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Quem diria, os Guerreiros caíram sem lutar…

Tudo na vida tem seu lado bom. O Fluminense ontem deu adeus à Copa Libertadores da América, e pelo menos por um tempo nos livramos do “Time de Guerreiros”. Podem me chamar de ranzinza, mas ô coisinha chata esses epítetos que a imprensa carioca e o torcedores do Rio adoram.

O que se viu ontem foi um time sem técnico, sem vibração, sem norte. Alguém falou para o tricolor que era só entrar em campo que a classificação vinha, ou que de repente o espírito guerreiro floreresceria em algum momento e mais uma vitória na raça salvaria a equipe.

Mas isso é futebol, não é filme da Disney. Emerson errou no jeito que falou as coisas, no momento, não foi legal. Agora é inegável que algumas coisas, talvez todas, que ele disse são verdades e atrapalham o Flu.

Fred é um excelente jogador, mas não é técnico de futebol, ele não pode ter toda essa autoridade sobre o inoperante Enderson Moreira. Já na fase de classificação, num dos jogos que o Flu precisava ganhar e não o fez, muito se deveu ao fato do treinador não ter peito para tirar Conca, Fred e Emerson que nava jogavam.

Lamento tricolores, mas estava escrito que vocês não iriam muito mais longe na Libertadores. Achei que de ontem passariam, sei lá, está difícil apostar contra esse time, mas sem comando a coisa não vai. Quando optou por esperar Abel Braga o Fluminense, verdade seja dita, abdicou da Libertadores. Não é à toa que só ficou o Santos.

Antes que eu me esqueça, temos a mania de ficar só falando dos deméritos dos times brasileiros, mas nunca é demais ressaltar que o Libertad foi o segundo time com melhor aproveitamento na primeira fase. É um bom time, e fez valer sua qualidade sobre o adversário.

Para ficar claro, o Libertad ganhou porque é melhor, mas o Flu perdeu também porque se acovardou. Não lutou, e tirar Rafael Moura e deixar Fred em campo…Deu no que deu.

Vejam o vídeo abaixo que tirei do site http://www.kibeloco.com.br e esqueçamos de vez essa chatice de Time de Guerreiros.

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Sheik falou tudo! Entrevista para o Globoesporte.com

Emerson durante entrevista (Foto: Eduardo Peixoto / Globoesporte.com)

Quem conhece o blog há mais tempo sabe que não é comum, mas quando há coisas muito interessantes que leio na rede eu transcrevo aqui. Já falei por cima que achei antiprofissional e não gostei da maneira com que Emerson se portou no Fluminense antes de um jogo decisivo, porém é fundamental que eu lesse o que ele tinha a dizer.

Ele foi além, o jogador falou quase tudo que estava entalado, e vale a pena transcrever aqui a notícia veiculada no site globoesporte.com

Sheik sem freio: atacante distribui críticas na saída do Fluminense

Indiretamente, Emerson diz que Fred influencia nas decisões de Enderson, confirma que cantou hit do Fla, mas ressalta: ‘Outros jogadores também’

Por Eduardo Peixoto e Thiago AsmarRio de Janeiro

Você cantou o bonde do Mengão sem freio? 
Cantei, mas não cantei sozinho. Outros atletas também cantaram, mas como diz o ditado só eu “levei” (paguei) o pato.

Mas como soube da notícia de que estava afastado do jogo contra o Argentinos Juniors? 
Estava descansando, concentradíssimo para o jogo e bateram no meu quarto. Era o supervisor Rodrigo (Henriques), que eu respeito muito, falando que o presidente e o Mário Bittencourt queriam ter uma reunião comigo no quarto da presidência no hotel. Cheguei ao quarto, e eles me disseram que eu não participaria do jogo e da partida seguinte, que seria contra o Flamengo

Você não perguntou por que foi o único punido se outros cantaram?
Estávamos cantando várias músicas e era aleatório. Caiu na música que fala do Flamengo e eu cantei, assim como outros atletas também. Eu perguntei: por que só eu? Se fosse fazer alguma coisa teria que ser com todos. Ele deu uma resposta vaga e aconteceu tudo isso.

