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Papai da show até em Manizales

Neymar estampou as manchetes de hoje por dois motivos bem distintos. Primeiro pelo show que deu ontem em Manizales e segundo por que será papai.

Como esse blog não trata da vida pessoal dos jogadores, e sim do seu trabalho, da sua arte, deixo para os sites de fofoca falarem da paternidade do rapaz.

O que nos interessa é que mais uma vez pudemos desfrutar da categoria desse jogador. Fiquei inebriado ontem, e não foram só as cervejas, que momento, que fase de Neymar.

Dribles objetivos e desconcertantes, finalizações precisas e passes milimétricos, apanhou e não bateu, caiu só quando não poderia mais ficar em pé.

A jogada do gol foi a que mais me chamou a atenção. Por favor olhem no momento que ele dá a assistência ao Allan Patrick, estão em volta dele 6 jogadores do Once Caldas. É algo impressionante. Temos 11 em campo, tira o goleiro, só 4 jogadores não estavam cercando Neymar.

E mais, ele que sempre joga mais pelo lado esquerdo do campo, inteligentemente caiu na direita, a marcação veio e ficou uma avenida para Allan fazer o gol.

Aproveito para elogiar também a atuação do autor do gol, que substitiu Ganso muito bem e além do gol proporcionou outras belas jogadas de ataque.

Zé Love ontem foi um pouco mais do que um cone, o que poderá ser muito útil nas próximas partidas santistas.

Muricy, gostem ou não, arrumou a cozinha e mesmo uma zaga lenta como a do Santos tem segurado todos os ataques que enfrenta, deixando Rafael cada vez mais perto do recorde de Fábio Costa.

Abro um parêntese para dizer que torço duplamente pela quebra desse recorde, primeiro pois quero que esse time seja campeão, e não levando gol aumentam em muito suas chances, e segundo porque não gostaria que nenhum recorde positivo ficasse com Fábio Costa, não suporto esse jogador.

Aos que lamentam a perda em alegria no futebol santista, contentem-se com a chance cada vez mais iminente do título. Não convém cantar vitória antes do tempo, o time colombiano não perdeu nenhuma fora de casa, mas não há como não confiar nesse time da baixada. Ainda mais Neymar jogando o que está.

Domingo temos final do Paulista, ninguém deve ser poupado, será que o papai da vez dará outro show? É pagar para ver.

Derrota e Vergonha

É Cuca, tem que se esconder mesmo. Não pela derrota, que faz parte do futebol, mas pelo que fizeste.

Chegamos ao último eliminado da noite. O badalado Cruzeiro; o melhor time das Américas; aquele que vinha quebrando tudo e seria campeão da Libertadores com o pé nas costas.

Sim, tudo era verdade, o Cruzeiro fez uma primeira fase impecável, não se pode esquecer que goleou o Estudiantes dentro e foda de casa, que em 6 jogos ganhou 5 e empatou um. E mais, no primeiro jogo das oitavas, em Manizales, a raposa colocou 2×0, o jogo acabou 2×1 e todos tinham a certeza de que a classificação estava garantida.

Um grande amigo meu e leitor do blog me disse ontem a noite, mais ou menos isso “Para enganar mais que estadual só primeira fase de Libertadores”. Óbvio que seu raciocínio tem fundamento, vide Corinthians 2010 e Cruzeiro 2011, mas mais do que isso fica provado que campeão é aquele que ganha o último jogo e não o primeiro.

Esse Once Caldas é um time que eu nunca gostaria de enfrentar, em 2004 ele já foi um pedra gigante no sapato dos brasileiros, tanto que foi campeão daquela edição da Libertadores. Time encardido, brigador e como todos os times colombianos, com jogadores bons de bola.

E ontem pudemos ver, mais uma vez ver que “o jogo só acaba quando termina”. Roger Secco-Galisteu foi expulso tolamente, dando razão para aqueles que acham que ele foge de decisão, e deixou seu time com um a menos já no primeiro tempo. A impressão que deu é que ele pensou que como o jogo estava ganho ele ia mais cedo curtir sua esposa, que estava no estádio.

O time brasileiro já com um a menos tomou o primeiro gol e continuou com a mesma passividade, sem decidir o confronto. Antes que se culpe Roger, o Once Caldas também teve um jogador expulso quando o jogo estava 1×0 e o resultado ainda classificava a raposa.

