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Quedê a graça?

Eis que a semana começa com o que há tempos já esperávamos. Cesc Fábregas volta ao Barcelona. A 4, do atual treinador Pep Guardiola tem novo dono!

É uma daquelas contratações que todo mundo queria mas ao mesmo tempo pensou: “Sério, até ele…e agora?” Eu que pergunto, e agora?

Primeiro, qual time Pep Guardiola colocará em campo? Segundo, que time os outros colocarão em campo para parar essa máquina. Não estou dizendo que Fábregas é o Messi, mas para quem já tem o Messi…

Time “ideal”: Valdez, Dani Alves, Piqué, Puyol e Abidal, Busquets, Iniesta, Xavi e Fábregas, Messi e Villa. Será? E Alexis? E na zaga? Será que dá para jogar Xavi, Iniesta, Fábregas e Messi, Alexis e Villa? E ainda tem Pedro, o atacante com maior estrela do mundo…

São muitas perguntas, e uma certeza; quem entrar em campo será quase imbatível. Se a final contra o Santos fosse hoje teria tudo para ser sem graça. Eu sei que é um jogo só e que tudo pode acontecer, mas vem cá, pelo que o Santos vem jogando, sinceramente, vocês acham que teria graça?

E não bastasse tudo isso eles querem o Neymar…”tá louco” aí parei!

A temporada europeia começa com uma pergunta, quem matou Norma? Ops…não é bem essa, é quem parará o Barça? Diria mais, alguém parará o Barça?

Tenho duas ideias:

1ª Barcelona Globe Trotters, viajam o mundo fazendo exibições, não são jogos, serão espetáculos…

2ª O time que ganhar a Champions, ou a Libertadores, ou ficar 50 partidas invicto, alguma coisa desse nível desafia o Barça, se consegui ganhar no tempo normal, o Barcelona volta a participar de Campeonatos, enquanto isso não acontecer o Barça representará a Terra na Copa Intergaláctica.

E para aqueles que acham exagero…se recordam da final da Champions League contra o Manchester? Vocês já viram Fábregas jogando? Vejam esse vídeo e reflitam:

Sois Rei, sois Rei!

Falou-se muito nessa semana sobre uma possível jogada de marketing do Santos. A ideia do time santista seria inscrever Pelé, o maior de todos, no Mundial Interclubes no final do ano.

No começo estranhei, mas achei legal. Agora que me acostumei com a ideia, achei genial, seria fantástico. Melhor jogada de marketing da história.

Vocês poderiam imaginar o que seria para o time Vila colocar o “negão” sentadinho no banco com o uniforme, com a sua eterna camisa nº 10. Seria épico. Essa imagem com certeza viajaria o mundo pelo resto dos tempos. Com seus 71 anos de vida o, maior de todos, o Rei, no banco, podendo entrar a qualquer momento.

É claro que ninguém em sã consciência imagina ele tabelando com Neymar, afinal são 71 anos de vida. Mas só a publicidade que a ideia teve já nos deixa imaginar o quão legal isso poderia ser para as finanças do clube.

Não sei se ele toparia, e o que Muricy acha disso, só sei que eu fiquei amarradão com a possibilidade.

E minha empolgação é meramente futebolística. Não me afetaria diretamente os milhões que o Santos poderia ganhar com isso, o que me dá até um frio na barriga é imaginar vê-lo em campo, mesmo que só na hora do hino.

Num campeonato longo por pontos corridos, é claro que eu não gastaria uma inscrição com um jogador que não entrará em campo, mas para jogar 2 jogos, 22 mais Pelé está mais do que bom.

E não posso deixar de sonhar, vai que na semi-final, jogo ganho, três gols de diferença, ele entra nos acréscimos e eu poderei dizer que vi Pelé jogar? Deixem-me sonhar.

