeira vez. Não apenas me desagradou, mas o grupo todo sabe o que ele e mais um ou dois fizeram. Ficou todo mundo decepcionado, mas as pessoas de dentro do futebol vão saber. Não vou me calar. Só não acho bacana chegar aqui e falar nome.

O grupo do Fluminense é dividido?
Na época do Muricy não tinha (divisão) porque ele era firme e não permitia. Mas hoje, com a nova diretoria e com o treinador, que está começando, não tem força e escuta muito as pessoas, acho que tem. Principalmente com a minha saída tem. Com atitudes com outros jogadores. Tem jogador que está sendo afastado porque é meu amigo, me liga, vem à minha casa. Jogador de qualidade, que se pegar o currículo fica difícil entender. Fiquei triste da maneira que fui afastado, triste por saber das reuniões que houve entre técnico e atletas e da forma como o Mário Bittencourt me trataram naquele quarto. Ele me pediu para mentir para o torcedor e isso ninguém sabe, né?

Que mentira? 
Não era para dizer que eu cantei o bonde do Mengão sem freio. A ideia era: fala que teve um problema particular, volta para casa e depois a gente vê. Tudo isso está acontecendo porque falei que não mentiria. Disse que ele estava me afastando porque cantei o trecho de uma música de um rival e sem maldade. Estava há 45 minutos cantando todo tipo de música no ônibus. Elas vinham aleatoriamente. Decidi falar a verdade: se vão me afastar a nota oficial tem que ser verdadeira porque não vou mentir para o torcedor que paga ingresso e canta minha música, mesmo que isso me prejudique. Deito tranquilo e durmo tranquilo. Não participo de mentira.

Esse jogador que está sendo prejudicado você também não quer falar o nome? 
O jogador é o Souza, um cara que bota o currículo ao lado de qualquer um e é sacanagem. Ele é craque, joga muito, dedicado no trabalho, comprometido. Não é justo o que estão fazendo com ele. É triste, feio. Querem falar de profissionalismo comigo, com essa bagunça que está aí? Não, não.

O Enderson Moreira tem autoridade no grupo? Muito se fala que os jogadores escalam o time…
Não tem autoridade nenhuma. Treinador que conversa muito com jogador, dá trela a jogador eu acho que não tem autoridade. Diferente do Abel, que está chegando. Com ele não funciona. Aproveitem porque com o Abel não tem esse negócio de reunião. Com o Muricy nunca teve isso. É triste para o Fluminense que tem uma história bonita e está passando por isso. Souza é só meu amigo. Não tem nada a ver, não precisa passar por isso.

Acha que o Muricy acertou ao abandonar o Fluminense? 

Tem coisas que o torcedor não sabe. Foi prometido ao Muricy alguma coisa, sei pouco, ele cobrou e como não cumpriram decidiu ir embora. Abriu mão do sonho de dirigir a Seleção para continuar no Fluminense porque acreditava nas pessoas, no grupo. É um cara que aprendi muito dentro e fora do campo porque é correto e do bem. Muricy não falou nada demais, só a verdade. Se existe abandono, enfim, ele não trabalha em outro clube. Ele trabalhava no Fluminense e disse o que ele via.

Se o Muricy estivesse no comando você teria saído? 
Não, de jeito algum. Até porque a maneira de conduzir e levar um grupo é outra. Muita experiência, um cara muito vivido. Não caiu de para-quedas, como está acontecendo.

Depois de tudo o que falou dá para torcer pelo Fluminense na Libertadores?
(hesita) Eu, eu torço. Torço porque tem os funcionários do clube que são do bem. Eles precisam e não posso esquecer. Quem me fez mal foi a minoria. Meus amigos… Sei que ninguém vai falar, tampouco acho que vão concordar com o que estou falando. E nem tem que concordar mesmo porque senão vão passar o que eu estou passando. Mas vocês sabem que é verdade. De toda forma, torço para o Fluminense chegar às finais, ser campeão. A competição é difícil e se torna mais difícil quando o caminho é errado. Isso tende a não ter resultado bacana. Você planta goiaba, colhe goiaba. Não colhe manga.

Já teve propostas?
Tenho um mercado mais ou menos lá fora (risos). No mundo árabe tenho um mercado legal. Para minha surpresa, fui procurado por vários clubes brasileiros. Vou analisar, tomar a decisão certa para mais uma vez ter uma passagem vitoriosa.

