Archive for the 'Pitacos do Berna' Category

Agora não dá mais

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Texto originalmente publicado no sítio: http://www.emcimadalinha.com.br

Lamento, mas não vejo. Não vejo mais como o Avaí poderá sair dessa situação. As coisas simplesmente não vêm acontecendo para o Grande Leão da Ilha.

Ontem estava ganhando do Bahia fora de casa, um resultado que poderia colocá-lo de novo na briga para sair da zona do rebaixamento, porém sofreu a virada. Tenho visto este tipo de coisa todo ano, quando as coisas começam a dar errado não adianta, foi assim com Corinthians em 2007, Vasco 2008.

Na verdade vemos todos os anos, mas nos exemplos que citei ficou bem evidente como certas coisas não têm explicação. Jogos fáceis e aparentemente ganhos são perdidos. A torcida abandona, às vezes ela volta, mas sem aquela pegada. É aquele fim de namoro meio modorrento, que ela já não quer mais, mas não sabe como terminar e fica ali, some um tempo, aparece um mês, diz que vai mudar, mas no fundo não muda.

Digo isso, pois achei bem legal o que a torcida avaiana fez no embarque da equipe para Salvador, mas será que não foi tarde? Quantos jogos o time enfrentou com as arquibancadas vazias na Ressacada? Não, seria leviano demais querer culpar a torcida.

Na verdade, achar culpados será o esporte preferido de imprensa, torcida e dos próprios jogadores, mas na minha opinião isso é o de menos. Não importa os motivos que estão levando a equipe da ilha de volta à Série B. Aliás, importam sim, para não cometê-los de novo. Apontar dedos é fácil, mas a verdade é que desde o presidente até o torcedor, todos têm que fazer uma autoavaliação, o que não repetir.

É um texto triste esse, tentei não escrevê-lo, busquei cálculos matemáticos, possibilidades improváveis. No entanto, enquanto os jogadores e torcida devem continuar na luta, aqueles lutando ao máximo dentro do campo, e esta não abandonando a equipe, para a diretoria é imperioso pensar na frente.

Quem comanda o futebol avaiano precisa planejar o ano de 2012 de uma maneira bem diferente do ano de 2011. Até porque, o milagre, se vier, não será obra dos diretores e dirigentes, então que eles façam seu trabalho direito.

Deixo aqui uma pergunta, e essa parceria com o Coritiba, o que trouxe para o Avaí? Eu vejo Emerson convocado, Coxa brigando até o último minuto pela Copa do Brasil, ainda com chances de Libertadores e o título paranaense. E o nosso Leão?

Para mim não dá mais, quero estar muito errado, mas acho que juntamente com o América, o Avaí caiu.

Milni

Não há como não se render ao apelido cafona. Rogério Ceni hoje é mil, mil jogos pelo mesmo clube. Terceiro jogador na história, e tudo indica que até o final da sua carreira ultrapassará Roberto Dinamite (1065 jogos pelo Vasco).

Já volto a falar do Ceni, só aquele recadinho para os que insistem em questionar quão melhor Pelé foi; ele é o jogador que mais vezes defendeu a camisa de um clube, mais de 1100 jogos pelo Santos. É meu caro cético, esse recorde também é do Rei.

Mas hoje foi dia dele, Rogério Ceni, e com certeza de todos os são-paulinos. Dos mais de sessenta mil que foram ao estádio, de tantos que tentaram e não conseguiram ingresso e como não, dos milhões que hoje viram pela televisão um fato histórico e especial.

Eu não sou são-paulino, mas tiro meu chapéu. Que goleiro, que jogador, que capitão e que profissional. Obviamente foi o grande tema dos programas esportivos. De tudo que ouvi, que vi e que penso fica a imagem do homem inteligente, do profissional irrepreensível e do goleiro que soube ser diferente para ser melhor.

São muitas as qualidades dele. E essas, quando ele se aposentar é o que tem que ficar. Se é chato, se é legal, é de menos importância perante a magnitude do M1TO.

Quem parar para ver o currículo dele daqui a 21 anos poderá ter um pouco da dimensão do que ele foi. Copa do Mundo, 2 Mundiais,  2 Libertadores, 3 Brasileiros…e por aí vai. Mas não saberá tudo que ele representou para o clube, nem o que o São Paulo significa na vida desse jogador.

Gostaria na verdade de ouvir dos meus amigos são-paulinos o que sentiram hoje, acho que só quem é tricolor pode dimensionar o momento.

History has been made. O mundo do futebol se curva a Ceni, e ele merece todos os louros.