Pode falar qual foi essa resposta? 
Era uma opinião dele e do presidente e aquilo deveria ser acatado. Essa foi a resposta.

Acha que merecia um pouco mais de carinho depois do gol histórico do título?
O Fluminense demorou 26 anos para conseguir um título importante e eu participei. Tive a felicidade de marcar o gol do título e que fica na história. Mas quatro meses depois fui afastado de uma maneira grosseira, mal-educada. Não merecia isso. Da maneira que foi feito ficou muito feio. Saí escondido do hotel, me pediram para sair por trás. Isso me deixou muito triste.

Você considera que errou ao ter cantado a música do rival? 
Estava cantando uma música que todos cantam. Vascaínos, botafoguenses, todo mundo. É um hit. Está nas paradas. Reconheço que naquele momento não era legal, mas ser tratado da maneira que eu fui também não é legal. Poderiam sentar, conversar e colocar que não agradou.

E os jogadores? Tentaram mantê-lo no grupo? 
Momentos antes da partida, quando saí do quarto do presidente, havia dez, 12 jogadores no meu. Surgiu a possibilidade de nem jogarem. Naturalmente fui contra porque era problema particular meu. Disse que estava em jogo a carreira deles e por trás havia milhões de torcedores esperando a vitória. Ainda bem que o pessoal foi para o jogo, ganhou (4 a 2 e conseguiu a vaga nas oitavas da Libertadores), mas existiu naquele momento uma manifestação de 80% dos jogadores que estavam ali, me respeitam e sabem a pessoa que eu sou. O jogo era 21h50m e fui chamado no quarto às 18h. Foi lamentável.

Algum jogador do Fluminense o decepcionou muito? 
Muito, muito. Ao contrário do que fizeram comigo eu não vou jogar o torcedor contra o atleta. Isso eu não vou fazer porque não acho legal. Fizeram comigo, estou sendo xingado, mas tenho a consciência tranquila. Errei, cheguei atrasado a dois treinos, podia ter evitado essa música.. mas uma coisa é certa: no futebol você faz uma coisa aqui e está todo mundo sabendo. Jogador que gosta de conversar com diretor, ir para quarto de treinador, esse sim vou fazer questão de falar para todos os colegas: é mau caráter, sem vergonha. Não vou dizer o nome na câmera, mas os colegas de profissão vão saber.

O jogador em questão é ídolo?
Ele é ídolo. Agiu errado, não é a primeira vez. Não apenas me desagradou, mas o grupo todo sabe o que ele e mais um ou dois fizeram. Ficou todo mundo decepcionado, mas as pessoas de dentro do futebol vão saber. Não vou me calar. Só não acho bacana chegar aqui e falar nome.

O grupo do Fluminense é dividido?
Na época do Muricy não tinha (divisão) porque ele era firme e não permitia. Mas hoje, com a nova diretoria e com o treinador, que está começando, não tem força e escuta muito as pessoas, acho que tem. Principalmente com a minha saída tem. Com atitudes com outros jogadores. Tem jogador que está sendo afastado porque é meu amigo, me liga, vem à minha casa. Jogador de qualidade, que se pegar o currículo fica difícil entender. Fiquei triste da maneira que fui afastado, triste por saber das reuniões que houve entre técnico e atletas e da forma como o Mário Bittencourt me trataram naquele quarto. Ele me pediu para mentir para o torcedor e isso ninguém sabe, né?

Que mentira? 
Não era para dizer que eu cantei o bonde do Mengão sem freio. A ideia era: fala que teve um problema particular, volta para casa e depois a gente vê. Tudo isso está acontecendo porque falei que não mentiria. Disse que ele estava me afastando porque cantei o trecho de uma música de um rival e sem maldade. Estava há 45 minutos cantando todo tipo de música no ônibus. Elas vinham aleatoriamente. Decidi falar a verdade: se vão me afastar a nota oficial tem que ser verdadeira porque não vou mentir para o torcedor que paga ingresso e canta minha música, mesmo que isso me prejudique. Deito tranquilo e durmo tranquilo. Não participo de mentira.