Pode citar os nomes? 
Não porque a gente tenta manter sigilo, acertar na decisão porque é importante.

Gostaria de voltar ao Flamengo? 
Tive passagem bacana, tenho carinho pelo clube e qualquer jogador gostaria de atuar lá. Estou vendo todas as opções e se disser que quero ir para o Flamengo não é verdade. Não fui procurado pelo Flamengo.

O Vasco te procurou? 
Não sei. (risos)

Procurou…
Tenho amizade com jogadores, trabalhei com alguns membros da comissão. Só.

O que você acha do Fred? 
Bom jogador, bom jogador.

E a pessoa Fred? 
A gente não tem relacionamento de amigo fora de campo. É isso aí.

Parece que você quer falar algo…
Foi divulgado publicamente que fui dispensado porque cantei trecho do bonde do Mengão sem freio. Mas pergunto para a pessoa que colocou a nota o que diriam de um jogador que concentra com a camisa do Flamengo? Ou seja, dentro da concentração do Fluminense indo dormir com a camisa do Flamengo… Esse pode? Esse fica? Esse não está errado? Errado estou eu que cantei o trecho de uma música sem maldade.

Ele fica no saguão com a camisa do Flamengo? 
Não desce para o jantar, mas fica pelos corredores e todo mundo sabe que é verdade.

É titular? 
Ele não está mais no clube. Esse está certo e eu estou errado? O torcedor que me xinga hoje, que canta música vai continuar xingando, mas tem muita coisa que vocês não sabem. Muita. Eu só fui honesto. Isso não precisaria acontecer. Era só eu mentir, como pediram. Falaria que minha mãe estava passando mal, voltaria para o Brasil e rescindiria o contrato. Era simples. Meu gol seria lembrado e eu não receberia mensagem de torcedores xingando a mim e a minha família. Mas vale lembrar também que o Fluminense passa na minha vida e eu não vou passar na vida do Fluminense. O gol que eu fiz vai ficar para sempre. Ninguém tira. Teve gente que ficou com raiva porque eu fiz o gol. Não aceitaram. Não tenho culpa, cara. Estava ali na hora certa, no lugar certo. Vou ter que pagar porque eu fiz o gol também? É triste, mas é vida que segue. Tenho muito a fazer no futebol, vou ser campeão de novo porque minha vida é vitoriosa. Foi só um fato isolado.

Você está emocionado? 
É muito triste saber como fui tratado, saber que colegas dentro de campo se reúnem com treinador, diretoria e deixa triste para caramba porque não é legal. Mas todo mundo sabe que o mundo da bola é fogo: as pessoas vão ficar sabendo.

Tem um pequeno grupo que manda no Fluminense atualmente?
Hoje é praticamente isso. Diretor que conversa com jogador, treinador que chama para conversar no quarto. Não estou acostumado a isso.

E do patrocinador, o que você tem a dizer? 
O lado bom é justamente o patrocinador. Se não me engano está há 13 anos e tem o respeito de todos os grandes atletas que passaram. Ia falar o dia inteiro desse patrocinador porque o presidente (Celso Barros) é completamente do bem, honesto. Alguns jogadores até o chamam de paizão. Ele honra os compromissos e é triste saber que a nova diretoria não quer mais esse patrocinador no clube. Quem perde é exatamente o Fluminense.

O que você acha do Conca? 
Um amor, totalmente do bem. Ele ficou muito triste na minha saída. Emprestou o tênis para eu voltar da Argentina. Ele só manda bem, brincalhão e merece tudo porque é um cara honesto. Só elogios para o Conquinha.

Algo que foi colocado a seu respeito não era verdadeiro?
Cheguei duas vezes atrasado e eu expliquei. Engraçado que no mesmo dia mais dois atletas também chegaram. Só foi noticiado que eu cheguei. Acho que era problema particular.

Qual é sua opinião sobre o assessor da presidência Mário Bittencourt? 

Não gosto dele porque da maneira como ele me tratou e jogou os torcedores contra mim, as ameaças que fez dizendo que eu seria o maior prejudicado. Não tenho motivo algum para gostar dessa pessoa.

A rescisão foi amigável por quê? 
Deixei dinheiro para o Fluminense… Deve ser para a construção do vestiário. Parece que vão construir um vestiário novo, comprar os vasos que estão precisando, matar os bichos que aparecem… Então é uma causa nobre.

