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O velhinho ainda dá um caldo

O São Paulo conseguiu uma boa vitória no Ceará e estabeleceu o melhor retrospecto de início de campeonato dessa nova fase do Brasileirão. Desde que teve início o sistema de pontos corridos, nenhuma equipe havia vencido os primeiros cinco jogos. Para a torcida tricolor, muito mais que a boa arrancada é olhar em campo e ver 8 jogadores da base começando a partida, e com a saída de Marlos e entrada de Bruno Uvini, chegamos a ter 9 “meninos” em campo. Sim, meninos tem que ficar entre aspas, pois o veteraníssimo Rogério Ceni foi o melhor do jogo. Dias após o lançamento do DVD que mostra seus 100 tentos, o goleiro são paulino fechou o gol, pegou pênalti e muito mais. Além da lenda, do mito, Marlos fez um bom primeiro tempo, Lucas um golaço no segundo e a nova zaga deu conta do recado. Juan ainda discreto, parece que hoje é mais lateral que ala e ajuda mais a defesa que o ataque, interessante essa modificação no seu estilo de jogo. Quando a fase é boa até as invenções de Carpegiani dão certo. A substituição de Uvini por Marlos foi muito estranha, mas com três zagueiros a equipe conteve melhor os avanços dos laterais cearenses e teve mais tranquilidade para contra-atacar. Quem viu o jogo domingo gostou muito, acho que o Brasileirão finalmente começa a engrenar, e Cotia finalmente parece estar cedendo bons frutos para o Morumbi. Mas a pergunta que ficou no final do jogo foi: até quando Rogério Ceni conseguirá manter o nível? Até quando sua carreira durará em grande estilo? O gás do goleiro parece não ter fim.

Foi pouco, mas ainda é favorito

A torcida do São Paulo escolheu seus vilões, em especial o excelente volante Jean. E realmente, se ele acertasse pelo menos uma das várias finalizações que teve a tarefa do tricolor seria muito mais fácil em Floripa na semana que vem. Posso contrariar a todos, mas para mim o culpado não é ele.

O jogo pode ser resumido em poucas linhas. São Paulo ficou 60′ atacando sem parar e perdendo uma chuva interminável de gols. Renan, o bom goleiro do Avaí e Jean foram os principais responsáveis por isso, mas não só.

Depois das alterações o tricolor caiu muito com seu ritmo e o time catarinense conseguiu criar algumas poucas jogadas. Os gols continuaram a ser perdidos pelos paulistas até o final da partida, e o resultado de apenas 1×0 se torna perigoso na Ressacada.

O time do São Paulo joga com três zagueiros, três volantes, um ala esquerdo que só vai na boa e nenhum centroavante. Em casa, contra o Avaí, uma equipe dedicada mas inferior tecnicamente é muita precaução. Não gostei da escalação do Carpegiani. Mas vá lá, o time jogando em alta velocidade conseguia com os volantes vindo de trás criar muitas oportunidades. E aí é que divirjo daqueles que culpam Jean pela a vitória magra. Minha discordância é porque na minha opinião o erro esta na montagem do time, Casemiro que é um jogador com menor poder de marcação e melhor finalização é que deve ser o homem a chegar nessa bola.

Como podem ver, Jean erra porque não é a dele mesmo. Eu no lugar dele ficaria todo dia após o treino chutando no gol, mas enquanto ele não se aprimora, por que não usar quem já sabe? Por qual motivo não é Casemiro que vem para essa bola? Ele sabe jogar aberto na direita, em alguns momentos das partidas cai lá, como fez também pela seleção sub-20.

Outra coisa que não concordo com a torcida tricolor e grande parte da imprensa, é quando dizem que o time perde em velocidade e qualidade quando sai Marlos e entra Rivaldo. Já falei sobre isso, quem tem que andar é a bola, e Rivaldo invariavelmente coloca seus companheiros na cara do gol. Aceito que o time perca em poder de marcação com a sua entrada, mas 3 volantes e 3 zagueiros não dão conta disso? O time tem que ser treinado com essa modificação, pois tenho certeza que pode dar certo.

Inegável só o problema do São Paulo em fazer gol, pois se Revson não faz aquele gol contra, sei não hein, acho que o Leão levava um empatezinho para a Costeira. São Paulo é o favorito, mas foi pouco, muito pouco.

Meninos eu vi.