Aí em uma jogada até curiosa, a bola bateu na trave e no rebote o time da Colômbia fez o gol que faltava. Pronto, foi a senha para que o descontrole emocional, tão enfadonhamente típico dos times brasileiros, tomasse conta do Cruzeiro e impedisse que o time simplesmente jogasse bola.

Como eu disse no princípio do post, perder faz parte do esporte, agora a agressão de Cuca sobre o jogador Reínteria não é justificável sob hipótese alguma. A Comenbol que não é afeita a longas suspensões em casos de agressão tem que ser exemplar desta vez. Agressão de qualquer sorte deve ser banida do esporte, agora quando ela vem de um treinador contra um jogador, ela é bem pior.

Eu era, até ontem, fã de Cuca. Achava-o um bom técnico, um cara honesto, batalhador e muitas vezes até concordei com seu chororô. É fato que em muitas achei que ele tenha se equivocado, mas relevava, pois entendia a situação em que ele se encontrava.

Cuca ontem extrapolou, e seus comandados vendo do campo o destempero de seu treinador, obivamente responderam negativamente e não foram capazes de fazer ao menos um gol, o que levaria a partida para a disputa de penalidades.

Registre-se que o Cruzeiro teve contra si um gol mal anulado que poderia mudar o panorama da disputa. Mas novamente, não justifica as atitudes do comandante celeste.

Não bastasse a agressão, o que mais me decepcionou em Cuca foi quando perguntado na entrevista coletiva ele negou que tenha agredido Reinteria. Aí não “professor”, a imagem é nítida, o senhor levou seu cotovelo ao rosto do jogador e o atingiu de forma proposital.

Deve ter sido duro ter chegado em casa ontem e encarado os filhos, menos pela eliminação mais, muito mais pela atitude vergonhosa.

Fora do Tri, dentro do Hexa

Alguns já devem ter percebido que o blog optou por escrever os posts da “quarta-feira de cinzas” em ordem crescente de imprevisibilidade. Primeiro o Grêmio que já estava claro que iria cair fora, depois o Fluminense, que mesmo com um bom placar em casa enfrentava uma equipe muito boa e em seu estádio, agora falemos do Internacional.

Para quem não é tão acostumado aos números da Libertadores, tínhamos em campo ontem nada menos que 7 títulos, sendo 5 do lado Carbonero.

O Internacional conseguiu um excelente resultado em Montevidéu, mesmo não jogando bem e ontem bastava um 0x0 para passar de fase. No início da partida Oscar fez 1×0 e parecia que estava tudo definido.

E o pior, os jogadores do Inter achavam mesmo que estava tudo definido. Foram indolentes, preguiçosos algumas vezes. Não acreditavam que o time uruguaio poderia reagir.

Li ontem no twitter uma coisa que acho bem pertinente, que falava que o abismo técnico entre Inter e Peñarol era proporcional ao abismo de história entre os dois. Existem coisas que o futebol não explica, e a chamada “camisa” é uma delas.

Não se pode achar que está ganho um jogo sobre times como este uruguaio, simplesmente não pode. Em 5′ o Penãrol virou, e o Inter não viu a cor da bola.

Depois o despreparo do treinador aliado ao emocional da equipe impediram que o time conseguisse retomar a vantagem no placar e por consequência a classificação.

Falcão escalou mal e mexeu pior ainda. Montou o time em um 4-2-3-1 e deixou Leandro Damião isolado lá na frente. Oscar não chegava e Andrezinho, bom não reclamo de Andrezinho não, errado está quem coloca ele para jogar.

Na hora de mexer, quando o time já estava sendo eliminado, Falcão colocou um volante, Tinga e um meia que era reserva do Inter B, Ricardo Goulart. Nem preciso dizer que não deu certo não é. Só no final do jogo que ele resolveu colocar Rafael Sóbis. Incompreensíveis as escolhas do treinador.

No final, o abafa não foi o suficiente, e se o Inter está fora da disputa pelo Tri, o Penãrol, mesmo com um time limitado, após essa classificação heroica com uma vitória em Porto Alegre, está cada vez mais dentro da briga pelo Hexa.

Como se pode notar, por mais que a noite tenha sido tenebrosa para todos, cada partida teve sua particularidade, não foram os astros que fizeram os brasileiros serem desclassificados, foi a bola. E como diz Muricy, “a bola pune”.