Ouvi muitos chatos dizendo que é ridículo, que seria desperdício de jogador, que poderia fazer falta. É por causa de vocês que o nosso futebol está chato! Muito chato! Futebol é esporte, é lazer, é prazer.

E digo mais ainda, meu amigo Fernando Rossini deu uma ideia que seria assim o auge. Barcelona inscrever Maradona que já defendeu suas cores…seria o maior momento do futebol ou não? Uma final de mundial com os dois maiores da história podendo jogar, um de cada lado.

Sonhemos todos com o momento, e deixemos os chatos cornetarem em paz.

 

Eles não sabem brincar

Todo mundo sabia que a volta de Cesc Fábregas ao Barcelona era questão de tempo, mas logo agora que eles já soam como imbatíveis o jogadorzaço do Arsenal defenderá o blaugrana novamente? Sem graça isso viu.

Brincadeiras à parte, será maravilhoso poder ver Cesc nesse meio campo, eu tiraria Pedro e avançaria um pouco Messi, assim como faria o amigo Allan Campos, que me passou a seguinte notícia:


Cesc regresará a Barcelona a finales de esta semana

El capitán del Arsenal prosigue sus vacaciones a la espera de que el Barça dé un nuevo paso para su fichaje

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ARSENAL-RUEDA DE PRENSA

Cesc regresa a Barcelona… ¿y al Barça? EFE

T. Andreu| 07.06.2011 | 04:05h

Cesc Fàbregas tiene previsto llegar a Barcelona a finales de esta semana, jueves o viernes, con la intención de proseguir con sus vacaciones. El capitán del Arsenal, que pasó unos días de descanso en Estados Unidos, está ultimando una serie de trámites rutinarios de carácter personal antes de desplazarse hasta Catalunya para poder pasar unos días con sus familiares y amigos a la espera de que se produzcan nuevos acontecimientos en torno a su futuro.

Por el momento, la entidad blaugrana no ha llevado a cabo nuevos avances en torno a su caso y Cesc no ha contactado con el Arsenal a la espera de que ambas entidades vuelvan a hablar y muevan ficha. El centrocampista ya ha manifestado su deseo de volver a vestir de blaugrana y está dispuesto a manifestarse de nuevo en cuanto el Barça vuelva a dirigirse al Arsenal para entablar unas negociaciones que, evidentemente no van a resultar sencillas.

La economía del Barça no está especialmente boyante pero quiere cumplir con los deseo de Josep Guardiola que considera la contratación del centrocampista de Arenys de Mar imprescindible de cara al presente y al futuro del equipo.

Ya es sabido que Arsène Wenger siempre se muestra como un negociador especialmente duro, más aún cuando se trata de un futbolista fundamental para su equipo. Sin embargo, también es consciente de que Fàbregas desea regresar al Barça y esto puede resultar decisivo.

(http://www.sport.es/es/noticias/barca/20110607/cesc-regresara-barcelona-finales-esta-semana/1034167.shtml)

 

Momentos de Pura Magia

Sábado amanheceu frio, o sol saiu em alguns momentos, mas foi um dia frio. O vento que soprava em Londres parecia que chegava até São Paulo, alterava o clima na maior cidade da América Latina. As horas passavam e era como se todos fizessem uma grande contagem regressiva para o que estava por vir.

Fui convidado para ir almoçar fora, não fui, quem sabe passear e ver o jogo em algum bar, disse que não, que tal ver no cinema e toda essa nova experiência em 3D, balancei, mas neguei. Eu sabia o que queria, a televisão, um edredon, quem sabe um copo ou outro de Coca-Zero e o principal de tudo, silêncio.

Para muitas pessoas, jogos da seleção, Copa do Mundo, finais de Campeonato, são a senha para juntar os amigos, beber, rir e se amontoar em frente a uma TV com muito menos polegadas que pessoas a sua volta. Para mim não, esse ritual que descrevi acima é fundamental para eu desfrutar esses momentos em sua totalidade. Chato eu né? Pode ser, mas sou assim.

