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Nem tanto ao mar nem tanto à terra

Ontem o Brasil estreou na Copa América contra a fraca equipe venezuelana. O resultado justo de 0x0 denota exatamente como foi o jogo, nada demais.

Sou crítico a muitas atitudes e convocações do técnico da seleção Brasileira, Mano Menezes, mas culpá-lo pelo resultado de ontem chega ser covardia. Das péssimas convocações, só uma, provavelmente a pior delas é titular. E André Santos vem mostrando, realmente estar muito aquém de seus companheiros.

Mas também não foi ele quem mais decepcionou na partida de domingo. O meio campo, jogadores de quem se espera muito, foi ineficiente, diria que só Lucas Leiva, o menos capaz de todos, fez uma boa partida.

Ramires quase comprometeu com o erros de alguns passes na saída de bola, começo a ter a impressão que ele não se encaixa nesse esquema. Marcando sempre atrás, mal colocado na defesa, o excelente jogador do Chelsea não fez uma boa partida, apesar de ter aparecido muito bem ao ataque em algumas (poucas) ocasiões.

Neymar, eleito o melhor da partida pela Comenbol, foi normal, para o que ele pode jogar foi mal, mas buscou jogo, não entrou na pilha do técnico adversário e não foi um destaque negativo.

Quem mais decepcionou foi de quem mais se espera. Ganso fez o pior jogo dele a que eu assisti. Muitos passes errados, muito mal colocado, enfim, não fez nada direito.

Para não parecer ranzinza, ele acertou um belo passe para Neymar no final do primeiro tempo e só. O que não é nada para um camisa 10 da seleção brasileira.

De resto, André Santos péssimo, como todos já sabiam que seria, Dani Alves, Thiago Silva e Lúcio impecáveis, e Júlio César nem precisou sujar o uniforme.

Lucas do São Paulo entrou bem, e é de se pensar se ele não poderia ter entrado antes na contenda.

Fred e Elano são aquelas brincadeiras de mau gosto que Mano sempre tem com os torcedores. É a única explicação que eu encontro.

Mas meus caros, não somos o pior time de todos os tempos como alguns praguejaram após o jogo. Porém ficou bem claro que não somos essa beleza toda decantada na semana que passou.

Temos que ganhar do Paraguai sábado, e lembrem-se que ninguém fez gol no grupo até agora.

Ps: Nota triste do jogo do Paraguai ontem, além da falta de gols foi o peso exagerado de Larissa Riquelme. A bela modelo errou na dose…

Meninos eu vi.

O final de semana foi corrido, foi quente, só agora terei tempo de atualizar o blog para vocês.

E com essa música do grande compositor, Chico Buarque, que eu ilustro o que aconteceu sábado, Meninos eu vi.

O dia estava lindo, temperatura perfeita para uma partida de futebol e a única coisa que me afligia era se Muricy pouparia ou não seus principais jogadores. Afinal era para isso que eu estava indo ao Morumbi.

Radinho no ouvido, e nada, menos de 45′ para o início da peleja, e nada. Quando eu estava passando pela revista, já dentro do estádio e a meia hora do apito saiu a escalação. Para minha alegria ele não poupou ninguém. E ao me acomodar na cadeira só torcia para que o tempo demorasse a passar naquela tarde de 30 de abril.

Começou o jogo e os dois times partiram para cima, Neymar aproveitando uma falha clamorosa de Alex Silva quase abriu o placar, mas Rogério Ceni e a trave impediram o gol. Depois dos times se assentarem em campo só deu São Paulo. O primeiro tempo, dos 20′ em diante foi quase um massacre tricolor, com Dagoberto jogando muito e Jean chegando perigosamente para os arremates.

Mas faltou competência para fazer o gol e o jogo foi para o intervalo 0x0. Neymar se movimenta o jogo inteiro, impossível marcá-lo, Xandão bem que procurava o craque santista mas não era uma tarefa fácil; Ganso por outro lado, mesmo com muito espaço que lhe era dado pelo meio campo sãopaulino não aproveitava e não fazia uma boa partida.