Esse jogador que está sendo prejudicado você também não quer falar o nome? 
O jogador é o Souza, um cara que bota o currículo ao lado de qualquer um e é sacanagem. Ele é craque, joga muito, dedicado no trabalho, comprometido. Não é justo o que estão fazendo com ele. É triste, feio. Querem falar de profissionalismo comigo, com essa bagunça que está aí? Não, não.

O Enderson Moreira tem autoridade no grupo? Muito se fala que os jogadores escalam o time…
Não tem autoridade nenhuma. Treinador que conversa muito com jogador, dá trela a jogador eu acho que não tem autoridade. Diferente do Abel, que está chegando. Com ele não funciona. Aproveitem porque com o Abel não tem esse negócio de reunião. Com o Muricy nunca teve isso. É triste para o Fluminense que tem uma história bonita e está passando por isso. Souza é só meu amigo. Não tem nada a ver, não precisa passar por isso.

Acha que o Muricy acertou ao abandonar o Fluminense? 

Tem coisas que o torcedor não sabe. Foi prometido ao Muricy alguma coisa, sei pouco, ele cobrou e como não cumpriram decidiu ir embora. Abriu mão do sonho de dirigir a Seleção para continuar no Fluminense porque acreditava nas pessoas, no grupo. É um cara que aprendi muito dentro e fora do campo porque é correto e do bem. Muricy não falou nada demais, só a verdade. Se existe abandono, enfim, ele não trabalha em outro clube. Ele trabalhava no Fluminense e disse o que ele via.

Se o Muricy estivesse no comando você teria saído? 
Não, de jeito algum. Até porque a maneira de conduzir e levar um grupo é outra. Muita experiência, um cara muito vivido. Não caiu de para-quedas, como está acontecendo.

Depois de tudo o que falou dá para torcer pelo Fluminense na Libertadores?
(hesita) Eu, eu torço. Torço porque tem os funcionários do clube que são do bem. Eles precisam e não posso esquecer. Quem me fez mal foi a minoria. Meus amigos… Sei que ninguém vai falar, tampouco acho que vão concordar com o que estou falando. E nem tem que concordar mesmo porque senão vão passar o que eu estou passando. Mas vocês sabem que é verdade. De toda forma, torço para o Fluminense chegar às finais, ser campeão. A competição é difícil e se torna mais difícil quando o caminho é errado. Isso tende a não ter resultado bacana. Você planta goiaba, colhe goiaba. Não colhe manga.

Já teve propostas?
Tenho um mercado mais ou menos lá fora (risos). No mundo árabe tenho um mercado legal. Para minha surpresa, fui procurado por vários clubes brasileiros. Vou analisar, tomar a decisão certa para mais uma vez ter uma passagem vitoriosa.

Pode citar os nomes? 
Não porque a gente tenta manter sigilo, acertar na decisão porque é importante.

Gostaria de voltar ao Flamengo? 
Tive passagem bacana, tenho carinho pelo clube e qualquer jogador gostaria de atuar lá. Estou vendo todas as opções e se disser que quero ir para o Flamengo não é verdade. Não fui procurado pelo Flamengo.

O Vasco te procurou? 
Não sei. (risos)

Procurou…
Tenho amizade com jogadores, trabalhei com alguns membros da comissão. Só.

O que você acha do Fred? 
Bom jogador, bom jogador.

E a pessoa Fred? 
A gente não tem relacionamento de amigo fora de campo. É isso aí.

Parece que você quer falar algo…
Foi divulgado publicamente que fui dispensado porque cantei trecho do bonde do Mengão sem freio. Mas pergunto para a pessoa que colocou a nota o que diriam de um jogador que concentra com a camisa do Flamengo? Ou seja, dentro da concentração do Fluminense indo dormir com a camisa do Flamengo… Esse pode? Esse fica? Esse não está errado? Errado estou eu que cantei o trecho de uma música sem maldade.

Ele fica no saguão com a camisa do Flamengo? 
Não desce para o jantar, mas fica pelos corredores e todo mundo sabe que é verdade.

