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Ele não merecia…

Ontem era a hora da verdade para o Coritiba. O time detentor da maior sequência de vitórias da história do futebol brasileiro enfrentaria o forte Palmeiras pela Copa do Brasil.

Mesmo sendo campeão invicto do Paranaense e atropelando todos os seus adversários anteriores na Copa do Brasil, a grande maioria da imprensa e da torcida brasileira achava que era pouco, que o Coxa só havia “batido em bêbado” e que ontem encontraria o primeiro desafio verdadeiro no ano.

Será que passou no teste? A goleada histórica de 6×0 ontem em cima do Verdão dirimi quaisquer dúvidas que poderiam existir. Podem procurar milhares de desculpas, mas o fato é que o Coritiba está jogando muito, e qualquer descuido contra essa equipe tem sido imperdoável.

Não houve jogo, houve um massacre. Quem viu o jogo concorda comigo, não chegou nem a ser ataque contra defesa, pois a defesa palestrina foi inexistente. O jogo foi só ataque.

Mas ontem também era um dia especial pela volta do goleiro Marcos ao gol palmeirense. Marcos é um dos poucos jogadores que é ídolo de todos, mesmo quem não torce para o Palmeiras gosta dele. Por isso o título do post. Marcão não merecia tomar 6 na sua volta. E poderia ter sido mais, ele fez um milagre no primeiro tempo em uma cabeceada de Pereira, sensacional.

Interessante lembrar que os três melhores jogadores do time do Coritiba vieram do Avaí, o zagueiro Emerson, o volante Léo Gago e o meia Davi, sendo este último muito contestado na Ressacada. Rafinha também, ex-São Paulo vem fazendo uma temporada muito boa e até Biu tem feito muitos gols.

Melhor que os resultados do time do Alto da Glória só o futebol apresentado, ofensivo, bonito de ver, sem temer o adversário, seja ele qual seja. Espero que continue assim mesmo que não seja campeão da Copa do Brasil. O futebol no Brasil está tão chato, é muito bom ver alguém jogando bola aqui.

Só não precisava ser em cima do Marcão essa aula toda, ele não merecia.

Demorou mas engrenou

Ele se arrastou, teve muitas rodadas enfadonhas, mas o Campeonato Paulista chega nas semis com dois clássicos e muita expectativa.

Palmeiras e São Paulo estão de olho na Copa do Brasil, Santos então nem se fala o quanto quer a Libertardores, mas não adianta, chega nessa altura do Campeonato ninguém quer ver um rival levantar a taça, e já se sente nas ruas um burburinho gostoso.

Os regulamentos dos Campeonatos Estaduais têm que ser revistos, isso é claro, mas como disse Felipão, agora que todo mundo assinou não tem o que reclamar, é jogar com o regulamento que está aí. E isso o Palmeiras dele tem feito como nenhum outro. O time joga sempre o suficiente, tem a melhor defesa, e na minha opinião é o favorito para ser campeão. É engraçado como cada um dos 4 leva uma vantagem para esses últimos confrontos.

Se o Corinthians tem elenco mais fraco que Santos e São Paulo, é o único com dedicação exclusiva ao Paulista, uma questão a se considerar. Santos tem mais craques e o melhor treinador, porém além de ter uma viagem para o Chile nessa semana, Muricy chegou agora lá, será que dá tempo de ser campeão? São Paulo terminou em primeiro na fase de classificação e é o time em maior ascensão de todos, mas contusões de Lucas, Luis Fabiano, Alex Silva e Rodrigo Souto prejudicariam qualquer time. Para terminar, Palmeiras liderou grande parte do Campeonato, tem a melhor defesa e é um time com a cara de seu técnico, querem mais? Se não é o melhor elenco, é o elenco que se doa ao máximo.

Essa para mim é a fotografia dessa reta final, aposto numa final São Paulo e Palmeiras, e título do Verdão, mas ninguém pode ser apontado como favorito, tamanha a igualdade de forças.

Alguém aponta um favorito?

Um final infeliz …

Texto escrito para o blog por um amigo gremista…


A primeira vez que ouvi a notícia do interesse do Grêmio em Ronaldinho Gaúcho senti uma mistura de alegria e desconfiança. Alegria pois seria a grande chance de reatar o relacionamento com um dos maiores craques que já surgiram no clube da Azenha e ter seu talento conduzindo o Grêmio rumo ao segundo mundial em 2011. Desconfiança pois sabe-se bem que apesar de diferenciado, Ronaldinho há muito não tem como prioridade voltar a ser aquele dos tempos de Barcelona que teve Madridistas aplaudindo de pé e com lenços brancos às mãos, para citar apenas um episódio.