Mas parece que ficou mágoa com o clube….
Hoje as portas estão fechadas, mas essas pessoas passam rápido e só ficam as do bem. Não tem nada a ver com a instituição. Torcedor não sabe a verdade e não vai saber porque algumas coisas não posso falar. Querendo ou não o gol é eterno e ninguém vai mudar. Jogador e diretor nenhum vai mudar isso.

Muita gente criticou sua participação no Jogo das Estrelas, em dezembro, porque logo depois o tornozelo voltou a incomodá-lo e você perdeu alguns jogos no início de 2011. 
Todas as pessoas que entendem de medicina discordaram do que fizeram com o meu tornozelo. Quatro meses depois ainda sentia dor. No Jogo das Estrelas tive autorização do departamento médico do Fluminense. Não peguei a chuteira e fui. Avisei ao Zico que teria de falar com os médicos e tive autorização. Só por isso eu fui.

Por que você decidiu falar agora? 

Eu não queria falar nada, mas o que fizeram comigo foi muita sacanagem. Tem que ser muito sangue de barata para não falar nada. Ficaria aqui três ou quatro dias falando das coisas erradas do Fluminense. O grupo é bom, mas precisa de mudanças.

Que mudanças?
Primeira coisa é respeitar o patrocinador. Se não conseguem respeitar o patrocinador, quem eles vão respeitar? Se falam do patrocinador para os atletas de maneira desrespeitosa vão pedir o quê?

Qual é seu time de coração?
Sempre falei que gosto do Flamengo, nunca escondi isso de ninguém. Quando fui para o Fluminense falei, mas isso não impede que eu jogue no Botafogo, no Fluminense. Quero saber uma coisa: quem no Fluminense é tricolor? Eu conheço uns oito ou nove que torcem para o Flamengo, outro para o Cruzeiro.

Hoje é dia do goleiro, minha singela homenagem

Acabo de ler que hoje é dia do Goleiro. Posição pela qual joguei em muitas peladas, campeonatos de faculdade, alguns poucos na várzea, e pela qual sou eternamente apaixonado.

Só quem joga ali sabe a sensação que é. Ser o vilão da partida, não poder errar nunca, a solidão de comemorar sozinho os gols de sua equipe…isso é tudo que dizem aqueles que nunca tiveram a sensação de pegar um pênalti, de sair nos pés do atacante e defender, que nunca viram o jogo ali debaixo dos paus.

Como forma de homenagear a posição, escolhi cinco goleiros estrangeiros que vi jogar e que marcaram muito a minha vida:

Desse já falei aqui, Michel Preud’homme, belga, melhor que vi, e com certeza o primeiro que me fez olhar para a posição com outros olhos, era lindo vê-lo jogar, com a medida certa de plasticidade, técnica e porte físico. Um verdadeiro craque.

Gianluca Pagliuca, com certeza o “menos craque” da minha lista, mas decisivo na minha escolha pela posição, foi vendo ele jogar que comecei a ir para o gol nas aulas de educação física do colégio, era muito bom e muito elegante também no seu modo de atuar.

Peter Schmeichel, dinamarquês que defendeu o gol do Manchester United por anos, é quem eu gostaria de ser se fosse goleiro profissional, usava o seu tamanho para fechar todos os ângulos, mas também era ágil e tinha uma impulsão impressionante. Entra em qualquer lista dos melhores da posição em todos os tempos.

Esse aí todo brasileiro conhece, Oliver Kahn, goleiro da Alemanha em 2002, eleito o melhor jogador da competição, será sempre lembrado pela falha no primeiro gol da final daquela Copa. Mas Kahn foi sem dúvidas nenhuma o goleiro mais confiante e seguro que vi atuar. Durante a Copa acompanhei alguns treinos da Alemanha pela televisão e era fascinante ver a segurança dele, encaixava todas, algo absurdo. Há quem diga que foi esse excesso de confiança que fez ele soltar aquela bola, será?

Para finalizar, Gianluigi Buffon, goleiro italiano, outro craque de bola. Durante anos considerado, justamente, o melhor goleiro do mundo, Campeão em 2006, destaque daquele time, Buffon foi um dos poucos que ficou na Juve após ela ser rebaixada, mostrou que além de craque no gol, não abandonou o barco.