É titular? 
Ele não está mais no clube. Esse está certo e eu estou errado? O torcedor que me xinga hoje, que canta música vai continuar xingando, mas tem muita coisa que vocês não sabem. Muita. Eu só fui honesto. Isso não precisaria acontecer. Era só eu mentir, como pediram. Falaria que minha mãe estava passando mal, voltaria para o Brasil e rescindiria o contrato. Era simples. Meu gol seria lembrado e eu não receberia mensagem de torcedores xingando a mim e a minha família. Mas vale lembrar também que o Fluminense passa na minha vida e eu não vou passar na vida do Fluminense. O gol que eu fiz vai ficar para sempre. Ninguém tira. Teve gente que ficou com raiva porque eu fiz o gol. Não aceitaram. Não tenho culpa, cara. Estava ali na hora certa, no lugar certo. Vou ter que pagar porque eu fiz o gol também? É triste, mas é vida que segue. Tenho muito a fazer no futebol, vou ser campeão de novo porque minha vida é vitoriosa. Foi só um fato isolado.

Você está emocionado? 
É muito triste saber como fui tratado, saber que colegas dentro de campo se reúnem com treinador, diretoria e deixa triste para caramba porque não é legal. Mas todo mundo sabe que o mundo da bola é fogo: as pessoas vão ficar sabendo.

Tem um pequeno grupo que manda no Fluminense atualmente?
Hoje é praticamente isso. Diretor que conversa com jogador, treinador que chama para conversar no quarto. Não estou acostumado a isso.

E do patrocinador, o que você tem a dizer? 
O lado bom é justamente o patrocinador. Se não me engano está há 13 anos e tem o respeito de todos os grandes atletas que passaram. Ia falar o dia inteiro desse patrocinador porque o presidente (Celso Barros) é completamente do bem, honesto. Alguns jogadores até o chamam de paizão. Ele honra os compromissos e é triste saber que a nova diretoria não quer mais esse patrocinador no clube. Quem perde é exatamente o Fluminense.

O que você acha do Conca? 
Um amor, totalmente do bem. Ele ficou muito triste na minha saída. Emprestou o tênis para eu voltar da Argentina. Ele só manda bem, brincalhão e merece tudo porque é um cara honesto. Só elogios para o Conquinha.

Algo que foi colocado a seu respeito não era verdadeiro?
Cheguei duas vezes atrasado e eu expliquei. Engraçado que no mesmo dia mais dois atletas também chegaram. Só foi noticiado que eu cheguei. Acho que era problema particular.

Qual é sua opinião sobre o assessor da presidência Mário Bittencourt? 

Não gosto dele porque da maneira como ele me tratou e jogou os torcedores contra mim, as ameaças que fez dizendo que eu seria o maior prejudicado. Não tenho motivo algum para gostar dessa pessoa.

A rescisão foi amigável por quê? 
Deixei dinheiro para o Fluminense… Deve ser para a construção do vestiário. Parece que vão construir um vestiário novo, comprar os vasos que estão precisando, matar os bichos que aparecem… Então é uma causa nobre.

Mas parece que ficou mágoa com o clube….
Hoje as portas estão fechadas, mas essas pessoas passam rápido e só ficam as do bem. Não tem nada a ver com a instituição. Torcedor não sabe a verdade e não vai saber porque algumas coisas não posso falar. Querendo ou não o gol é eterno e ninguém vai mudar. Jogador e diretor nenhum vai mudar isso.

Muita gente criticou sua participação no Jogo das Estrelas, em dezembro, porque logo depois o tornozelo voltou a incomodá-lo e você perdeu alguns jogos no início de 2011. 
Todas as pessoas que entendem de medicina discordaram do que fizeram com o meu tornozelo. Quatro meses depois ainda sentia dor. No Jogo das Estrelas tive autorização do departamento médico do Fluminense. Não peguei a chuteira e fui. Avisei ao Zico que teria de falar com os médicos e tive autorização. Só por isso eu fui.

Por que você decidiu falar agora? 

Eu não queria falar nada, mas o que fizeram comigo foi muita sacanagem. Tem que ser muito sangue de barata para não falar nada. Ficaria aqui três ou quatro dias falando das coisas erradas do Fluminense. O grupo é bom, mas precisa de mudanças.