Anunciado seu retorno ao Brasil, o jogador e seu irmão sinalizaram 3 opções: Grêmio, Palmeiras e Flamengo. Analisando sob a ótica inicial, as opções de Ronaldinho o apresentavam uma grande dificuldade de decisão pois, se no Grêmio ele tinha seu suposto time do coração e a chance de se redimir com a torcida e clube depois do triste episódio de sua saída, no Palmeiras ele teria a anunciada melhor proposta e a proximidade de Felipão. Já no Flamengo, a maior torcida do Brasil e o grande estilo de vida desejado pelo jogador: morar no Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa com suas praias, beleza natural e festas. Por um lado, dois clubes grandes no centro da mídia brasileira, por outro, o clube que o projetou e único que disputará a Libertadores em 2011. Ao que tudo indica, todos os clubes aceitaram a oferta inicial do empresário-irmão do jogador e deram como “fechada” a negociação em algum momento, o que provou ser um grande erro.

Ronaldinho e Assis conduziram as negociações como se fossem aquela mulher que manipula e dá corda, aumentando a vontade de todos seus pretendentes simultaneamente. Porém apenas um a poderia levar para casa no final da noite. A esperança que torcedores do Palmeiras e, principalmente, Grêmio, tiveram em dado momento se transformou em frustração e raiva. Como torcedor do Grêmio, posso dizer que a sensação é de amargor com a nova traição, como se a chance à uma bela mulher fosse dada e a injúria se repetisse novamente. O dinheiro não foi fator decisivo nessa negociação, isso ele ganharia com todos. Talvez a ganância tenha jogado sim um papel fundamental. Mas mais do que isso, o que foi provado nessa história toda é que Ronaldinho, no final das contas, não é mesmo um gremista de coração e não merece vestir o manto sagrado tricolor, o que é uma pena.

É aquela velha história: “se o problema não tem solução, então não há porque se preocupar. Se tem solução, então também não … “. Se Ronaldinho tivesse escolhido o Grêmio, então teria provado seu amor e seria recebido de braços abertos. Como não o fez, a torcida tem todo direito de se sentir traída e não mais querer saber de um jogador que preferiu o Rio e seus encantos ao time gaúcho. Ronaldinho poderia ter se tornado o maior ídolo da história do Grêmio, conduzinho a equipe a quem sabe mais de uma taça Libertadores da América. Preferiu se tornar o maior vilão da história do tricolor porto-alegrense.

Há certas horas que só nos resta citar a um mestre

Tem certas horas que escrever sobre futebol não é para qualquer um. Nessas horas, em vez de querer ficar escrevendo o post da vida, ou remexendo no dito por todos, devemos apenas ler e aprender com quem sabe. Dentre meus ídolos da crônica esportiva está Mauro Cezar Pereira da ESPN, e farei algo inédito no blog até então, reproduzirei na íntegra seu post sobre o jogo entre Palmeiras e Goiás de hoje.


Futebol nos ensina cedo a euforia e sofrimento profundo. É aula de vida

por Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

Não, eu não vou escrever sobre o jogo. Dane-se o que aconteceu nas quatro linhas, o sistema, o esquema, o 4-3-2-1, o 3-5-2, as duas linhas de quatro, o diabo. Coloquei as cervejas para gelar e me preparei para acompanhar Palmeiras x Goiás sem muita expectativa, ainda mais depois do fraco encontro entre os dois times, uma semana antes.

Minha missão era acompanhar atentamente a peleja, escrever as últimas linhas para a minha coluna semanal no jornal Marca.BR e publicar um post aqui no blog. Depois, dormir. Fui surpreendido. O duelo do Pacaembu foi mais do que eu esperava. E jamais será esquecido. E não só pela chance de ver mais uma das surpresas esportivas que só o futebol consegue proporcionar.

A imagem do pequeno “japonesinho” palmeirense aos prantos, incrédulo, diante do fracasso do seu time de coração foi marcante. Incrível, você está vendo um jogo que tem tudo para ser apenas mais um e repentinamente as coisas viram e a TV lhe mostra uma cena forte, impactante. O menino chorava, chorava e chorava. E não chorava à toa.

O pequeno torcedor chorava por seu clube de coração, sim, aquele que irá amar pela vida toda, de forma incondicional, aconteça o que acontecer. Por que o futebol é isso, é muito mais do que direitos federativos, de televisão, patrocínios e projetos marqueteiros capitaneados por oportunistas de toda ordem. Só o nosso esporte faz uma criança sofrer como um adulto e um adulto virar criança.

Lugares marcados em “arenas” com telões em atmosferas que tentam transformar o nosso jogo numa espécie de teatro. Jogadores sem vínculo e muitas vezes sequer respeito pelas camisas que vestem. O dinheiro, e só ele, ditando as normas, os caminhos, as tendências. Tudo isso forma o chamado “futebol moderno” que eu odeio, como muita gente odeia.

O “esporte bretão” pode comportar espaços confortáveis para quem os deseja, mas precisa de envolvimento, conexão entre quem joga e quem torce. Não, a camisa não pode deixar de ser o elo maior da paixão das pessoas pelo jogo, pelo time. E na derrota para o Goiás o choro do “japinha” foi forte, cortante, linda e emocionante cena.

