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Mais uma vez tremeu…

E aconteceu de novo…mais uma vez um time brasileiro, mesmo com uma boa vantagem, perde um título sul-americano; e mais uma vez para um time argentino.

Tenho há tempos uma teoria, que infelizmente se confirma cada vez mais, que time brasileiro treme, principalmente contra times argentinos. Amarela, não joga o seu melhor, sente a pressão; perde.

Antes que me critiquem, antes de qualquer nacionalismo barato, vamos aos fatos, os números são frios e imparciais. Só ganhamos quando temos muito mais time. Quando nossos times são tão superiores, que mesmo jogando menos que sabem passam por cima.

Desafio a lembrarem de um confronto decisivo, não oitavas, digo semi ou final entre times de mesmo nível entre Brasil e Argentina e me apontem uma vitória nossa?

Falando diretamente sobre o jogo de ontem, o Independiente não jogou nada, time sem jogada ofensiva, desarrumado atrás, mas achou 3 gols no “abafa” e nos pênaltis foi impecável. Enquanto o Goiás, tomou os gols por ainda não ter entrado no jogo, e dessa vez nem Rafael Moura, capítulo a parte na competição, conseguiu evitar a derrota.

E o que vi ontem, é a tônica dos confrontos, nossos times são medrosos, ou então confundem valentia com violência, como Cortinhians e River anos atrás.

Não sabemos catimbar, tudo bem, não é problema nenhum isso, mas então não entremos no jogo deles. Ontem se não houve catimba como estamos acostumados, no terceiro gol argentino, enquanto o jogador do Independiente foi com cotovelo, cabeça, tudo para definir a jogada, Marcão entrou mole e, assim, mesmo caído Parra fez o gol.

Fico realmente triste quando vejo times brasileiros perdendo títulos para outros times que considero mais fracos na América do Sul, mas acho que são 100% emocionais essas derrotas, falta preparo mental para impormos nosso futebol.

Não desmereço o futebol sul-americano, e muitas vezes perdemos porque somos piores, mas nesse momento me refiro a confrontos entre equipes de mesmo nível técnico, como ontem.

E o que é mais engraçado nisso tudo é que na seleção não vemos isso, muito pelo contrário, tirando a Copa de 90 não existem derrotas contundentes para a Seleção Argentina, vai entender?

É bonito falar que o Goiás foi guerreiro, lutou bravamente, mas calma aí, o Goiás tinha um time melhor preparado fisicamente, um time com alguns jogadores melhores que os argentinos, guerreiros foram eles que com um time sem jogar nada conseguiu colocar 3 e levar o jogo para os pênaltis, e lá como todos sabem, o preparo emocional faz a diferença.

Definitivamente, mais uma vez o time brasileiro tremeu…

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Qual o lado certo?

Depois de ter assistido à vitória do Goiás ontem uma coisa vem martelando minha cabeça, vale a pena cair para a Série B e ser campeão da Sul-Americana? Não o Goiás não foi campeão ainda, mas deu um grande passo, suficiente para me fazer pensar.

Três times brasileiros chegaram às quartas-de-final da Copa Sul-Americana com grandes chances de serem rebaixados, e cada um fez uma estratégia diferente. E aparentemente os três alcançaram seus objetivos.

O Atlético-MG priorizou totalmente escapar do rebaixamento e deixou de lado a Sul-Americana, escapou da degola com certa folga e caiu nas quartas para o Palmeiras, era esse o objetivo, e foi alcançado.

O Avaí tentou fazer como o Fluminense ano passado e levar as duas o quanto desse, porém a falta de um elenco forte, e também o acesso do maior rival à Série A do ano que vem, induziram o Leão da Ilha a se dedicar ao Brasileiro. Eliminado em casa pelo Goiás, o Avaí conseguiu escapar da Z4 e ainda briga por vaga na Sul-Americana do ano que vem.

E o Goiás até antes do esperado entregou os pontos no Brasileirão e foi com tudo atrás do título na copa continental, que além de ser um título internacional dá direito ao seu campeão de disputar a Libertadores do ano que vem. Até então tem dado resultado, o time está perto da taça, terá uma pedreira gigante em Avellaneda, mas é inegável que tem uma certa vantagem.

Diante deste quadro, que torcida está mais feliz? Atlético-MG, Avaí ou Goiás.

Há aqueles que defendem que como o Goiás não iria disputar por nada de interessante no Brasileiro do ano que vem, melhor que vença a Sul-Americana, ganhe seu primeiro campeonato internacional e jogue a Libertadores do ano que vem. Existem aqueles que acham que o malefício de jogar uma Série B, o gosto amargo do descenso, supera a alegria de disputar o campeonato mais importante do nosso continente.