Que mudanças?
Primeira coisa é respeitar o patrocinador. Se não conseguem respeitar o patrocinador, quem eles vão respeitar? Se falam do patrocinador para os atletas de maneira desrespeitosa vão pedir o quê?

Qual é seu time de coração?
Sempre falei que gosto do Flamengo, nunca escondi isso de ninguém. Quando fui para o Fluminense falei, mas isso não impede que eu jogue no Botafogo, no Fluminense. Quero saber uma coisa: quem no Fluminense é tricolor? Eu conheço uns oito ou nove que torcem para o Flamengo, outro para o Cruzeiro.

Sheik Who?

Tivemos mais dois jogos ontem pela Libertadores, e podemos dizer que os dois brasileiros mandaram bem. Enquanto o Inter arrancou um empate no Uruguai, o Fluminense fez o dever de casa, venceu o Libertad por 3×1 e inverteu bem a vantagem do time paraguaio.

Assisti ao primeiro tempo do jogo do Inter, e cá entre nós, fraco, muito fraquinho. O Peñarol não é nem sombra do que já foi, e o Inter jogou muito mal, tanto que tomou um gol e foi para o intervalo perdendo. Analisando assim, o empate foi muito bom resultado, mas o time tem que melhorar muito se quiser pintar a América novamente de vermelho.

Findo o jogo em Montevidéu era para termos início do cotejo no Engenhão. Eis que pela terceira vez no ano o estádio fica sem luz. Não devo ter sido o único que pensou, ontem aquela coisa linda no Bernabéu e hoje nem luz no estádio temos. E é isso aí minha gente, Copa 2014 chegando e não conseguimos nem por refletores para funcionar. Após mais de um hora de interrupção a partida começou.

Como ontem era a despedida de um amigo meu que irá morar no México, confesso que não prestei muita atenção na partida, então não contarei aqui o que aconteceu com detalhes, até porque parece que foi o de sempre. Rafael Moura fez gol, Ricardo Berna falhou, Conca resolveu e o Flu saiu com um belo 3×1 de campo.

Definitivamente Berna não sabe sair do gol, não adianta ele fazer banana para a torcida, sair “pagando geral”, ele tem que treinar, só isso. Treine saída do gol, é sua deficiência, treine exaustivamente. O torcedor não tem culpa de suas falhas. E, cá entre nós, mais do que essa torcida tem apoiado o time será difícil viu.

Outro que foi vaiado e não gostou nada foi Fernando Bob, parece que até o técnico assumiu que foi erro dele, Enderson Moreira, escalar Bob fora de posição. Mas será que era motivo para tanto piti? O jogador brasileiro precisa ser mais humilde, muito mais humilde.

E o que interessa para o Flu é que Rafael Moura, que estava insatisfeito na reserva, vem mostrando em campo que merecia ser titular, vem fazendo muitos gols e jogando bem ao lado de Fred. Acho que em menos de uma semana a torcida tricolor nem lembra mais daquele jogador que cantou a musiquinha do Flamengo. Emerson, o quê? Sheik, who? Vida que segue…

Acho que agora deu né?

Antes de mais nada, odeio essa coisa de time de Guerreiros, nada contra o Fluminense não, só acho ridículo essa terminologia. Todas as vezes que usei no blog foi de maneira irônica, mesmo quando elogiei a garra, e a vontade dos jogadores, guerreiros não né. Banalizamos o termo, Bial até diz que os BBBs são guerreiros, aí parei.

Acho até que o time do Fluminense está mais para Merlin do que para Arthur, o time não ganha de ninguém e nunca está fora da briga. Só que acho que agora deu, muito difícil o atual campeão Brasileiro sair dessa.

Precisa vencer o Argentinos Juniors fora de casa, e torcer por vitória do América do México, também fora de casa para ficar com a vaga. Se golear, o empate no outro embate resolve.

Mas o problema não são as condicionantes, e sim o futebol que não vem sendo praticado pelo time das Laranjeiras. Não podemos só culpar o atual técnico, quem ajudou a cavar essa cova foi o atual treinador santista, Muricy Ramalho.

Ontem o time jogou bem no primeiro tempo, mas foi o famoso “arroizão”, ficou ali bolinando mas nada de atacar realmente. Fred e Conca mal, Emerson inominável, jogou péssimo, atrapalhou o tempo inteiro, matou todos os ataques do time.