Quem diria, os Guerreiros caíram sem lutar…

Tudo na vida tem seu lado bom. O Fluminense ontem deu adeus à Copa Libertadores da América, e pelo menos por um tempo nos livramos do “Time de Guerreiros”. Podem me chamar de ranzinza, mas ô coisinha chata esses epítetos que a imprensa carioca e o torcedores do Rio adoram.

O que se viu ontem foi um time sem técnico, sem vibração, sem norte. Alguém falou para o tricolor que era só entrar em campo que a classificação vinha, ou que de repente o espírito guerreiro floreresceria em algum momento e mais uma vitória na raça salvaria a equipe.

Mas isso é futebol, não é filme da Disney. Emerson errou no jeito que falou as coisas, no momento, não foi legal. Agora é inegável que algumas coisas, talvez todas, que ele disse são verdades e atrapalham o Flu.

Fred é um excelente jogador, mas não é técnico de futebol, ele não pode ter toda essa autoridade sobre o inoperante Enderson Moreira. Já na fase de classificação, num dos jogos que o Flu precisava ganhar e não o fez, muito se deveu ao fato do treinador não ter peito para tirar Conca, Fred e Emerson que nava jogavam.

Lamento tricolores, mas estava escrito que vocês não iriam muito mais longe na Libertadores. Achei que de ontem passariam, sei lá, está difícil apostar contra esse time, mas sem comando a coisa não vai. Quando optou por esperar Abel Braga o Fluminense, verdade seja dita, abdicou da Libertadores. Não é à toa que só ficou o Santos.

Antes que eu me esqueça, temos a mania de ficar só falando dos deméritos dos times brasileiros, mas nunca é demais ressaltar que o Libertad foi o segundo time com melhor aproveitamento na primeira fase. É um bom time, e fez valer sua qualidade sobre o adversário.

Para ficar claro, o Libertad ganhou porque é melhor, mas o Flu perdeu também porque se acovardou. Não lutou, e tirar Rafael Moura e deixar Fred em campo…Deu no que deu.

Vejam o vídeo abaixo que tirei do site http://www.kibeloco.com.br e esqueçamos de vez essa chatice de Time de Guerreiros.

Esse já estava perdido

Que noite de Libertadores! Está todo mundo tonto, tentando entender o que aconteceu. Eu tenho minhas teorias, mas vamos primeiro mostrar, jogo-a-jogo como se deu essa eliminação quádrupla.

Essa era a mais fácil, o Grêmio foi eliminado mesmo semana passada, em pleno Estádio Olímpico, ao perder por 2×1. Hoje lutou, tentou, mas com 7 reservas e precisando golear, não tinha muito o que esperar.

Se serve de consolo para os tricolores gaúchos, e Grêmio ficou na Libertadores mais que seu maior rival, algumas horas, porém mais tarde.

Quanto ao jogo, que não vi, não há muito o que se comentar, o time saiu daqui derrotado, chegou lá e não fez nada que pudesse reverter a situação. Li que o time chileno também não tem nada de especial, mas com a fatura liquidada deve ter segurado o seu jogo.

Como eu disse, começamos pelo mais fácil, a explicação para essa eliminação era clara, duro será explicar o resto. Sinceramente, posso estar ousando demais, mas acho que o Grêmio se sagra campeão Gaúcho de 2011, o dia de hoje abalará menos o tricolor que o colorado.

Enfim, esse já estava perdido, e foi o único palpite da Libertadores que acertei…

No sufoco? Nem tanto

E o primeiro brasileiro se classificou. Empate em 0x0 ontem no México e o Santos se saiu bem em mais um jogo decisivo. Muricy só tem enfrentado decisões desde que chegou à Vila e tem se dado bem em todas.

Hoje os jornais estampam em sua capa fotos do bom goleiro Rafael e dizem em suas manchetes sobre seus milagres, e o sufoco passado pelo time da baixada santista.

Discordo. Desde a transmissão de ontem, quando o bom Luiz Carlos Jr. histericamente bradava sobre a pressão do América e dizia que era dia de São Rafael eu relutava em concordar.

O time mexicano precisava da vitória e foi para cima desde o primeiro minuto, enquanto o time santista sem um de seus principais jogadores, Elano, marcava e tentava a sorte nos contra-ataques.

Tirando uma bola na trave cabeceada pelo zagueiro Mosquera, o que se viu foram cruzamentos a toda hora e chutes de longa distância, a equipe brasileira muito bem armada não dava espaços para penetração do  time adversário.

