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Até Breve 2

A Nike quando quer, é capaz de fazer vídeos extraordinários, que bom que para Ronaldo ela quis várias vezes.

Vejam esse:

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Até Breve

Dia 7/6/2011, essa data ficará eternizada no futebol mundial como o dia que Ronaldo deu adeus à Seleção Brasileira e em definitivo aos gramados.

Mas para mim não será um adeus, apenas um até breve. Nas minhas histórias, conversas sobre futebol Ronaldo sempre estará. O cara tem todas as qualidades que queremos em um ídolo, o futebol encantador, o sorriso largo e a atitude de campeão.

Imagino daqui a muitos anos eu contando para os mais jovens, filhos talvez, algumas passagens desse craque. Fico pensando como estará gravada na minha memória imagens como a contusão naquele Inter e Lazio; aquela final de 2002; o gol do recorde contra Gana.

Não será um adeus, na minha pelada de quinta-feira continuarei comemorando gols como ele fazia, balançando o indicador, gesto que eu imito há anos. Sempre que vir um rapaz careca e dentuço, a figura do Fenômeno virá à minha cabeça.

Nos meus devaneios futebolísticos, nas minhas seleções de todos os tempos Ronaldo estará com a 9. Sempre que o camisa 9 da seleção brasileira perder um gol, virarei para o lado e direi: “Ah se fosse o Ronaldo, essa era gol”.

Não comprei ingresso para o jogo de hoje por não querer ver essa seleção em campo, não quis dar “ibope” para esse time. Depois de um tempo me arrependi, pensei que deveria estar na despedida de Ronaldo.

Mas pensando bem, não quero que a última imagem dele com a seleção seja essa que teremos hoje. Prefiro guardar comigo os gols driblando os goleiros, as arrancadas imarcáveis, os gols de placa.

Que são esses 15′ perto da eternidade que ele terá no futebol. Ronaldo atingiu o lugar sagrado que só os melhores têm reservado. Ronaldo chegou a ser a 3ª figura mais conhecida do mundo, perdendo para o Papa e o Presidente dos Estados Unidos.

Hoje quando o jogo acabar e ele definitivamente não for mais um jogador de futebol não darei meu adeus.

Até breve Ronaldo, nos veremos sempre em meus pensamentos.

Solari sobre Ronaldo, sem palavras

Eu encontrei esse texto em algum sítio e agora não consigo achá-lo de novo, o que me entristece, pois gosto sempre de dar a fonte de onde encontro os subsídios para escrever este blog.

Mas enfim, o que interessa é que este foi o melhor texto que encontrei sobre a despedida do ídolo maior, daquele que eu melhor vi jogar. Foi escrito por Santiago Solari, parceiro de Ronaldo no Real Madrid, e muito bom jogador. Deliciem-se com o texto:

SANTIAGO SOLARI EL CHARCO

El final de algo maravilloso

SANTIAGO SOLARI 28/02/2011

“Jugar fue maravilloso”, dijo Ronie en su despedida.

El contenido de esa melancólica frase me despertó a la vez una profunda empatía y una lúcida visión del abismo que se extiende entre él y el resto de nosotros, futbolistas.

Jugar fue maravilloso, por supuesto; tan sencillo y tan profundo como eso. Jugar es lo que hicimos desde que tenemos memoria y no existe reemplazo en este mundo para las sensaciones que provoca el atávico ritual de golpear una pelota. Cada partido es un adictivo ejercicio de libertad que desata la emoción de miles de personas. Cada entrenamiento es una tela en blanco; un espacio diario de expresión, de creación y de catarsis. La nostalgia de Ronaldo me conmueve porque me arrastra con precisión a aquellos lugares que ya no visitaré.

Pero, más allá de la empatía, la frase no puede nunca tener el mismo significado para él que para el resto. Siempre hay un nuevo futbolista que llega para ejecutar lo que otro ya no puede. Como esas canciones que no queremos que terminen, pero que se van apagando poco a poco hasta perderse, nos vamos diluyendo en el tiempo y asumimos, con resignada satisfacción, la tangible certeza de dejar de ser. Lo que hacía Ronaldo era, en cambio, único. Su anuncio no nos transmite algo que no supiéramos de antemano, ya que hacía tiempo que no jugaba al nivel que nos había acostumbrado, sino que nos deposita por un momento en ese espacio vacío, que es el que ocupaban las cosas que se pierden para siempre. En su frase no solo anuncia el final de su carrera, sino también el final de su don. Nacer para ser el mejor y asistir estoicamente al propio declive. Luego, salir en rueda de prensa y anunciar su caducidad, el final de lo que le ha hecho feliz.