Na volta para o segundo tempo, Enderson Moreira falhou, ele que tinha armado bem a equipe, se omitiu na hora em que não poderia. Ele tinha que ao menos ter colocado Deco no lugar de Emerson. E com mais 10′ deveria ter sacado Fredo ou Conca para por Rafael “He-Man” Moura.

Não o fez, e o Fluminense piorou bastante. O empate era ruim, mas a derrota péssima, e em mais uma falha de Ricardo Berna, Garcia abriu o placar para os uruguaios no Centenário.

Mais tarde, quando colocou Deco em campo, o técnico tricolor ainda deixou o sheik em campo, foi fatal. O time não andou, e ainda por cima tomou o segundo gol, matando a partida.

Fred, Emerson, Conca, são muito bons, titulares em quaisquer times do Brasil, mas ontem estava mal, precisavam sair. Que adianta ter elenco se o técnico não mexe? He-Man estava indignado no banco de reservas, e com razão.

Acho que agora deu para o Flu, tarefa quase impossível, não acredito mais, e não merece mesmo, jogou mal quase todos os jogos até agora, e a consequência será a eliminação.

Carioca consola? Mesmo que sim, eles também estão quase fora, que semestre hein?!?

De herói a quase vilão, e de quase vilão a herói

Depois de muito sofrimento, de não tanto futebol, e de uma virada guerreira, como gosta de entoar sua torcida, o Fluminense ganha uma sobrevida na Libertadores de 2011.

Além de um jogo cheio de emoções e lances inusitados, provocados pelo trapalhão Antonio Arias árbitro da partida, os personagens principais da contenda deram a ela um tom ainda mais épico.

O tricolor carioca sofre há tempos com a falta de um goleiro que passe confiança a sua torcida. Ano passado, após muitas tentativas frustradas, Ricardo Berna, o terceiro reserva da equipe, assumiu a posição e foi, com certeza, um dos destaques do título Brasileiro. Fechou o gol em partidas decisivas, e assim parecia ter tomado conta da posição.

Com a necessidade de se reforçar para a Libertadores o time das Laranjeiras trouxe para o gol Diego Cavalieri, vindo do futebol europeu, e com a certeza de vida longa no gol tricolor. No entanto, por uma série de fatores o novo contratado ainda não conseguiu desempenhar o que se espera, e como consequência foi para o banco de reservas. Quem voltou? O herói do Brasileiro Ricardo Berna.

Mas dessa vez o antes herói teve péssima atuação, falhou bisonhamente nos dois gols e quase foi o responsável principal pela desclassificação antecipada. Não que eu queira colocar na conta dele todos os desmandos e trapalhadas da diretoria, ou as péssimas atuações anteriores de time e comissão técnica. Só que seria emblemática a derrota em casa com duas falhas dele sendo o jogo da eliminação, futebol é assim, e temos que conviver com isso.

Na carona dessa tese, Conca, melhor jogador do Brasileirão do ano passado, e Emerson Sheik, o homem do gol do título, também não jogaram nada na noite de ontem, provavelmente por ainda estarem fora de ritmo de jogo, e seriam, juntos com Berna, vilões do time.

Bem delineados os possíveis vilões de ontem, quem salvou a pátria? Com certeza, ninguém que tenha visto o Fluminense jogar nos últimos 8 meses diria que teria sido ele, Deco, o homem a decidir as coisas em favor do Flu.

Não que todos duvidem da sua capacidade técnica, muito pelo contrário, o fato é que contratado na metade do ano passado, o jogador vindo do Chelsea não tinha feito partidas convincentes, aliás mal tinha jogado, sempre envolto em contusões e algumas confusões.

No início desse ano, Deco sofreu uma contusão muscular grave, e muito se falou que ele pararia de jogar, que romperia com o Fluminense. Nada disso ocorreu, ele se recuperou e ontem jogou muito, fez uma bela jogada no gol de Araújo, e mais, fez o gol da virada aos 42′ do segundo tempo, quando tudo parecia perdido.