Mas posso fazer uma brincadeira? Assistam e lembrem desse vídeo:

Corrente Positiva

Com certeza não era isso que eu gostaria de escrever nesse domingo de clássicos. Definitivamente, preferia tecer comentários sobre o jogão que estou vendo entre Figueirense e Avaí, comentar como Felipão ainda faz a diferença em alguns jogos, talvez preferisse até lançar uma enquete sobre o lance em Bernardo se foi ou não pênalti. Mas é importante lembrarmos que futebol é um esporte, nos deve entreter. E a vida é muito mais importante.

Quem me segue no twitter já viu que tenho tuitado e retuitado muito pedindo força, pedindo que todos mandem pensamento positivo para Ricardo Gomes, técnico do Vasco. Na verdade para Ricardo Gomes o técnico de futebol, o ser humano, independe de onde ele está trabalhando hoje.

Se você ainda não sabe, Ricardo Gomes sofreu um AVC hemorrágico hoje durante a partida Flamengo x Vasco e se encontra internado em estado grave, segundo as informações divulgadas respira por aparelhos.

Não se discute, nesses momentos, se ele é bom técnico, se ele trabalha no clube que você torce, acho que qualquer pessoa que desempenha seu trabalho com honestidade, com respeito e com seriedade merece nosso carinho e nossa torcida.

Dois anos atrás, quando trabalhava no São Paulo ele já sofreu com doença semelhante, mas graças conseguiu sair bem, esperamos que de novo ele consiga sair bem, com saúde.

Peço então a todos que me leem que nesse final de domingo mandemos nossos pensamentos positivos para o treinador, para o ser humano que merece todo nosso respeito.

Força Ricardo Gomes!

Excelente texto de Tim Vickery

Mais um texto daqueles que não são meus mas eu adoraria ter escrito. Quem me mostrou esse texto foi o grande amigo @luisalt que além de profissional de alto gabarito é/foi um bom atacante nas peladas de final de semana.

Brazil fail to rediscover winning formula

Tim Vickery | 12:09 UK time, Monday, 15 August 2011

One of my favourite pieces of football writing is by the splendid Argentine coach Angel Cappa, a romantic of the old school, eflecting on his good fortune at being in Spain to watch Brazil’s midfield in the 1982 World Cup. “The ball arrived in this zone [midfield],” he wrote, “and would then disappear to reappear in the form of a rabbit and also a dove and hen was hidden again from anguished opponents who would look for it in the most unlikely places without being able to find it…. “The crowd, myself included, looked at the watch with the intention of making time stand still because we all wanted the game to last for ever.” Since then, though, no one has really been able to write about Brazil in quite the same terms. Not through any lack of quality – in the last 30 years the production line of great attacking full backs and magnificent strikers has been working overtime.

Brazil’s national team have failed to rediscover their past winning formula after World Cup 1982 defeat. PHOTO: GETTY

But the game has never flowed through the midfield with the same magic, because that has not been the objective.

For many Brazilian coaches, the failure of that 1982 side to win the World Cup (they lost to Italy) served as proof for ideas that had been kicking around for a while – starting with a 5-1 massacre at the hands of Belgium in 1963, confirmed by the defeat by Holland in the 1974 World Cup.

The physical development of the game, it was thought, meant that traditional methods had to be revised. Brazilian players had to bulk up – Rubens Minelli, the most successful domestic coach of the 70s, wanted his team to be made up of six footers.

And with less space on the field, the future of football lay in the counter attack, rather than elaborate attempts to pass through midfield.

These thoughts have carried a lot of weight in the Brazilian game. They help explain why a succession of Brazil sides have caught the eye for explosive breaks down the flanks rather than for the succession of midfield triangles that enraptured Cappa and everyone else in 1982.

When former Middlesbrough left-back Branco was in charge of Brazil’s youth sides, he told me that right from the start of the process the search for big, strong youngsters was a priority. Brazilian coaches, meanwhile, became fond of spouting the statistic that the chances of a goal are reduced if the move contains more than seven passes.

And then along came the Barcelona/Spain school, with its little Xavis and Iniestas and its focus on possession of the ball – and its accumulation of trophies. Had not Brazilian football declared such players and such methods obsolete?

Once a star with both Brazil and Barcelona, Rivaldo recently made clear the distance that has grown between the two schools. His old team-mate Pep Guardiola, he said, had built a Barcelona team in his own image, giving his players “the tranquillity to go anywhere, even Real Madrid away, and keep passing the ball, irritating the opponents.