São Paulo ganhava o meio campo, o Santos jogava com menos um, pois Zé Love e um cone seria a mesma coisa, e Ganso, mal posicionado nem recebia bola, tampouco fechava o meio e as subidas dos volantes do tricolor. Bom, se eu que sou eu vi isso, era óbvio que o time voltaria diferente para o segundo tempo.

A alteração foi decisiva para a vitória santista, e todos, com justiça, falavam da “mão” do treinador no resultado. Muricy sacou o nulo Zé Eduardo e colocou Bruno Aguiar na zaga. Mas ele não colocou só um zagueiro, ele adiantou a marcação, principalmente nas laterais acabando com a subida de Ilsinho e Jean pela direita e Carlinhos Paraíba e Marlos pela esquerda. Além disso, e talvez o mais importante, foi que ele adiantou Elano pela direita e Ganso no meio, tendo muito mais mobilidade e presença no campo de ataque.

Bem no início do segundo tempo o volante Jean entrou cara a cara com o goleiro Rafael e mandou a chance de abrir o placar para longe  e quando se joga contra um time com dois craques, não se pode errar tanto. Como diria o técnico vencedor da tarde “A bola pune”.

Lembra que eu falei que Ganso não estava jogando nada não é mesmo, pois é não estava; jogada de Neymar, ela sobra para Ganso na lateral da área, cruzamento perfeito para Elano que só precisou empurrar de cabeça para as redes, Santos 1×0.

Carpegiani demorava para mexer, Marlos irritava a todos em campo, e só depois da metade do segundo tempo é que ele colocou Rivaldo. Na minha opinião, em um jogo decisivo e com um jogador com a qualidade técnica de Rivaldo, não se pode começar o jogo com ele de fora. Ah mas a velocidade era a arma do São Paulo, sim e que jogada veloz o Marlos fez que deu certo? Quem disse que velocidade é só correr com a bola, Rivaldo poderia muito bem dar velocidade às jogadas com seus passes e lançamentos precisos. Sem contar que por muitas vezes faltou finalização para o tricolor do Morumbi, um chute bem dado da entrada da área poderia ter mudado o panorama da partida.

Enfim, quando ele resolveu por Rivaldo em campo o time já perdia o jogo, o meio campo e o ânimo.

Quando dois craques se juntam temos um gol como o segundo tento santista, Léo rouba a bola e toca para Ganso, ele dá um lançamento primoroso para Neymar, ele leva dois jogadores do São Paulo que tentam fazer a falta, ele escapa e não cai, entra na área, Rogério Ceni lhe fecha o ângulo, ele para e espera, rola pra trás com perfeição para quem está entrando, que é nada menos que PH, este com um tapa milimétrico coloca ela entre o zagueiro e o goleiro e decreta o resultado final da partida, Santos 2×0.

O São Paulo, mesmo completamente desanimado não desistiu, Rivaldo colocou a bola na cabeça de Fernandão que cabeceou para fora, e Bruno Aguiar salvou um chute que já havia passado pelo goleiro. Não deu. A tarde era santista.

Se um craque já faz a diferença, imaginem dois e com mais um no banco. É, meninos eu vi, Ganso, Neymar e Muricy juntos, essa história meu filho irá ouvir; várias vezes.

Como é bom amar o futebol

Quem ama o futebol como eu entenderá o motivo desse post. Moro em São Paulo há pouco mais de um ano e não torço para nenhum time daqui. Como diria o “poeta”, isso é uma faca de dois “legumes” mas o melhor de tudo isso é que eu vou a jogos de qualquer um dos times daqui sem me preocupar com o resultado, apenas para ter o prazer de ver um jogo no estádio.