Como puderam ler aqui, meu palpite era que desse Manchester. Mesmo sabendo que o Barcelona era, é, o melhor time de todos os mundos, pensei que Sir Alex Ferguson saberia parar, pelo menos durante algum tempo a equipe catalã, e seu time com sua eficiência assustadora pudesse ser campeão.

Toca o hino da Champions, levanto-me sozinho no meio da sala e me emociono ao ver Abidal entre os titulares (mal eu sabia o que aconteceria dali a duas horas) e todo o momento que antecedeu ao grande espetáculo. Só se dizia que era a final da década, o jogo mais esperado de todos os tempos; não dava para prever como acabaria aquele massacre.

Apita o árbitro e o time inglês com uma volúpia avassaladora parte com tudo para cima, e tem durante 8′ mais posse de bola, mais intensidade e mais chance de gol. Mas foram nem 10 minutos.

Passado esse tempo, pudemos notar que: Giggs só corria atrás de Xavi, nem conseguia acompanhar o pequeno gênio, capitão catalão, nem tinha forças para organizar os Devils quando estes tinham a bola. Era nítida também a incapacidade de Valencia fechar o lado esquerdo do Barça, parando os jogadores só com faltas, algumas até pesadas. E, principalmente, já se via Messi perfeitamente posicionado atrás de Carrick e a frente da melhor zaga do mundo.

Se procurarem nos posts mais antigos, encontrarão um no qual digo que Pedro é o atacante com maior estrela da atualidade, é fato, não há como discutir, só fazer parte do time que ele faz, já é ter muita estrela. E quando Xavi o viu partindo, com a precisão que só ele tem no mundo deixou o número 17 cara a cara com Van der Sar para abrir o placar no palco sagrado de Wembley.

Pouco depois, mesmo parecendo ainda atônitos pelo gol sofrido, Rooney, que era o único que tentava algo daquele lado, e Giggs, fizeram bela tabela e o Shrek empatou a partida com um golaço. Tolo aquele que por algum átimo pensou que a partida se equilibraria, ou que quem sabe pudéssemos ter uma virada sensacional inglesa.

O panorama da partida foi parecido até o final do primeiro tempo, do jeito que podia o Manchester segurou o empate. O time parecia mal escalado, Fletcher aparentava ser opção melhor para o meio campo; parecia nervoso, Valencia continuava distribuindo botinadas; parecia impotente, Chicharito mal tocava na bola.

Fomos para o intervalo e todos pensamos: Que beleza, que jogo né, que momento. Não tínhamos noção do que estava prestes a aparecer diante de nossos probres olhos.

Os times voltaram inalterados para o segundo tempo, e bastou a bola rolar para que a maior aula de futebol dos últimos 20 anos tivesse início. Claro que esse mesmo Barcelona já teve jogos mais fáceis, óbvio que não foi a maior discrepância de times do período; mas era final da Champions League. O mundo inteiro concorda que estavam em campo o melhor e o segundo melhor time da Terra, e alguns acreditavam que o melhor vestisse branco naquela tarde.

Não durou muito, apenas 8 minutos depois do recomeço da partida, Iniesta, muito bem marcado, rola para Messi, o gênio se livra da marcação e bate com uma curva brutal, a bola quase que lambe a perna de Vidic e pega o gigante Van der Sar no contrapé passando livre para estufar as redes. A comemoração do argentino chamou a atenção. Sempre quieto e contido o craque explodiu em alegria com o gol que fizera, seu primeiro em solo inglês.

Dali em diante parecia profissional contra amador, um volume de jogo que deixavam todos aparvalhados, uma variedade de tabelas, dribles e jogadas que pareciam ter sido guardadas para aquele momento. O Manchester estava derrotado. Nocaute técnico, os jogadores do time inglês pareciam torcer para que acabasse logo, não aguentava mais apanhar.

