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Qual o lado certo?

Depois de ter assistido à vitória do Goiás ontem uma coisa vem martelando minha cabeça, vale a pena cair para a Série B e ser campeão da Sul-Americana? Não o Goiás não foi campeão ainda, mas deu um grande passo, suficiente para me fazer pensar.

Três times brasileiros chegaram às quartas-de-final da Copa Sul-Americana com grandes chances de serem rebaixados, e cada um fez uma estratégia diferente. E aparentemente os três alcançaram seus objetivos.

O Atlético-MG priorizou totalmente escapar do rebaixamento e deixou de lado a Sul-Americana, escapou da degola com certa folga e caiu nas quartas para o Palmeiras, era esse o objetivo, e foi alcançado.

O Avaí tentou fazer como o Fluminense ano passado e levar as duas o quanto desse, porém a falta de um elenco forte, e também o acesso do maior rival à Série A do ano que vem, induziram o Leão da Ilha a se dedicar ao Brasileiro. Eliminado em casa pelo Goiás, o Avaí conseguiu escapar da Z4 e ainda briga por vaga na Sul-Americana do ano que vem.

E o Goiás até antes do esperado entregou os pontos no Brasileirão e foi com tudo atrás do título na copa continental, que além de ser um título internacional dá direito ao seu campeão de disputar a Libertadores do ano que vem. Até então tem dado resultado, o time está perto da taça, terá uma pedreira gigante em Avellaneda, mas é inegável que tem uma certa vantagem.

Diante deste quadro, que torcida está mais feliz? Atlético-MG, Avaí ou Goiás.

Há aqueles que defendem que como o Goiás não iria disputar por nada de interessante no Brasileiro do ano que vem, melhor que vença a Sul-Americana, ganhe seu primeiro campeonato internacional e jogue a Libertadores do ano que vem. Existem aqueles que acham que o malefício de jogar uma Série B, o gosto amargo do descenso, supera a alegria de disputar o campeonato mais importante do nosso continente.

Para colocar mais lenha na fogueira, o Avaí nos dois últimos jogos para fugir do rebaixamento lotou a Ressacada como há tempos não se via, enquanto no Sul-Americana, apesar do bom público não ia tanta gente. O esmeraldino não colocou nem 20 mil pessoas no Serra Dourada para ajudar o clube a escapar da Série B, ontem tinham mais de 35 mil.

Daí , se conclui que para uma era melhor não cair e para outra ser campeão, não? Não necessariamente, mas acho que é por aí sim. Eu particularmente prefiro não cair, mas não posso negar que ser Campeão da Sul-Americana e jogar a Libertadores do ano que vem é bem tentador para o Goiás.

 

 

Que que eu vou dizer lá em casa?

Esse bordão do eterno narrador Silvio Luiz serve para pelo menos três momentos da partida de ontem entre Atlético-MG e Palmeiras.

Primeiro, o lance mais inusitado dos últimos tempos. Lincoln foi lançado na esquerda, invadiu a área e sofreu o pênalti. Imediatamente o árbitro Marcelo de Lima apontou a cal e deu cartão amarelo para o zagueiro atleticano. Tudo perfeito, quando de repente é apontado o impedimento do ataque palmeirense. Vejam, realmente Lincoln estava impedido, só que até agora ninguém sabe de onde que o bandeira viu esse impedimento, pois no lance ele não deu nada. Nunca vi isso na minha vida, se alguém já viu algo parecido, por favor relate.

Segundo, mais um pênalti “à brasileira” nesse futebol modorrento que se tornou o praticado no nosso país. Como é chato ver jogo apitado por árbitros brasileiros com os jogadores cai-cai aqui do Brasil. Obina desmoronou e empatou a partida.

Que fiquei claro, o Palmeiras não jogou bem, os reservas do Galo se superaram e no frigir dos ovos o empate não seria absurdo não tivesse manchado pela arbitragem.

E o pior na verdade foi após o jogo. Já falei aqui que o mau humor, a ranzinzice, tudo isso no Felipão não me incomoda, mas calma aí, respeito é bom e todo profissional merece. Está de cabeça quente Felipão, não dá entrevista, tens todo o direito de ficar irritado.  Mas eu que sempre o defendi acho que agora está passando dos limites do aceitável.

Não entrarei no mérito da pergunta do repórter, que diga-se de passagem foi bem razoável, mas mesmo que fosse uma questão irrelevante, não dá direito ao técnico do Palmeiras ofendê-lo desta maneira. O limite entre Muricy e Dunga existe, e deve ser respeitado. Como crítico que sempre fui do ex-técnico da seleção brasileira, me sinto obrigado a expressar quão lamentável foi a conduta do Felipão.

No final das contas para o Palmeiras não foi de todo ruim nem para o Galo, mas esse árbitro e o Felipão…que que eu vou dizer lá em casa?