“A time will come when they will be able to slip someone through on goal and score. This is down to him, because he transmits this idea to the players and then trains it, something that you don’t see in Brazil.

“I visited Barcelona and watched a training session. Here [in Brazil] if you try to train retaining possession of the ball, the players don’t like it. I see people talking about the way that Barcelona play the ball around, but here in Brazil everyone wants to get the ball and charge forward.”

These are fascinating observations, which perhaps help explain why Brazil are in an awkward moment of transition.

The official line is that Brazil are trying to wean themselves off an excessive dependence on the counter- attack. Coach Mano Menezes declared as such when he took over a year ago, and there is sound thinking behind the attempt to change direction – or perhaps, to turn the clock back.

First, there is the need to gain full advantage from playing at home in the 2014 World Cup. The local crowd will react better to a style of play more in line with the traditional virtues of the Brazilian game.

Second, on home ground no one will offer Brazil the opportunity to counter attack. Something more expansive will be necessary.

But can Brazil currently count on the players with the skills and ideas to put this change of direction into practice? Today’s players, of course, are far too young to have seen the 1982 side.

On Sunday Brazil met Spain in Colombia in the quarter finals of the World Youth Cup. Before the match Brazil boss Ney Franco, hand picked by Menezes to take charge of the Under-20s, paid tribute to the style of the opponents, but added that “Spain are not exactly a reference – it’s enough to remember our team of 82.”

The game that followed was a minor classic because of the clash of styles. Before tiredness muddied the waters, the pattern of the game was clear.

Spain were more like the Brazil of 82, with their carefree passing. Brazil had aspects of that year’s Italy, ruthless on the break. They won on penalties after an exhilarating 2-2 draw.

It was the type of game that made me lament all the more that the senior teams did not meet in either the 2009 Confederations Cup or last year’s World Cup. Puncher versus counter-puncher often makes for a great spectacle.

Should they meet in 2014, Brazil’s idea, as we have seen, is that there shall not be such a clash of styles. That is, assuming that Mano Menezes keeps his job, and that he keeps his nerve.

Losses in recent months to Argentina and France were followed by a disappointing Copa America.

Attempts to play a more elaborate passing game have not been entirely convincing. And so for last week’s friendly away to Germany he surprisingly dropped his playmaker Paulo Henrique Ganso and selected a midfield that left his team with no other option but the counter-attack. It didn’t work and probably did not deserve to.

The margin of defeat was wider than the 3-2 scoreline might suggest.

After the game Menezes commented that his team were not yet ready to trade toe-to-toe with Germany, who were not even at full strength.

Does this mean that, under pressure, Brazil’s coach is losing faith in his team’s capacity to recapture the swagger of its predecessors that was eulogised with such eloquence by Angel Cappa?

Quedê a graça?

Eis que a semana começa com o que há tempos já esperávamos. Cesc Fábregas volta ao Barcelona. A 4, do atual treinador Pep Guardiola tem novo dono!

É uma daquelas contratações que todo mundo queria mas ao mesmo tempo pensou: “Sério, até ele…e agora?” Eu que pergunto, e agora?

Primeiro, qual time Pep Guardiola colocará em campo? Segundo, que time os outros colocarão em campo para parar essa máquina. Não estou dizendo que Fábregas é o Messi, mas para quem já tem o Messi…

Time “ideal”: Valdez, Dani Alves, Piqué, Puyol e Abidal, Busquets, Iniesta, Xavi e Fábregas, Messi e Villa. Será? E Alexis? E na zaga? Será que dá para jogar Xavi, Iniesta, Fábregas e Messi, Alexis e Villa? E ainda tem Pedro, o atacante com maior estrela do mundo…

São muitas perguntas, e uma certeza; quem entrar em campo será quase imbatível. Se a final contra o Santos fosse hoje teria tudo para ser sem graça. Eu sei que é um jogo só e que tudo pode acontecer, mas vem cá, pelo que o Santos vem jogando, sinceramente, vocês acham que teria graça?

E não bastasse tudo isso eles querem o Neymar…”tá louco” aí parei!

A temporada europeia começa com uma pergunta, quem matou Norma? Ops…não é bem essa, é quem parará o Barça? Diria mais, alguém parará o Barça?

Tenho duas ideias:

1ª Barcelona Globe Trotters, viajam o mundo fazendo exibições, não são jogos, serão espetáculos…

2ª O time que ganhar a Champions, ou a Libertadores, ou ficar 50 partidas invicto, alguma coisa desse nível desafia o Barça, se consegui ganhar no tempo normal, o Barcelona volta a participar de Campeonatos, enquanto isso não acontecer o Barça representará a Terra na Copa Intergaláctica.