O segundo tempo veio e a história continuou a mesma, chutes de longa distância, “chuveirinho” na área e muita marcação. Desta vez, cabe ressaltar que com a entrada do artilheiro Reyna, os chutes ficaram mais perigosos, e Rafael teve bastante trabalho, saindo-se perfeito em todos os momentos. A melhor defesa do jogo, na minha opinião, veio em uma cabeçada de dentro da área, falha feia de Edu Dracena.

Muricy fez a mesma substituição de sábado, mas dessa vez querendo mais aumentar a altura de sua defesa do que propriamente liberar Ganso. Por isso, ela deu certo em parte; Bruno Aguiar salvou algumas pelo alto, mas o time recuou demais e a pressão, consequentemente, aumentou.

Cá entre nós, Possebom e Adriano não são Arouca e Elano, e Zé Love poderia ter dado lugar a um cone que surtiria mais efeito. Não foi só o esquema que dificultou as ações santistas, os jogadores disponíveis também não têm o mesmo talento que os titulares.

No final, empate justo, Rafael foi mesmo o nome do jogo e o Santos de Muricy se não é tão alegre como antes, tomou apenas 2 gols em 8 jogos, e agora espera Cruzeiro ou Once Caldas para umas quartas-de-final de tirar o fôlego.

Só espero que o time poupe no Paulista e chegue inteiro na Libertadores. Muricy ontem já reclamava da maratona de jogos, Arouca e Léo se contundiram, Elano já estava fora,  chega uma hora que o corpo não aguenta e devemos respeitar.

Se o preço for entregar o Paulista para o Corinthians, que assim seja feito, Felipão fez em 99 e ninguém reclama até hoje no Parque Antártica. É uma troca justa!

Sheik Who?

Tivemos mais dois jogos ontem pela Libertadores, e podemos dizer que os dois brasileiros mandaram bem. Enquanto o Inter arrancou um empate no Uruguai, o Fluminense fez o dever de casa, venceu o Libertad por 3×1 e inverteu bem a vantagem do time paraguaio.

Assisti ao primeiro tempo do jogo do Inter, e cá entre nós, fraco, muito fraquinho. O Peñarol não é nem sombra do que já foi, e o Inter jogou muito mal, tanto que tomou um gol e foi para o intervalo perdendo. Analisando assim, o empate foi muito bom resultado, mas o time tem que melhorar muito se quiser pintar a América novamente de vermelho.

Findo o jogo em Montevidéu era para termos início do cotejo no Engenhão. Eis que pela terceira vez no ano o estádio fica sem luz. Não devo ter sido o único que pensou, ontem aquela coisa linda no Bernabéu e hoje nem luz no estádio temos. E é isso aí minha gente, Copa 2014 chegando e não conseguimos nem por refletores para funcionar. Após mais de um hora de interrupção a partida começou.

Como ontem era a despedida de um amigo meu que irá morar no México, confesso que não prestei muita atenção na partida, então não contarei aqui o que aconteceu com detalhes, até porque parece que foi o de sempre. Rafael Moura fez gol, Ricardo Berna falhou, Conca resolveu e o Flu saiu com um belo 3×1 de campo.

Definitivamente Berna não sabe sair do gol, não adianta ele fazer banana para a torcida, sair “pagando geral”, ele tem que treinar, só isso. Treine saída do gol, é sua deficiência, treine exaustivamente. O torcedor não tem culpa de suas falhas. E, cá entre nós, mais do que essa torcida tem apoiado o time será difícil viu.

Outro que foi vaiado e não gostou nada foi Fernando Bob, parece que até o técnico assumiu que foi erro dele, Enderson Moreira, escalar Bob fora de posição. Mas será que era motivo para tanto piti? O jogador brasileiro precisa ser mais humilde, muito mais humilde.

E o que interessa para o Flu é que Rafael Moura, que estava insatisfeito na reserva, vem mostrando em campo que merecia ser titular, vem fazendo muitos gols e jogando bem ao lado de Fred. Acho que em menos de uma semana a torcida tricolor nem lembra mais daquele jogador que cantou a musiquinha do Flamengo. Emerson, o quê? Sheik, who? Vida que segue…


Dois Toques

Lugar que um doido por esporte, principalmente futebol criou para escrever, ler, debater sobre tudo que seja relacionado ao esporte Bretão.

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