Ronaldo no solo fue el mejor futbolista de su época. Era un tipo que vivía con alegría. Contagiaba a todos con su humor y sencillez. El vestuario era, en su mundo, una continuación del patio del colegio y siempre estaba dispuesto a divertirse. Una madrugada, en Japón, después de ganar la Copa Intercontinental, en medio de festejos, le vi entrar en él con una gigantesca llave de plástico dorada con el nombre impreso de una conocida marca de autos japoneses. Había ganado el premio al mejor jugador del partido: una gran camioneta blanca. Le pregunté si, por casualidad, no le habían entregado también las llaves. Me miró con complicidad, intuyendo la travesura infantil.

Nos escapamos a la cancha otra vez. Ronaldo no se limitó a dar vueltas olímpicas, convirtiendo el estadio Internacional de Yokohama en una pista de Nascar. Fue una estupenda sesión de rally, ante la desesperación de los encargados japoneses, que concluyó solo cuando nos incrustamos dentro de la portería donde, un par de horas antes, había marcado el gol.

Ronie subvertía solo por diversión. Se relacionaba con el público desde su carisma y con sus pares desde la sencillez. Jugaba al fútbol desde una natural superioridad y acribillaba a sus adversarios con su talento brutal.

Disfruté al compañero y admiré al futbolista. Jugar con él fue maravilloso.

Geração Ronaldo

Lembro bem do ano de 1993, quando pela primeira vez ouvi falar de um jogador que jogo após jogo mantinha a média de um gol por partida. Lembro melhor ainda de um domingo a noite na TV passando cinco gols dele contra o Bahia no Fantástico. Lembro, como se fosse hoje, de um jogo pela Supercopa onde o vi fazer o, para mim, gol mais bonito de sua carreira. Perto da meia-lua, ele driblou um adversário e chutou com força, no ângulo. A verdade é que lembro tão bem que passei a última meia hora procurando esse vídeo no YouTube para colocar aqui, sem sucesso. Impossível esquecer a torcida pela escalação de Ronaldo durante a Copa de 94, torcida da qual até a mãe do Parreira fazia parte. Ele não chegou a jogar, mas estava tudo apenas começando.

Desde que Ronaldo apareceu, ele imediatamente se tornou uma referência para mim. Quem joga bola me entende. Aquele fascínio que temos quando crianças em imitar os trejeitos de diversos jogadores, se inspirar neles e quem sabe um dia se tornar um deles. Ronaldo era aquele cara completo, o jogador do futuro no presente: habilidoso como poucos, com um arranque inacreditável e um poder de conclusão que poucas vezes vi em minha vida.

PSV, Barcelona, Inter, Real Madrid, Milan … Seleção. Enquanto tudo isso acontecia fomos testemunhas de jogadas espetaculares, gols sensacionais, mortes e ressurreiçōes futebolísticas. Todas dignas do seu apelido, todas fenomenais.

Não vou me colocar aqui a fazer rankings, pois vi que muitos já fizeram isso desde que ele anunciou que estava pendurando as chuteiras. Vou sim afirmar que Ronaldo deixa uma história única como um grande lutador de futebol, que com certeza será sempre lembrado e fará uma falta enorme nas proximidades do gol adversário. Se Romário foi o rei da pequena área, acho justo dizer que todo o resto da área e suas fronteiras constituem reinado eterno do fenômeno.

Fenômeno – por uma voz feminina

Creio que seria fundamental para essa pequena série termos uma mulher falando sobre o Fenômeno. Demorei um pouco a pensar em alguma mulher que entendesse de futebol e se dispusesse a escrever.

O que não percebi é que a pessoa ideal estava mais perto do que eu imaginava, minha irmã, Bruna Marchesini, além de ver futebol, ser avaiana doente, é formada em Educação Física, vive para e do esporte.