A paixão dele pelo Palmeiras vale mais do que qualquer taça. E é por isso que o clube continuará sendo um grande. O futebol é assim, ensina desde cedo o que é euforia extrema e sofrimento profundo. É aula de vida. E e por essas e outras que nós adoramos isso.

E nunca é demais lembrar: melhor do que vencer é ter um time pelo qual torcer.

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Sai o finalista

Do Pacaembu sairá na noite de hoje o primeiro finalista da Copa Sul-Americana de 2010. Indubitavelmente, a mais importante até então, pois além dos dólares e da bela taça que vemos acima, garantirá ao campeão uma vaga na Libertadores do ano que vem.

O Palmeiras faz tempo só pensa nela, e o Goiás rebaixado do Brasileirão vai pensar em quê? Por mais que eu tente crer em uma partida equilibrada, em fortes emoções, confesso que não vislumbro uma vitória goiana, e acho que essa vaga ficará mesmo com o time do Parque Antártica.

Amanhã teremos a outra semi, Independiente e LDU, quem vier dará trabalho, muito trabalho, mas ainda acredito no título do time de Felipão.

Com certeza gremistas, atleticanos e botafoguenses estão totalmente em desacordo, pois lutam rodada após rodada pela quarta posição no Brasileiro, que só levará à Libertadores se nem Palmeiras e nem Goiás vencerem a Sul-Americana.

Pelo que se conversa em São Paulo teremos uma festa bonita hoje para assistir a essa semi-final, tomara, afinal confirmando a classificação palmeirense, será a primeira em competições internacionais da década.

Perfeição, Marcos Perfeição…

Ainda é muito cedo para por o Palmeiras no lugar mais alto do pódio. A chave no outro lado é bem dura, e quem passar fará uma final duríssima com quem passar do confronto brasileiro.

Mas a semi já está praticamente decidida. Ele, mais uma vez ele, Marcos Assunção em um chute perfeito deu a vitória ao time paulista em Goiânia, e colocou um pé palmeirense na final da Sul-Americana.

É impressionante a precisão do jogador palestrino, fazendo jus ao apelido que recebeu de parte da torcida, Marcos Perfeição. Com essa perfeição ele pegou um pataço de fora da área e definiu a partida de hoje. Em uma falta no primeiro tempo ele complicou a vida do experiente Harley e o Palmeiras quase saiu na frente. Com a bola rolando na  segunda etapa ele não perdoou e fez o gol da semana.

Agora é só esperar semana que vem e confirmar a passagem para a final, essa sim deve ser um confronto dificílimo, mas que pode colocar o Palmeiras na Libertadores de 2011 e salvar o ano alviverde.

Que que eu vou dizer lá em casa?

Esse bordão do eterno narrador Silvio Luiz serve para pelo menos três momentos da partida de ontem entre Atlético-MG e Palmeiras.

Primeiro, o lance mais inusitado dos últimos tempos. Lincoln foi lançado na esquerda, invadiu a área e sofreu o pênalti. Imediatamente o árbitro Marcelo de Lima apontou a cal e deu cartão amarelo para o zagueiro atleticano. Tudo perfeito, quando de repente é apontado o impedimento do ataque palmeirense. Vejam, realmente Lincoln estava impedido, só que até agora ninguém sabe de onde que o bandeira viu esse impedimento, pois no lance ele não deu nada. Nunca vi isso na minha vida, se alguém já viu algo parecido, por favor relate.

Segundo, mais um pênalti “à brasileira” nesse futebol modorrento que se tornou o praticado no nosso país. Como é chato ver jogo apitado por árbitros brasileiros com os jogadores cai-cai aqui do Brasil. Obina desmoronou e empatou a partida.

Que fiquei claro, o Palmeiras não jogou bem, os reservas do Galo se superaram e no frigir dos ovos o empate não seria absurdo não tivesse manchado pela arbitragem.

E o pior na verdade foi após o jogo. Já falei aqui que o mau humor, a ranzinzice, tudo isso no Felipão não me incomoda, mas calma aí, respeito é bom e todo profissional merece. Está de cabeça quente Felipão, não dá entrevista, tens todo o direito de ficar irritado.  Mas eu que sempre o defendi acho que agora está passando dos limites do aceitável.

Não entrarei no mérito da pergunta do repórter, que diga-se de passagem foi bem razoável, mas mesmo que fosse uma questão irrelevante, não dá direito ao técnico do Palmeiras ofendê-lo desta maneira. O limite entre Muricy e Dunga existe, e deve ser respeitado. Como crítico que sempre fui do ex-técnico da seleção brasileira, me sinto obrigado a expressar quão lamentável foi a conduta do Felipão.

No final das contas para o Palmeiras não foi de todo ruim nem para o Galo, mas esse árbitro e o Felipão…que que eu vou dizer lá em casa?


Dois Toques

Lugar que um doido por esporte, principalmente futebol criou para escrever, ler, debater sobre tudo que seja relacionado ao esporte Bretão.

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