Quem assistia queria mais, não dava para se cansar daquela beleza. Queríamos que o tempo parasse. Se estivesse no estádio acho que sairia e compraria outra entrada, uma para o jogo, outra para a aula de futebol. Não estou exagerando, e não sou o único que digo, o que o Barcelona faz em campo hoje é único! Nunca ninguém atuou dessa forma, tivemos times geniais, mas nunca jogando desse jeito.

Tão genial quanto o gol de Villa após jogada magistral de Messi, que Busquets (o primeiro volante) preparou como pivô e ajeitou para o centroavante com um tapa de rara precisão achar o ângulo do gol defendido pelo holandês.

Na comemoração, Messi, o melhor da galáxia, se ajoelhou e chorou em campo. Conseguem ter noção disso? Ele é milionário, ele pode ter tudo o que ele quer, e sabem o que ele quer? Jogar bola, mais e melhor a cada instante; quando viu o que eles estavam fazendo, ali em Wembley, chorou. Estava atingido o topo, eles alcançaram o Olimpo. E eles queriam mais, e só não tivemos mais gols por detalhes. Gols não era mais necessários, mas aquelas jogadas que sucederam eram ainda mais plásticas, mais bonitas, como a bola de letra que quase se tornou gol.

Como se não bastasse, faltando 3′ para o fim da UCL 2010/2011 o grande capitão da esquadra, Carles Puyol entrou em campo, aquela frota precisava acabar sua jornada com seu líder a sua frente. Mais uma cena linda se viu, Xavi, livre de qualquer vaidade prontamente tirou a braçadeira de capitão e passou a Puyol, que primeiramente rechaçou-a, livre também de qualquer soberba, mas depois aceitou.

Finda a partida todos boquiabertos celebravam a vitória do futebol. Que coisa linda, comparações das mais coerentes às mais absurdas eram feitas e tudo era alegria. Num gesto interessante os campeões se alinharam e parabenizaram o time perdedor. Ferguson, Sir Alex Ferguson, cumprimentou Guardiola e olhando nos seus olhos sem dizer nada falou: Parabéns, venceu o melhor.

Como todo filme épico, os protagonistas guardam o melhor momento para o final. Os jogadores passavam, recebiam suas medalhas, beijavam a taça (principalmente Daniel Alves) e todos esperavam por Puyol, aquele que levantaria o troféu pela terceira vez. Eis que Puyol chega à tribuna, recebe sua medalha mas não está mais com a braçadeira de capitão e não ergue a taça. Atrás dele surge Abidal, o mesmo que há 10 semanas estava na mesa de cirurgia retirando um tumor de seu fígado. Ele que mal sabia se iria sobreviver. Dois meses depois era titular, jogava os 90 minutos da partida final e levantava o troféu do Campeonato de Clubes mais importante do Mundo. Chorei, não tinha como não. Título do Barcelona, vitória da VIDA!

Você está preparado?

Logo mais teremos o melhor jogo da temporada 2010/2011, Barcelona e Manchester United decidirão a UEFA Champions League. Todo mundo sabe disso, não se fala em outra coisa no mundo do futebol. Como se esse jogo já não fosse grande o suficiente, ele será disputado em Wembley, Londres.

Teremos o confronto do melhor futebol jogado no planeta contra o mais eficiente. Barcelona versus Manchester. Melhor meio campo contra melhor defesa.

Em quem você aposta, Messi, Iniesta e Villa ou Vidic, Ferdinand e Van de Sar? Não que o embate Rooney-Piqué será ruim, ou que o meio campo vermelho não seja também brilhante. Mas é inegável que o grande embate será entre o ataque catalão e a defesa britânica.

Teremos tudo para termos um jogão logo mais na Inglaterra, o Barcelona não deve fugir de suas características, vai tocar a bola e procurar o espaço para o gol. Já o Manchester pode optar por uma escalação mais leve e rápida, ou manter o meio campo com Giggs. Do jeito que a equipe inglesa for para campo será um adversário complicado.