Ressalte-se que Deco não “só” participou dos gols, como também, fez uma partida muito boa, deixando claro a todos que ainda tem muito o que acrescentar para o futebol brasileiro.

Ao final da partida, Fred, visivelmente tomado pela emoção e adrenalina do jogo, deu uma declaração muito interessante, destacando a dedicação de Deco, e dizendo o quanto o colega merecia ser reverenciado pelo seu feito. Gostei bastante, boa atitude, e reflete um bom ambiente entre as “estrelas” do elenco.

Engraçado como é a famosa “gangorra” do futebol que os antigos sempre falam. O time de Guerreiros ainda alimenta esperança, e ela veio de onde, há muito, não se esperava.

Futebol do Século Passado

Títulos enganam. E muito.

Quem ainda tem dúvidas basta olhar para o atual Campeão Brasileiro, e o campeão Carioca, e o Campeão da Copa do Brasil e do Paulista. Mas temos que convir que enquanto o Santos enfrenta um problema de comando, as questões que envolvem, Fluminense, Botafogo, e incluo Flamengo e Vasco, são muito mais complexas e profundas.

Sou um amante do futebol carioca, e por esse motivo me sinto bem a vontade para declarar que estou resignado que o futuro carioca é a decadência, pontuada por títulos extemporâneos, como os dois últimos Brasileiros conquistados por Flamengo e Fluminense.

A declaração de Muricy escancarando a vergonha em que se encontra as Laranjeiras não surpreendeu ninguém, mas a maneira como o presidente do clube acatou as críticas e nem as rebateu demonstra que não só o técnico falou a verdade, como o clube não vê soluções no curto prazo.

O Campeonato Carioca é medíocre. Times fraquíssimos mal dão trabalho para os times grandes, mesmo quando esses estão com seus elencos limitados e desorganizados. Raros times “bem montadinhos” surgem do interior, fazem uma final de turno e logo somem. Dessa maneira, não é incomum vermos finalistas do Carioca lutando para não cair no Brasileiro.

Um exemplo que explicita bem tudo o que disse até agora é o Flamengo, Campeão Brasileiro em 2009, finalista da Taça Rio 2010 e que lutou até o final para não cair no brasileiro de 2010. E não estamos falando de uma exceção.

O Vasco que hoje sorri como uma possibilidade de fazer algo no brasileiro, contabilizou na última década 1 título Carioca, 1 Rebaixamento e 1 título de Série B. Sem comentários né. Ninguém passa incólume por anos de desmandos como os que massacraram o time de São Januário. O câncer Eurico Miranda, cedo ou tarde cobraria, e aparentemente agora, anos depois, o time começa a se reerguer, mas ainda longe, muito longe de algo que mereça ser comemorado. O atual Presidente e maior ídolo do clube, Roberto Dinamite, provou que é fraco administrador e um “banana” nos bastidores.

O Botafogo se contenta com campanhas relativamente boas no Brasileiro, sem nunca chegar nem na Libertadores, e em chegar às finais do Carioca, ano passado com o título. É pouco, muito pouco, falta ambição ao clube, falta querer ser grande.

Fluminense tem rios de dinheiros sendo despejados diariamente pela Unimed, mas uma gestão amadora e incompetente. Ninguém sabe quem manda, se é o patrocinador ou se é clube, e só se sabe que a coisa não anda. Como já disse, um time que é Campeão Brasileiro num ano e está passando esse vexame que o Fluminense está, só denota a incapacidade de sua diretoria em gerir qualquer coisa.

O Flamengo é um caso atípico, pois vive há anos, décadas nas costas da imensa e apaixonada torcida. Não foram poucos títulos ou “escapadas” do rebaixamento que têm que ser contabilizados na conta da massa rubronegra. Vejam agora o caso Adriano, Luxa falou que não vem, Patrícia Amorim, ao que tudo indica quer o atacante; ninguém conversa lá dentro? Querem mesmo esse problema para a Gávea? Não seria a primeira vez. E o Zico quando estava lá, como foi tratado? Os títulos até vêm, mas NADA é fruto de boa gestão e/ou planejamento.