O final de semana foi corrido, foi quente, só agora terei tempo de atualizar o blog para vocês.

E com essa música do grande compositor, Chico Buarque, que eu ilustro o que aconteceu sábado, Meninos eu vi.

O dia estava lindo, temperatura perfeita para uma partida de futebol e a única coisa que me afligia era se Muricy pouparia ou não seus principais jogadores. Afinal era para isso que eu estava indo ao Morumbi.

Radinho no ouvido, e nada, menos de 45′ para o início da peleja, e nada. Quando eu estava passando pela revista, já dentro do estádio e a meia hora do apito saiu a escalação. Para minha alegria ele não poupou ninguém. E ao me acomodar na cadeira só torcia para que o tempo demorasse a passar naquela tarde de 30 de abril.

Começou o jogo e os dois times partiram para cima, Neymar aproveitando uma falha clamorosa de Alex Silva quase abriu o placar, mas Rogério Ceni e a trave impediram o gol. Depois dos times se assentarem em campo só deu São Paulo. O primeiro tempo, dos 20′ em diante foi quase um massacre tricolor, com Dagoberto jogando muito e Jean chegando perigosamente para os arremates.

Mas faltou competência para fazer o gol e o jogo foi para o intervalo 0x0. Neymar se movimenta o jogo inteiro, impossível marcá-lo, Xandão bem que procurava o craque santista mas não era uma tarefa fácil; Ganso por outro lado, mesmo com muito espaço que lhe era dado pelo meio campo sãopaulino não aproveitava e não fazia uma boa partida.

São Paulo ganhava o meio campo, o Santos jogava com menos um, pois Zé Love e um cone seria a mesma coisa, e Ganso, mal posicionado nem recebia bola, tampouco fechava o meio e as subidas dos volantes do tricolor. Bom, se eu que sou eu vi isso, era óbvio que o time voltaria diferente para o segundo tempo.

A alteração foi decisiva para a vitória santista, e todos, com justiça, falavam da “mão” do treinador no resultado. Muricy sacou o nulo Zé Eduardo e colocou Bruno Aguiar na zaga. Mas ele não colocou só um zagueiro, ele adiantou a marcação, principalmente nas laterais acabando com a subida de Ilsinho e Jean pela direita e Carlinhos Paraíba e Marlos pela esquerda. Além disso, e talvez o mais importante, foi que ele adiantou Elano pela direita e Ganso no meio, tendo muito mais mobilidade e presença no campo de ataque.

Bem no início do segundo tempo o volante Jean entrou cara a cara com o goleiro Rafael e mandou a chance de abrir o placar para longe  e quando se joga contra um time com dois craques, não se pode errar tanto. Como diria o técnico vencedor da tarde “A bola pune”.

Lembra que eu falei que Ganso não estava jogando nada não é mesmo, pois é não estava; jogada de Neymar, ela sobra para Ganso na lateral da área, cruzamento perfeito para Elano que só precisou empurrar de cabeça para as redes, Santos 1×0.

Carpegiani demorava para mexer, Marlos irritava a todos em campo, e só depois da metade do segundo tempo é que ele colocou Rivaldo. Na minha opinião, em um jogo decisivo e com um jogador com a qualidade técnica de Rivaldo, não se pode começar o jogo com ele de fora. Ah mas a velocidade era a arma do São Paulo, sim e que jogada veloz o Marlos fez que deu certo? Quem disse que velocidade é só correr com a bola, Rivaldo poderia muito bem dar velocidade às jogadas com seus passes e lançamentos precisos. Sem contar que por muitas vezes faltou finalização para o tricolor do Morumbi, um chute bem dado da entrada da área poderia ter mudado o panorama da partida.

Enfim, quando ele resolveu por Rivaldo em campo o time já perdia o jogo, o meio campo e o ânimo.

Quando dois craques se juntam temos um gol como o segundo tento santista, Léo rouba a bola e toca para Ganso, ele dá um lançamento primoroso para Neymar, ele leva dois jogadores do São Paulo que tentam fazer a falta, ele escapa e não cai, entra na área, Rogério Ceni lhe fecha o ângulo, ele para e espera, rola pra trás com perfeição para quem está entrando, que é nada menos que PH, este com um tapa milimétrico coloca ela entre o zagueiro e o goleiro e decreta o resultado final da partida, Santos 2×0.