O cheiro do gramado, a cor da grama, o concreto, como é bom ver um jogo de dentro do gramado, que satisfação que é. Hoje, há exatos 10′ um primo meu, grande sãopaulino me manda a seguinte mensagem via celular: “Comprados”. Parece pouco não? Pois não é, com essa simples palavra eu acabei de ter a certeza que sábado estarei presente no Morumbi e verei ao vivo Ganso e Neymar (a não ser que o Muricy resolva poupar o time, o que, diga-se de passagem, é o que eu faria se fosse técnico).

E assim, poderei dizer daqui a 20 anos para meus filhos que eu os vi jogar, se o Ganso for para o Milan não saberei se terei outra oportunidade.

Para quem ama o esporte, esses momentos aparentemente bobos são os que mais ficam, não me importa quem irá vencer no sábado, o que vale é que estarei lá.

Voa Ganso

Paulo Henrique Ganso foi vaiado ontem na Vila Belmiro durante a derrota santista para o Palmeiras. Até aí tudo bem, até Pelé já deve ter jogado um jogo mal, mas não foi o caso, Ganso foi vaiado mais pelo que ocorre fora do campo do que por uma má atuação do grande jogador alvinegro.

A história é conhecida de todos, mas relembremo-na rapidamente. Na metade do ano passado, muitos vieram atrás de Neymar para levá-lo para a Europa e prontamente o Santos fez um grande projeto de plano de carreira aliado a marketing, e dessa maneira, com um projeto aparentemente sério e rentável conseguiu segurar a promessa de craque. Com menor volúpia Ganso também foi sondado, e sabendo que sua saída seria inevitável, o Santos, após solucionar o Caso Neymar, começou a tratar com Paulo Henrique.

Até aí tudo bem, tudo muito certo, mas no meio das negociações, Ganso se contundiu gravemente, rompeu o ligamento cruzado e ficou em tratamento durante 7 longos meses, para ele e para o nosso futebol. Nesse meio tempo, ao que tudo indica, as negociações foram deixadas de lado, assim como o próprio jogador. Como resultado de ter se sentido abandonado, Ganso tem claramente complicado as negociações, que retomaram com sua volta aos gramados, e repetidamente tem dito sobre sua vontade de defender um time europeu.

Esses fatos culminaram nas vaias de ontem, o que é compreensível, porém, no meu modo de ver, equivocado.

O Santos tem levado está história de maneira errada desde o seu princípio. Mesmo antes da contusão de PH, notícias que diziam bobagens, dizendo que Ganso queria o mesmo que Neymar, que ele tinha inveja, salpicavam no noticiário esportivo e nunca foram negadas pela direção do clube. Depois, é de uma falta de consideração, de um antiprofissionalismo tremendo suspenderem as negociações em virtude da contusão do jogador. Demonstrou dentre outras coisas, falta de confiança e de importância com o seu craque.

Agora, mais uma vez, o Santos vai à imprensa fazer queixas das ponderações de Ganso, como por exemplo o seu desejo de diminuir a multa contratual, e dessa maneira joga a torcida contra o meio campista.

O pedido de Ganso de redução no valor da multa é discutível, até não concordo, mas é muito mais consequência da insatisfação do jogador do que causa de alguma coisa. E mais, torná-la pública só denota a vontade da diretoria de pressionar a outra parte contratante.

Sobre o início das tratativas, os representantes de Ganso foram claros, e me convenceram quando disseram que ele não queria que pagassem o mesmo que Neymar, ou que qualquer outro jogador, e sim o que era justo ser pago ao Paulo Henrique, e cá entre nós, pouco não pode ser.

No meio disso tudo, os times europeus, como Milan e Inter começaram a ir atrás do jogador, ainda mais sabendo da vontade dele de sair, e esse assédio certamente mexeu com o craque, que já se sentia carente pela falta de atenção do seu time, o Santos.

Minha opinião quanto a ida de jogadores jovens para a Europa tem mudado durante o tempo, analisando cada situação em particular, vejo que não há um jeito certo de conduzir as coisas, seja liberando o jogador na primeira proposta, seja segurando-o quando ele dá sinais claros de que queira ir. O que sei é que Ganso está sem clima no Santos, e nesse caso ele tem que sair.