Falamos só dos 4 grandes, e o América, time do meu pai? Time que já foi grande, já foi muito grande, e hoje vive na penúria. Triste ver o fim degradante de um clube com tanta história. Tantos outros também, Bangu, vice-campeão brasileiro de 85, que há pouco tempo atrás estava na segunda divisão do carioca jogando contra time de supermercado.

Não me supreendo com esses títulos esporádicos, só lamento que eles não agregam nada, que não se aproveitam esses elencos, essas torcidas lindas e apaixonadas. Não há evolução, não há um Centro de Treinamento decente, não há uma gestão séria e competente. O Rio está preso no século passado, ou seria retrasado? Caixa D’água já se foi há tempos e nada mudou, ele era ruim, sim era péssimo, mas pelo jeito a culpa não era só dele.

Chega em um momento, que as palavras são poucas não é? Pois encerro esse post com um vídeo que “bombou” na internet nas últimas semanas, um trecho de um jogo da segunda divisão do Carioca, disputado entre Itaperuna x Aperibeense.

 

Balanço da Libertadores

Com o empate do Grêmio hoje no Peru chegou a hora de fazer um balanço da participação brasileira até agora na Libertadores.

Falando rapidamente sobre o jogo de hoje, o time de Porto Alegre deixou mais uma vez a desejar e empatou um jogo fácil, que poderia encaminhar sua classificação para a segunda fase. O time do León é fraco, e não pode atrapalhar a vida do time gremista como fez hoje, temo que o “trote” do Renato Gaúcho tenha afetado um pouco a equipe.

A nota alegre do jogo foi o gol do Carlos Alberto e a comemoração imitando o goleiro do Mazembe. Eu acho muito divertido esse tipo de brincadeira, só não entendi por que quando Leandro Damião, do Internacional, fez uma brincadeira no mesmo estilo ele, Carlos Alberto, deu “ataque de pelanca” no twitter. Carlão, quem gosta de brincar, tem que saber receber provocação. Eu gosto, acho divertido, e só espero que as torcidas também levem com bom humor essas gozações.

Voltando ao balanço, penso que podemos separar os 5 clubes brasileiros em 3 situações bem definidas.

Internacional de Porto Alegre e Cruzeiro já podem se preparar para as oitavas, sobrando em seus grupos não há como não se classificarem. Ontem o time mineiro deu mais um show, mais uma goleada e tem jogado, disparado, o melhor futebol do Campeonato até então. Com certeza esse time merece um post só para ele, como já feito aqui nesse blog, mas ao menos essa menção tinha que ser feita agora.

Num pelotão intermediário, podemos assim dizer, se encontra o Grêmio, que deve se classificar, porém poderia ter vida mais fácil nesse grupo tão fraco. O tricolor gaúcho não está jogando bem, seu técnico ainda não encontrou a melhor escalação para o time nesse ano. Mesmo tendo todas as possibilidades de ir para as oitavas, se não melhorar, o time não vai muito mais longe na competição.

E por último temos os dois desesperados, Santos e Fluminense, apontados como favoritos antes do início da Competição, não estão jogando nada, e precisam melhor muito se quiserem passar para a próxima fase. Na verdade o Santos está numa situação menos complicada, além de ter um time melhor que o tricolor carioca, mas o fato é que para se garantir ambos tem que ganhar os 3 jogos restantes.

Acho que de uma vez por todas temos que entender que nossos times não estão “sobrando” na América do Sul, e não é só chegar, jogar e ganhar.

O Santos, ontem, começou ganhando e tomou 3 gols em menos de meia hora sem ver a cor da bola. O time vacilou, sim, mas Paredes, Miralles e Jorquera têm espaço em qualquer time do Brasil, são bons jogadores. Nem Neymar, nem Ganso, foram capazes de reverter o placar.

Passada mais da metade da primeira fase, muitas lições podem ser tiradas pelos times brasileiros, e espero que aprendam e que os 5 passem de fase, afinal ter Conca, Neymar, Ganso ou Fred fora da Libertadores seria muito ruim para o Campeonato.


Dois Toques

Lugar que um doido por esporte, principalmente futebol criou para escrever, ler, debater sobre tudo que seja relacionado ao esporte Bretão.

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