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Chega desse Amadorismo

Não dá mais! Aliás, nunca deu, mas agora está impossível. Um esporte que gera bilhões de dólares anualmente em todo o mundo não pode ser comandado por amadores. E deste vez pouparei os cartolas, que também ajudam a destruir o lindo espetáculo que é o futebol, e me concentrarei única e exclusivamente na péssima arbitragem que temos ao redor do planeta.

Falando mais precisamente do Brasil, não se pode conceber de maneira alguma que pessoas despreparadas como são TODOS nossos árbitros, continuem a prejudicar, a atrapalhar o futebol da forma como vem acontecendo. As coisas estão em um ponto em que se chega a duvidar da lisura do campeonato em virtude de tantos erros bisonhos.

Se o melhor árbitro do Campeonato Brasileiro é aquele que apitou Corinthians x Cruzeiro, o Sr. Sandro Meira Ricci, por favor, não me mostrem o pior. Não precisamos nem gastar nosso latim discutindo se foi pênalti ou não, eu particularmente não daria, para mim não foi, mas foram tantos erros durante o jogo, que esse foi apenas mais um.

Falando ainda da partida de sábado, mesmo que consideremos Cuca um treinador “chorão”, não é possível discordarmos de sua revolta. Tudo o que fora dito em sua entrevista, guardando-se o exagero normal que o momento proporcionou, é verdade, todo um trabalho fora comprometido, milhões de reais gastos foram disperdiçados por um só homem que se mostrou incapaz de fazer seu trabalho de maneira razoável.

Agora como ficamos? O Cruzeiro não deve ser campeão, muitos ali podem perder seu emprego, alguns patrocinadores podem se retirar do futebol e o que acontecerá ao trio de arbitragem? Nada, absolutamente nada. Mesmo que eles sejam punidos, sem poder apitar alguns jogos, cada um tem a sua profissão, hoje trabalharam normalmente, sem qualquer influência do que acontecera no final de semana.

Pego o exemplo desse jogo, pois a discussão acerca de seus lances ainda é muito viva nas ruas, ao menos daqui de São Paulo, mas infelizmente, quase todos os jogos desse Campeonato tiveram participação decisiva de erros de arbitragem. Li no blog do Mauro Cézar Pereira, no site da ESPN, um post no qual ele relata jogos em que o Corinthians foi prejudicado e os vários que foi ajudado. Está lá, para quem quiser ver. E assim poderia ter sido feito com todos os times que estão no certame, talvez não tenhamos números tão expressivos, talvez não haja uma relação tão nebulosa entre presidente do clube e presidente da CBF, mas teremos muitos jogos em que as equipes “devem” sua vitória aos homens do apito.

Como todos somos inocentes até seja provado o contrário, seria leviano fazer qualquer acusação aqui sobre possível “compra” de árbitro, ou manipulação de resultado em favor deste ou daquele clube. O que é certo, é que o amadorismo que hoje é a regra na arbitragem estraga o futebol. Por que todos os envolvidos no esporte são profissionais, vivem disso e para isso, e os árbitros, aqueles capazes de mudar o destino da partida, não? Como cobrar responsabilidade, honestidade, competência, se para eles aquilo nada mais é que um hobby levado à sério?

Com certeza, se os árbitros fossem profissionais, tivessem treinos profissionais, ganhassem como tais, e fossem responsabilizados da mesma maneira, muita coisa mudaria. Do jeito que está, independentemente de quem vença, sempre resta a dúvida.

Eu cansei! Não aguento mais discussão sobre arbitragem, os leitores assíduos do blog sabem que sempre evito esse assunto aqui, mas tudo tem um limite, e deu né. Como já dito, o futebol é um negócio que gera bilhões de dólares e não pode ficar à mercê dessa situação. Estamos em 2010 e ainda há gols com a bola meio metro depois da linha que não são dados, impedimentos absurdamente marcados.

Não creio que a profissionalização resolva todos os problemas da arbitragem mundial, mas é um começo necessário e que já deveria ter ocorrido há muito tempo. Sou a favor de uma “revolução” ordenada e da inserção paulatina da eletrônica no futebol, mas isso é assunto para mais tarde, para outro post, só sei que do jeito que está não dá!

Me alonguei, mas é porque há muito isso me incomoda, e falarei disso só uma vez. Agora é preparar um post mais leve e agradável, e me preparar para tentar assistir ao grande duelo de amanhã entre Brasil x Argentina.

É justo, é muito justo, é justíssimo!

Chico Anysio, para mim o maior humorista da história da nossa televisão tem esse personagem, o Deputado Justo Veríssimo, que mesmo com décadas de vida, é impressionantemente atual. Seu bordão é “Eu quero que pobre se Exploda”, e por aí podemos lembrar como eram suas esquetes.

O título do post é outro bordão, do personagem de José Wilker na novela Renascer, o Belarmino. Mas o post não falará sobre TV, e sim sobre algo que sempre permeia as conversas de bar sobre futebol.

O que é justiça no futebol? Tentarei me desvincular de qualquer apego jurídico que a discussão possa me induzir, e apenas expressar o lado esportivo da questão.

Se um time entra em campo para empatar, só marca e anula o time adversário que ataca e busca o gol o tempo inteiro, consegue com um gol “achado” como se diz no futebol e vence, esse resultado foi injusto? Não oras, se o time soube anular bem o outro, teve seus méritos.

Essa discussão estava na minha cabeça há um tempo já, pois ouvimos muito disso, “Ah a Inter não deveria ter ganho do Barcelona, foi injusto, Mourinho só se defendeu”, ou algo do tipo “Se a Holanda fosse campeão da Copa do Mundo não seria justo o time só bateu”. A discussão é eterna, mas depois dos acontecimentos de ontem veio à tona com toda força.

Eu tenho um pensamento muito particular, mas que ontem vi expresso com todas as letras pelo comentarista Mauro Beting na transmissão de Milan x Real, que é o seguinte “O resultado só não é justo quando há influência da arbitragem”. Assino embaixo, o que pode tornar um resultado incorreto é, como aconteceu no jogo de ontem, um gol feito em impedimento ser validado, daí complica, de resto, o esporte é feito das surpresas e improbabilidades.

Creio que nós torcedores só fazemos um apelo às arbitragens, deixem a bola fazer justiça, não atrapalhem o espetáculo, pois da justiça da bola ninguém reclama.