Como me comprometi a escolher só 5 foram esses, mas com certeza tem muito mais por aí, esses se eternizaram na minha memória, cada um na sua época.

Ele finalmente soltou a bola…

O time do São Paulo vai se acertando, isso é um fato. Ilsinho mais uma vez fez gol e definitivamente se mostra readaptado ao futebol brasileiro. Como meio campo, que fique claro, Ilsinho na lateral, podemos esquecer.

Mas ontem, o destaque da partida não foi ele. Todos os meios de imprensa exaltam a atuação de Marlos, o talentoso e questionado meio campo sãopaulino.

Até pouco tempo atrás o São Paulo tinha que entrar com pelo menos quatro bolas em campo, uma para Fernandinho, uma para Dagoberto, outra para Marlos, e a útlima para o resto do time. Em poucos meses o cenário mudou, Dagoberto se faz muito mais eficiente e “matador”, Fernandinho pode parar de tentar a vida no futebol americano, pois parou de sair com bola de tudo da linha de fundo, e ele Marlos, também aprendeu a soltar a bola, pelo menos ontem foi assim.

Quinta-feira, após minha peladinha semanal, o assunto Marlos veio à tona, e após ouvir muitas reclamações dos tricolores sentados à mesa dei minha opinião sobre o jogador. Lembrei a todos, que ele é talentoso, e que no Coritiba teve uma grande passagem.

O que eu achava, e ainda acho, é que na cabeça do jogador, ele tinha que entrar naqueles 15′ e detonar, fazer 3 gols, driblar o time adversário inteiro, e não é bem assim. Desta maneira, ele entrava afobado, ansioso, e tudo dava errado; era fominha, perdia bolas, matava contra-ataques.

E ainda comentei, agora, com a contusão de Fernandinho, ele terá uma sequência de jogos, não terá que provar a todo minuto que ele merece uma chance, quem sabe ele não acabe jogando seu melhor futebol? Mais solto, mais eficiente. E foi o que aconteceu. Quando ele parou de querer ser o melhor em campo a todo custo, ele foi.

É cedo para dizer que Marlos será um grande jogador no São Paulo, ou qualquer coisa nesse sentido, mas parece que era claro que o seu péssimo futebol de antes também não condizia com o seu talento.

A verdade é que cada dia que passa o São Paulo “recupera” um jogador, e seu elenco vai se transformando, aos poucos, em um dos melhores e mais completos do país.

Agora até ele, Marlos, soltou a bola…

 

Voa Ganso

Paulo Henrique Ganso foi vaiado ontem na Vila Belmiro durante a derrota santista para o Palmeiras. Até aí tudo bem, até Pelé já deve ter jogado um jogo mal, mas não foi o caso, Ganso foi vaiado mais pelo que ocorre fora do campo do que por uma má atuação do grande jogador alvinegro.

A história é conhecida de todos, mas relembremo-na rapidamente. Na metade do ano passado, muitos vieram atrás de Neymar para levá-lo para a Europa e prontamente o Santos fez um grande projeto de plano de carreira aliado a marketing, e dessa maneira, com um projeto aparentemente sério e rentável conseguiu segurar a promessa de craque. Com menor volúpia Ganso também foi sondado, e sabendo que sua saída seria inevitável, o Santos, após solucionar o Caso Neymar, começou a tratar com Paulo Henrique.

Até aí tudo bem, tudo muito certo, mas no meio das negociações, Ganso se contundiu gravemente, rompeu o ligamento cruzado e ficou em tratamento durante 7 longos meses, para ele e para o nosso futebol. Nesse meio tempo, ao que tudo indica, as negociações foram deixadas de lado, assim como o próprio jogador. Como resultado de ter se sentido abandonado, Ganso tem claramente complicado as negociações, que retomaram com sua volta aos gramados, e repetidamente tem dito sobre sua vontade de defender um time europeu.

Esses fatos culminaram nas vaias de ontem, o que é compreensível, porém, no meu modo de ver, equivocado.

O Santos tem levado está história de maneira errada desde o seu princípio. Mesmo antes da contusão de PH, notícias que diziam bobagens, dizendo que Ganso queria o mesmo que Neymar, que ele tinha inveja, salpicavam no noticiário esportivo e nunca foram negadas pela direção do clube. Depois, é de uma falta de consideração, de um antiprofissionalismo tremendo suspenderem as negociações em virtude da contusão do jogador. Demonstrou dentre outras coisas, falta de confiança e de importância com o seu craque.