Para colocar mais lenha na fogueira, o Avaí nos dois últimos jogos para fugir do rebaixamento lotou a Ressacada como há tempos não se via, enquanto no Sul-Americana, apesar do bom público não ia tanta gente. O esmeraldino não colocou nem 20 mil pessoas no Serra Dourada para ajudar o clube a escapar da Série B, ontem tinham mais de 35 mil.

Daí , se conclui que para uma era melhor não cair e para outra ser campeão, não? Não necessariamente, mas acho que é por aí sim. Eu particularmente prefiro não cair, mas não posso negar que ser Campeão da Sul-Americana e jogar a Libertadores do ano que vem é bem tentador para o Goiás.

 

 

Há certas horas que só nos resta citar a um mestre

Tem certas horas que escrever sobre futebol não é para qualquer um. Nessas horas, em vez de querer ficar escrevendo o post da vida, ou remexendo no dito por todos, devemos apenas ler e aprender com quem sabe. Dentre meus ídolos da crônica esportiva está Mauro Cezar Pereira da ESPN, e farei algo inédito no blog até então, reproduzirei na íntegra seu post sobre o jogo entre Palmeiras e Goiás de hoje.


Futebol nos ensina cedo a euforia e sofrimento profundo. É aula de vida

por Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

Não, eu não vou escrever sobre o jogo. Dane-se o que aconteceu nas quatro linhas, o sistema, o esquema, o 4-3-2-1, o 3-5-2, as duas linhas de quatro, o diabo. Coloquei as cervejas para gelar e me preparei para acompanhar Palmeiras x Goiás sem muita expectativa, ainda mais depois do fraco encontro entre os dois times, uma semana antes.

Minha missão era acompanhar atentamente a peleja, escrever as últimas linhas para a minha coluna semanal no jornal Marca.BR e publicar um post aqui no blog. Depois, dormir. Fui surpreendido. O duelo do Pacaembu foi mais do que eu esperava. E jamais será esquecido. E não só pela chance de ver mais uma das surpresas esportivas que só o futebol consegue proporcionar.

A imagem do pequeno “japonesinho” palmeirense aos prantos, incrédulo, diante do fracasso do seu time de coração foi marcante. Incrível, você está vendo um jogo que tem tudo para ser apenas mais um e repentinamente as coisas viram e a TV lhe mostra uma cena forte, impactante. O menino chorava, chorava e chorava. E não chorava à toa.

O pequeno torcedor chorava por seu clube de coração, sim, aquele que irá amar pela vida toda, de forma incondicional, aconteça o que acontecer. Por que o futebol é isso, é muito mais do que direitos federativos, de televisão, patrocínios e projetos marqueteiros capitaneados por oportunistas de toda ordem. Só o nosso esporte faz uma criança sofrer como um adulto e um adulto virar criança.

Lugares marcados em “arenas” com telões em atmosferas que tentam transformar o nosso jogo numa espécie de teatro. Jogadores sem vínculo e muitas vezes sequer respeito pelas camisas que vestem. O dinheiro, e só ele, ditando as normas, os caminhos, as tendências. Tudo isso forma o chamado “futebol moderno” que eu odeio, como muita gente odeia.

O “esporte bretão” pode comportar espaços confortáveis para quem os deseja, mas precisa de envolvimento, conexão entre quem joga e quem torce. Não, a camisa não pode deixar de ser o elo maior da paixão das pessoas pelo jogo, pelo time. E na derrota para o Goiás o choro do “japinha” foi forte, cortante, linda e emocionante cena.

A paixão dele pelo Palmeiras vale mais do que qualquer taça. E é por isso que o clube continuará sendo um grande. O futebol é assim, ensina desde cedo o que é euforia extrema e sofrimento profundo. É aula de vida. E e por essas e outras que nós adoramos isso.

E nunca é demais lembrar: melhor do que vencer é ter um time pelo qual torcer.

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Sai o finalista

Do Pacaembu sairá na noite de hoje o primeiro finalista da Copa Sul-Americana de 2010. Indubitavelmente, a mais importante até então, pois além dos dólares e da bela taça que vemos acima, garantirá ao campeão uma vaga na Libertadores do ano que vem.

O Palmeiras faz tempo só pensa nela, e o Goiás rebaixado do Brasileirão vai pensar em quê? Por mais que eu tente crer em uma partida equilibrada, em fortes emoções, confesso que não vislumbro uma vitória goiana, e acho que essa vaga ficará mesmo com o time do Parque Antártica.

Amanhã teremos a outra semi, Independiente e LDU, quem vier dará trabalho, muito trabalho, mas ainda acredito no título do time de Felipão.

Com certeza gremistas, atleticanos e botafoguenses estão totalmente em desacordo, pois lutam rodada após rodada pela quarta posição no Brasileiro, que só levará à Libertadores se nem Palmeiras e nem Goiás vencerem a Sul-Americana.