Ele não quer mais o Santos, se sentiu traído e inseguro na sua relação com o clube; o Santos, por tudo que mostrou, não faz tanta questão de tê-lo em seu elenco, pois se fizesse teria se empenhado mais; e agora a torcida também rechaça seu camisa 10.

Não é questão de defender um ou outro, agora não se trata mais de ver quem tem razão, para mim, é necessária a saída de Ganso do Santos, para que o futebol dele não se perca no meio desse turbilhão, e para que o Santos também não tenha um ex-futuro-craque em campo, sem jogar o que sabe, e sem ajudar a equipe como pode.

Dentre as opções que vi, eu se fosse Ganso iria para o Milan, o time está se acertando e carece de um jogador para aquela posição, mas é só por gosto mesmo, não há maiores motivos para eu “escolher” o Milan.

Seria engraçado, se não fosse triste, mas todos os temas que tratamos aqui ou em qualquer conversa de botequim que tenha como assunto futebol, culminamos com a triste conclusão que nossos dirigentes são amadores e ruins.

Mas indepentedemente de qualquer coisa, precisamos de uma camisa 10 é na seleção Brasileira, e para isso, Voa Ganso, vai para Europa, conquista o mundo e só volta em 2014 para levantar a Copa do Mundo.

Para Ganso a 10

Ele é demais! Depois de quase 7 meses longe dos gramados, ontem tivemos o prazer de ver Ganso retornar ao time do Santos e em 10 minutos acabar com o jogo.

Após um primeiro tempo modorrento, sem muitas chances de gol o Santos conseguiu a vitória sobre o Botafogo de Ribeirão Preto graças a atuação do craque. Com 30” de segundo tempo ele lançou Zé Love na ponta direita que deu um passe açucarado para Elano abrir o placar. Nove minutos depois, Ganso apareceu como centroavante, se antecipou ao zagueiro e fez 2×0.

Foi o bastante, nem o gol duvidoso no finalzinho do jogo feito pelo Botafogo ameaçou a vitória santista no retorno do mestre. Em 10 minutos ele acabou como o jogo, mas nos outros 35 ele continuou a desfilar seu talento pelo gramado da Vila. Toque de calcanhar, lançamentos perfeitos, como sempre Ganso jogou muito. Claro que a falta de ritmo atrapalhou, e a tendência é que ele melhore muito nos próximos jogos, mas foi bom demais tê-lo de volta.

Se eu sou o técnico da Seleção Brasileira, ou do Santos eu pego a 10 entrego para ele e falo: “Vai querido, me faz feliz.” Ele é jovem, vai evoluir, mas é com certeza a luz no fim do túnel do futebol brasileiro. Se na sexta lamentei o provável fim do Imperador, hoje celebramos o retorno de Paulo Henrique Ganso, e torcemos que não se machuque mais, os Deuses do futebol não podem fazer isso conosco.

Fiquei muito feliz ontem vendo o jogo do Santos no segundo tempo, durante alguns minutos, o time santista lembrou, mesmo que de longe, características do Barcelona. Por favor, não estou comparando qualidade, e sim estilo. O alvinegro avançou sua marcação e roubava a bola na intermediária do Botafogo não deixando o time respirar. O toque de bola de Elano, Ganso, Neymar e Zé Love, era muito interessante, e contava com a ajuda relevante de Danilo, que fez também uma bela partida.

Tenho certeza que não fui o único que fiquei pensando ontem: Meu Deus, Ganso, Neymar, Lucas ali junto, a seleção tem solução! Esses 3 mais um centroavante bom, hoje quem sabe Pato, só pode deixar a gente otimista quanto ao futuro da seleção, só precisamos agora de um técnico que os coloque para jogar.

Então é isso, podemos respirar aliviados, Ganso voltou, e foi lindo!