Mesmo sendo uma final igual a de 2009, não diria que é uma revanche, nesse nível de futebol não gostaria de diminuir o confonto em uma simples vingança, ou reafirmação blaugraná. É muito maior, muito maior.

É muito diferente um dia como esse para quem ama o esporte. O dia nasce não como qualquer outro, tudo parece nos levar a pensar no jogo. Não torço para nenhum dos dois times, na verdade o único time fora do Brasil que torço é a Fiorentina, mas é óbvio que uma partida como essa mexe com a gente.

Perguntaram-me várias vezes nessa semana o que eu achava que ia dar, o que eu pensava sobre o jogo. Palpite é sempre complicado de dar, e por isso sempre comecei dizendo: “Ganhe quem ganhar, o Barcelona é o melhor time do mundo”. Temos que antes de mais nada deixar isso muito claro. Mas acho que dará Manchester. Penso que o momento dos Red Devils é supremo e como dito, ele é muito eficiente.

O mais legal para o jogo seria um gol inglês no começo, seria muito divertido vermos essa equipe espanhola precisando fazer gol, precisando buscar um jogo. Imaginem eles tendo que passar por Vidic e Ferdinand.

Durante a semana acho que pensamos de tudo relacionado com a peleja, palpites, quem fará os gols, eu fiz também um time juntando o melhor dos dois:

Van der Sar; Daniel Alves, Ferdinand, Vidic e Evra; Xavi, Iniesta, Giggs e Messi; Villa e Rooney.

Que é isso né, seleção do mundo. Mas é isso meus amigos, nessas horas não tem muito o que falar, vamos desfrutar esse momento mágico. Barcelona preparado, Manchester pronto. E você, está preparado?

 

E precisava? Capítulo Final

Como tudo que é bom, a minissérie em 4 capítulos estrelada por Barcelona e Real Madrid teve seu último episódio ontem. E para falar a verdade não chegou a surpreender tanto assim.

Vamos lá, primeiro aos corneteiros ufanistas de plantão faço uma pergunta, e Kaká? Pois é, o mais provável aconteceu, Kaká não está preparado ainda, fisicamente, para um jogo como o de ontem. Ele foi facilmente marcado e figura inexistente no time merengue.

A partida começou com um Real partindo para cima com tudo, tentando sufocar o Barça em seu campo, e que por 7′ surtiu efeito. Depois desse período, o que Mourinho, eu e qualquer um que tivesse visto pelo menos uma vez esse time catalão jogar, esperava, aconteceu, o Barça massacrou o Real nos contra-ataques, no tiki taka, no toco e me voy, deu um baile de tudo que era jeito.

Sorte do Real que eles têm hoje um dos 3 melhores goleiros do mundo, e Iker Casillas evitou que o jogo virasse uma goleada ainda no primeiro tempo.

Quando os times foram para o intervalo, Special One no hotel deve ter pensado, “eu não falei? Como vocês querem que eu parta para cima deles, é suicídio”. Mas como o que não tem remédio, remediado está, o segundo tempo começou como o primeiro, com os merengues indo com tudo.

E com um minuto de partida o que não podia ocorrer, aconteceu.  Para o bem do futebol mundial, seu Frank de Bleeckere não tinha o direito de macular a classificação Catalã. Em um lance completamente normal, ele marcou uma falta inexistente de Cristiano Ronaldo em cima de Mascherano e a jogada que culminou com um gol de Higuaín foi anulada. Que erro, mudaria todo o panorama da partida. A missão impossível passaria a ser só quase impossível, e um gol mais levaria o jogo para os pênaltis.

Na verdade, a arbitragem no geral foi fraca, sendo esse, obviamente, o erro mais grave de todos.