Espero que gostem:

Fenômeno

Ouso dizer que desde que iniciei a observar o futebol brasileiro com gosto, o Ronaldo é incomparável. Tudo bem, tem o Ronaldinho, o Romário (que não analisei seu futebol na sua época)… Mas o que o gordinho fez durante esses anos, provavelmente seus “concorrentes” jamais fariam. Ele é CRAQUE.
O “coitado” entrou no mundo da gandaia, pegou um ou doze travecos, engordou um bocado, além das milhares cirurgias no joelho…e continua jogando MUITO! Fazendo gol de cabeça, pênalti, placa…e não são poucos! Afinal de contas, para ser o artilheiro de todas as Copas, tem que ser BOM.
Não suporto o time o qual ele terminou sua carreira, mas eu torcia só por ele. Mesmo quando jogava com o meu time de coração, torcia pelo 2×1, com um golaço do Ronaldo e os outros 2 do Avaí!
Aposto em novos craques como o Neymar, o guri está vindo com tudo! Não substituirá, mas nos trará momentos de alegria e emoção como o Fenômeno nos proporcionou!
Finalizo afirmando que senti sua aposentadoria. Infelizmente chega uma hora que simplesmente o corpo não responde mais aos estímulos. Na minha memória ficará apenas suas jogadas excelentes!

VALEU ETERNO FENÔMENO!

Ronaldo – por Bruno Comicholi

Continuando a série sobre a aposentadoria do craque Ronaldo, a análise do Mestre em Direito Desportivo Bruno Comicholi, manezinho da ilha e fã…vocês logo verão de quem…

 

Ao ser convidado pelo blogueiro Berna para escrever algumas palavras sobre o Fenômeno, quis entender o porquê fui escalado para essa tarefa. Após alguns momentos de reflexão pude finalmente compreender o que buscava o sagaz blogueiro. Posso iniciar dizendo que o que o Berna quer, o Berna terá.

Sou adepto de formar rankings e gosto também de divagar em hipóteses absurdas, tais como “Pelé seria o melhor jogador do mundo disparado atualmente?”, “Algum time brasileiro poderia ser campeão do campeonato espanhol?”, entre outras. Apesar de nunca chegar a uma conclusão definitiva ou descobrir uma utilidade para esses devaneios, ainda assim vivo me fazendo essas perguntas.

Quando Ronaldo se aposenta, dentro desse meu prisma de análise, é o momento de catalogar a sua carreira em um ranking ou ainda explorar uma hipótese absurda em que ele esteja inserido.

A primeira é a seguinte: Você está montando seu time ideal. No cara ou coroa, você tem a opção de escolher para o seu ataque apenas um destes jogadores: Romário ou Ronaldo. O que faria? Qualquer um dos dois me deixaria muito feliz, mas apenas posso escolher um e, pese toda a genialidade do Fenômeno, fico com o maior jogador que a grande área já viu. O Baixinho é para mim incomparável. Entre outros feitos, ser artilheiro do campeonato brasileiro com 39 anos, somente ele.

Mas então, você está lendo esse texto e se pergunta: “Pô, o cara é convidado para falar do Ronaldo, escreve um texto todo estranho e ainda exalta o Romário. “Dixpara ôôô””. Aí então venho com meu segundo devaneio.

Ao elaborar um ranking dos melhores jogadores que eu vi jogar em minha vida, meu top 3 seria o seguinte: 1) Romário, 2) Zidane e 3) Ronaldo. “Pô, outra vez esse “atolemado” coloca o Ronaldo lá atrás. Tá de sacanagem?”.

Amigos que lêem esse texto, na minha humilde opinião, estar em terceiro lugar, atrás apenas de Romário e Zidane demonstra a verdadeira magnitude de Ronaldo. É a maior homenagem que me caberia fazer. Cumpriu seu papel com galhardia. Foi um craque de bola. E não me entristeço pela sua saída, pois sei que a magia do futebol irá proporcionar algum novo Ronaldo para dar tanta alegria ao futebol como ele mesmo já deu.

Valeu Ronaldo!!


Melhor Capa sobre Ronaldo

Dando sequência a série de homenagens, escolhi essa como a melhor capa de jornal sobre a despedida do craque.

Os argentinos do “Olé” são conhecidos por suas capas engraçadas, divertidas e sempre provocadoras. Mais uma vez eles mandaram muito bem, e tamanho é o respeito por Ronaldo que as provocações ficaram de lado, e restou apenas isso:


Dois Toques

Lugar que um doido por esporte, principalmente futebol criou para escrever, ler, debater sobre tudo que seja relacionado ao esporte Bretão.

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