Pelo que se conversa em São Paulo teremos uma festa bonita hoje para assistir a essa semi-final, tomara, afinal confirmando a classificação palmeirense, será a primeira em competições internacionais da década.

Perfeição, Marcos Perfeição…

Ainda é muito cedo para por o Palmeiras no lugar mais alto do pódio. A chave no outro lado é bem dura, e quem passar fará uma final duríssima com quem passar do confronto brasileiro.

Mas a semi já está praticamente decidida. Ele, mais uma vez ele, Marcos Assunção em um chute perfeito deu a vitória ao time paulista em Goiânia, e colocou um pé palmeirense na final da Sul-Americana.

É impressionante a precisão do jogador palestrino, fazendo jus ao apelido que recebeu de parte da torcida, Marcos Perfeição. Com essa perfeição ele pegou um pataço de fora da área e definiu a partida de hoje. Em uma falta no primeiro tempo ele complicou a vida do experiente Harley e o Palmeiras quase saiu na frente. Com a bola rolando na  segunda etapa ele não perdoou e fez o gol da semana.

Agora é só esperar semana que vem e confirmar a passagem para a final, essa sim deve ser um confronto dificílimo, mas que pode colocar o Palmeiras na Libertadores de 2011 e salvar o ano alviverde.

Pelos poderes de Greyskull

Não tinha como fugir dessa imagem né. Novamente ele, Rafael Moura, o He-Man foi o homem que deu a classificação ao Goiás, fazendo assim uma semi-final verde na Sulamericana.

Assisti ao primeiro tempo da partida disputada ontem em Florianópolis, jogo disputado, corrido, mas na única chance que o Goiás teve matou o jogo. O Avaí cria, cria, e nada, ninguém sabe colocar a bola para dentro naquele time.

Muitos avaianos devem estar reclamando hoje do gol mal anulado lá no Serra Dourada, ou da matada na mão do próprio Rafael Moura no gol de empate também no primeiro jogo. A história seria diferente caso o juiz não tivesse errado nesses lances. Mas seria mesmo? Não sei, o Avaí fez muito pouco para merecer a passagem.

Agora resta ao time de Santa Catarina tentar de todas as maneiras manter-se na primeira divisão, pois seu maior rival, o Figueirense, vai subir, e seria muito legal termos esse clássico na Série A.

Voltando ao personagem principal do nosso post, Rafael Moura foi duramente criticado no Corinthians, no Fluminense e até no Goiás, mesmo fazendo gols, vinha sendo alvo de severas críticas, exageradas ao meu ver. Mas mesmo assim não parou de trabalhar, e dessa forma colocou o time goiano numa semi de torneio internacional, com chances de ir à Libertadores do ano que vem.

O He-man não é craque, nem quer ser, é um atacante esforçado que luta bastante e que faz gol, se tivéssemos um desse do outro lado, com certeza o Avaí ficaria com a vaga. Acho que idolatramos muitos alguns jogadores e esculachamos outros meio que sem critério, jogadores semelhantes no jeito de jogar e na qualidade tem famas completamente distintas, vai entender?

Quarta-feira vendo o jogo do Palmeiras, surgiu uma fervorosa discussão entre nós, quem tem mais tradição, o Goiás ou o Avaí, e mais, o que é tradição? É história, é número de títulos, é força regional, nacional, ou a soma de tudo isso? Alguém aí arrisca?

Para quem gosta sempre tem

27ª Rodada – 01/10/2010

21:00  Vasco da Gama x Goiás

Sábado 02/10/2010

16:00 Corinthians x Ceará

16:00 Grêmio Prudente x Fluminense

16:00 Santos x Palmeiras

16:00 Vitória x Grêmio

18:30 Botafogo x Flamengo

18:30 Cruzeiro x Atlético – PR

18:30 Internacional x Guarani

21:00 Atlético – GO x Atlético – MG

21:00 Avaí x São Paulo


Com as eleições neste domingo a 27ª rodada da Série A do Brasileirão tem seu início hoje em São Januário com o jogo Vasco x Goiás.

A equipe carioca vem embalada pela boa vitória em cima do Santos na última terça-feira, e pretende sair de vez de perto da zona da degola.

O esmeraldino vem de empate em casa com o Flamengo, e qualquer ponto conquistado hoje no Rio com certeza será muito comemorado pelo time goiano.

Não sou muito fã de dar palpites, mas acho que hoje o time da casa consegue um vitória apertada.

Para os jogos que complementam a rodada postarei meus palpites amanhã, vamos ver se minha bola de cristal está bem calibrada.


Dois Toques

Lugar que um doido por esporte, principalmente futebol criou para escrever, ler, debater sobre tudo que seja relacionado ao esporte Bretão.

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