E para aqueles que acham exagero…se recordam da final da Champions League contra o Manchester? Vocês já viram Fábregas jogando? Vejam esse vídeo e reflitam:

Eu ainda acho que não têm favoritos neste Campeonato

Corinthians começou o Campeonato de forma arrasadora, ainda é líder e brigará até o final do torneio pelo título. Fato, inegável isso. Tem um bom time, um técnico deveras controverso mas que não tem comprometido, e tem estrela. É um time com torcida e jogadores capazes de definir.

Isso tudo faz dele favorito? Não, candidato sim, favorito não.

Qualquer time que chega na metade de agosto com apenas 1 derrota no ano tem algo de muito bom para mostrar, não é claro? E se esse time for o Flamengo, que assim como o Corinthians conta com uma torcida que faz a diferença, jogadores como Ronaldinho Gaucho e um técnico como Vanderlei Luxemburgo, ambos em boa forma?

Ah esse será o campeão, muitos irão dizer. Pode ser, mas da mesma forma, o rubro-negro é um candidato, mas não considero também favorito ao título.

Que campeonato foi decidido no primeiro turno? Por que cargas d’água, comentaristas que eu tanto respeito e que sabem tanto de bola resolvem vaticinar que o título ficaria entre esses dois?

Sério, faltam mais de 20 rodadas, tem tudo para acontecer ainda.

São Paulo tem um bom elenco e um bom técnico, o Palmeiras que jogou bem hoje contra o Vasco, apesar da derrota, o próprio Vasco, enfim, tudo pode acontecer, inclusive o título ficar entre Corinthians e Flamengo.

Não, não acho que São Paulo, Palmeiras e Vasco sejam favoritos. Pode vir alguém como Flamengo em 2009 e conquistar, o que quero dizer, é que é cedo, muito cedo.

E o São Paulo de 2008 que tirou mais de 10 pontos em um turno?

Os números comprovam, as atuações das equipes falam mais ainda. Sinceramente, apontar favoritos com tanta antecedência é ou ser leviano ou ser inocente.

Óbvio se me perguntarem quem será campeão hoje, diria qualquer time, afinal perguntaram isso. Diferente de chegar e dizer sem nem ser perguntado nem nada, simplesmente garantir que só dois clubes brigam pelo título.

Vocês acham que o Campeonato está decidido? Vocês acham que o título ficará entre Corinthians e Flamengo? Ou vocês, como eu, acham que falta muito, e que pelo menos uns 8 times brigam pela taça?

Dando a cara para bater

Após minha análise da última convocação do Mano Menezes alguns leitores me questionaram, queriam saber qual a minha seleção.

Então sem mais delongas coloco aqui, preparado para as críticas:

Goleiros:

Fábio – Cruzeiro (titular)

Vitor – Grêmio

Laterais-direito:

Maicon – Internazionale de Milano (titular)

Daniel Alves – Barcelona

Laterais-esquerdo:

Marcelo – Real Madrid (titular)

Fábio – Manchester United

Zagueiros:

David Luis – Chelsea (titular)

Thiago Silva – Milan (titular)

Dedé – Vasco

Lúcio – Internazionale de Milano

Meio-campistas:

Lucas Leiva – Liverpool (titular)

Ramires – Chelsea (titular)

Hernanes – Lazio (titular e capitão)

PH Ganso – Santos (titular)

Anderson – Manchester United

Arouca – Santos

Lucas – São Paulo ou Jádson – Shaktar Donetsk *

Atacantes:

Neymar – Santos (titular)

Pato – Milan (titular)

Hulk – Porto

Robinho – Milan

Nilmar – Villareal

* Com certeza a convocação de Jádson merece explicação. Nunca concordei com a convocação dele, mas nos dois jogos que ele jogou com a Amarelinha foi o melhor em campo. Falta isso ao time da CBF, faltam jogadores que se sintam à vontade com essa camisa.

Então antes de me criticarem por essa convocação tenham a certeza que eu fui o que um dos que menos entendi quando Mano o chamou, mas tenho que reconhecer que ele desempenhou.

O resto, sinceramente não consigo ter dúvidas, mas fica aí para quem quiser dar seu pitaco.

Ps: Para quem não sabe o homem da foto é Victorio Pozzo, o único treinador bicampeão da Copa do Mundo, era o técnico italiano em 1934 e 1938.


Dois Toques

Lugar que um doido por esporte, principalmente futebol criou para escrever, ler, debater sobre tudo que seja relacionado ao esporte Bretão.

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