Agora, mais uma vez, o Santos vai à imprensa fazer queixas das ponderações de Ganso, como por exemplo o seu desejo de diminuir a multa contratual, e dessa maneira joga a torcida contra o meio campista.

O pedido de Ganso de redução no valor da multa é discutível, até não concordo, mas é muito mais consequência da insatisfação do jogador do que causa de alguma coisa. E mais, torná-la pública só denota a vontade da diretoria de pressionar a outra parte contratante.

Sobre o início das tratativas, os representantes de Ganso foram claros, e me convenceram quando disseram que ele não queria que pagassem o mesmo que Neymar, ou que qualquer outro jogador, e sim o que era justo ser pago ao Paulo Henrique, e cá entre nós, pouco não pode ser.

No meio disso tudo, os times europeus, como Milan e Inter começaram a ir atrás do jogador, ainda mais sabendo da vontade dele de sair, e esse assédio certamente mexeu com o craque, que já se sentia carente pela falta de atenção do seu time, o Santos.

Minha opinião quanto a ida de jogadores jovens para a Europa tem mudado durante o tempo, analisando cada situação em particular, vejo que não há um jeito certo de conduzir as coisas, seja liberando o jogador na primeira proposta, seja segurando-o quando ele dá sinais claros de que queira ir. O que sei é que Ganso está sem clima no Santos, e nesse caso ele tem que sair.

Ele não quer mais o Santos, se sentiu traído e inseguro na sua relação com o clube; o Santos, por tudo que mostrou, não faz tanta questão de tê-lo em seu elenco, pois se fizesse teria se empenhado mais; e agora a torcida também rechaça seu camisa 10.

Não é questão de defender um ou outro, agora não se trata mais de ver quem tem razão, para mim, é necessária a saída de Ganso do Santos, para que o futebol dele não se perca no meio desse turbilhão, e para que o Santos também não tenha um ex-futuro-craque em campo, sem jogar o que sabe, e sem ajudar a equipe como pode.

Dentre as opções que vi, eu se fosse Ganso iria para o Milan, o time está se acertando e carece de um jogador para aquela posição, mas é só por gosto mesmo, não há maiores motivos para eu “escolher” o Milan.

Seria engraçado, se não fosse triste, mas todos os temas que tratamos aqui ou em qualquer conversa de botequim que tenha como assunto futebol, culminamos com a triste conclusão que nossos dirigentes são amadores e ruins.

Mas indepentedemente de qualquer coisa, precisamos de uma camisa 10 é na seleção Brasileira, e para isso, Voa Ganso, vai para Europa, conquista o mundo e só volta em 2014 para levantar a Copa do Mundo.

O Filho do Trabalho próximo de ficar sem..

Vocês se lembram desse aí? Esse é Jobson, garoto bom de bola, veio do Pará, apareceu para o mundo do futebol no Botafogo, está no Atlético-MG mas pediu para sair, parece que quer voltar ao Fogão.

Agora sejam sinceros, esse nome faz vocês lembrarem as jogadas que ele fez ou o caso esdrúxulo de doping em que ele foi protagonista? Pois é, é triste quando vemos talento sendo assim desperdiçado.

Ele escapou por pouco de ser banido do futebol, o que, na minha opinião, era o que deveria ter acontecido. Ele teve uma nova chance no Botafogo, ele foi para o Atlético-MG, chances e mais chances lhe são dadas, e todas, sem exceção são desperdiçadas.

Até quando? O Botafogo não o quer de novo, o Atlético não o aguenta mais. E assim pode estar indo pelo ralo mas um jogador jovem, uma promessa do nosso futebol.

Tudo que escrevi aqui sobre Adriano vale, mas Adriano ao menos conquistou muito dinheiro, e muitas vitórias no esporte, e Jobson? Ainda é uma promessa, agora uma promessa de problemas, uma certeza de atos de insubordinação, e em campo apenas uma dúvida.

O futebol já deu todas as chances possíveis, será que ele terá mais uma?


Dois Toques

Lugar que um doido por esporte, principalmente futebol criou para escrever, ler, debater sobre tudo que seja relacionado ao esporte Bretão.

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