Não há como negar que houve um certo abalo no time madrilenho após esse lance, e contra o melhor time do mundo qualquer momento de incerteza é fatal. E ele, sempre ele, o cara que decide as coisas, Andres Iniesta, colocou Pedro (o atacante com mais estrela do mundo)  na cara do gol; Barcelona 1×0.

Faltavam três, mas o Madrid foi para o ataque, dominou o jogo e em um erro de saída de bola e em boa jogada de Di María, Marcelo empatou a peleja e colocou um foguinho no confronto.

O fato é o seguinte, o segundo tempo foi mais do Real que do Barça, mas para mim, o Barcelona que arrefeceu, não o Madrid que o sufocou. É questão de visão de jogo, Messi mal tocou na bola, assim como Dani Alves e as outras opções de ataque catalão.

Talvez até porque não precisassem, e o melhor time do mundo está na final do melhor Campeonato de futebol do Mundo. Wembley que os aguarde, eles vão para serem campeões.

Agora aquelas considerações pós jogo:

1. O Barcelona é o melhor time do mundo.

2. O Barcelona foi ajudado pela arbitragem nos dois jogos.

3. O Barcelona passaria mesmo sem ajuda da arbitragem? Não sei, é provável.

4. A história se repetiu depois de apenas dois anos, em uma semifinal, com a arbitragem a seu favor, mas jogando mais que o adversário, o Barça passa e com a participação decisiva do craque Andres Iniesta.

5. Semifinal da UCL 08/09, Copa do Mundo de 2010, semifinal UCL 10/11, apertou, deixa que ele resolve.

6. No final das contas foram dois empates e uma vitória para cada lado, está certo que o Real ganhou o título menos importante, mas contra esse time do Barcelona é um saldo bem positivo para Madrid.

7. O ponto alto do jogo, meus amigos, não foi o passe de Iniesta, não foram as defesas de Casillas, mais do que o Barcelona, ontem venceu a vida! Eric Abidal, lateral esquerdo do time Catalão e da seleção Francesa, apenas 42 dias após sofrer uma cirurgia para retirada de um tumor no fígado entrou em campo. Jogou pouco mais de 5′ mas emocionou a todos que assistiam a partida. E depois do jogo ele mesmo disse “Hoje foi o dia mais importante da minha vida”. Não há o que acrescentar.

Hoje temos o jogo que define o outro finalista, provavelmente Manchester United, e adianto para vocês, teremos uma final sem favoritos, mesmo o Barcelona sendo mais time, enfrentar os devils em jogo único, não será nem um pouquinho fácil.

E agora, José?

É hoje o dia do Capítulo final da novela espanhola. Barcelona e Real Madrid se enfrentam pela 4ª vez em apenas 18 dias. O mundo inteiro criticou Mourinho pelo modo como ele enfrentou o Barça nas três vezes anteriores, e agora precisando ganhar, e muito bem, no Camp Nou, não lhe restam muitas alternativas a não ser atacar.

Não estou no time daqueles que se revoltaram com o futebol apresentado pelo Madrid, não sei se faria diferente, mas realmente o jogo de hoje tem tudo para ser o mais movimentado. No Brasil, com certeza a maior crítica ao Special One foi não colocar Kaká em campo, hoje parece que ele será titular. É uma aposta, veremos até que ponto ela surtirá efeito.

Mesmo que ele não comece jogando, é provável que o jogador brasileiro entre em campo em Barcelona, e quem sabe ele não ajuda o Real a fazer o que todos acham impossível.

Particularmente, não acho impossível, como disse semana passada, o time de Madri tem jogadores capazes de decidir, mas o problema não será nem fazer 2 ou mais gols, quem é que segurará Messi & Cia?

Promessa de jogão hoje na Catalunha, acho que será difícil, mas que o Barça passa, não consigo imaginar uma goleada merengue.

A noite voltamos a conversar sobre o embate, até lá.


Dois Toques

Lugar que um doido por esporte, principalmente futebol criou para escrever, ler, debater sobre tudo que seja relacionado ao esporte Bretão.

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