O São Paulo, mesmo completamente desanimado não desistiu, Rivaldo colocou a bola na cabeça de Fernandão que cabeceou para fora, e Bruno Aguiar salvou um chute que já havia passado pelo goleiro. Não deu. A tarde era santista.

Se um craque já faz a diferença, imaginem dois e com mais um no banco. É, meninos eu vi, Ganso, Neymar e Muricy juntos, essa história meu filho irá ouvir; várias vezes.

Como é bom amar o futebol

Quem ama o futebol como eu entenderá o motivo desse post. Moro em São Paulo há pouco mais de um ano e não torço para nenhum time daqui. Como diria o “poeta”, isso é uma faca de dois “legumes” mas o melhor de tudo isso é que eu vou a jogos de qualquer um dos times daqui sem me preocupar com o resultado, apenas para ter o prazer de ver um jogo no estádio.

O cheiro do gramado, a cor da grama, o concreto, como é bom ver um jogo de dentro do gramado, que satisfação que é. Hoje, há exatos 10′ um primo meu, grande sãopaulino me manda a seguinte mensagem via celular: “Comprados”. Parece pouco não? Pois não é, com essa simples palavra eu acabei de ter a certeza que sábado estarei presente no Morumbi e verei ao vivo Ganso e Neymar (a não ser que o Muricy resolva poupar o time, o que, diga-se de passagem, é o que eu faria se fosse técnico).

E assim, poderei dizer daqui a 20 anos para meus filhos que eu os vi jogar, se o Ganso for para o Milan não saberei se terei outra oportunidade.

Para quem ama o esporte, esses momentos aparentemente bobos são os que mais ficam, não me importa quem irá vencer no sábado, o que vale é que estarei lá.

Demorou mas engrenou

Ele se arrastou, teve muitas rodadas enfadonhas, mas o Campeonato Paulista chega nas semis com dois clássicos e muita expectativa.

Palmeiras e São Paulo estão de olho na Copa do Brasil, Santos então nem se fala o quanto quer a Libertardores, mas não adianta, chega nessa altura do Campeonato ninguém quer ver um rival levantar a taça, e já se sente nas ruas um burburinho gostoso.

Os regulamentos dos Campeonatos Estaduais têm que ser revistos, isso é claro, mas como disse Felipão, agora que todo mundo assinou não tem o que reclamar, é jogar com o regulamento que está aí. E isso o Palmeiras dele tem feito como nenhum outro. O time joga sempre o suficiente, tem a melhor defesa, e na minha opinião é o favorito para ser campeão. É engraçado como cada um dos 4 leva uma vantagem para esses últimos confrontos.

Se o Corinthians tem elenco mais fraco que Santos e São Paulo, é o único com dedicação exclusiva ao Paulista, uma questão a se considerar. Santos tem mais craques e o melhor treinador, porém além de ter uma viagem para o Chile nessa semana, Muricy chegou agora lá, será que dá tempo de ser campeão? São Paulo terminou em primeiro na fase de classificação e é o time em maior ascensão de todos, mas contusões de Lucas, Luis Fabiano, Alex Silva e Rodrigo Souto prejudicariam qualquer time. Para terminar, Palmeiras liderou grande parte do Campeonato, tem a melhor defesa e é um time com a cara de seu técnico, querem mais? Se não é o melhor elenco, é o elenco que se doa ao máximo.

Essa para mim é a fotografia dessa reta final, aposto numa final São Paulo e Palmeiras, e título do Verdão, mas ninguém pode ser apontado como favorito, tamanha a igualdade de forças.

Alguém aponta um favorito?

Ele finalmente soltou a bola…

O time do São Paulo vai se acertando, isso é um fato. Ilsinho mais uma vez fez gol e definitivamente se mostra readaptado ao futebol brasileiro. Como meio campo, que fique claro, Ilsinho na lateral, podemos esquecer.

Mas ontem, o destaque da partida não foi ele. Todos os meios de imprensa exaltam a atuação de Marlos, o talentoso e questionado meio campo sãopaulino.

Até pouco tempo atrás o São Paulo tinha que entrar com pelo menos quatro bolas em campo, uma para Fernandinho, uma para Dagoberto, outra para Marlos, e a útlima para o resto do time. Em poucos meses o cenário mudou, Dagoberto se faz muito mais eficiente e “matador”, Fernandinho pode parar de tentar a vida no futebol americano, pois parou de sair com bola de tudo da linha de fundo, e ele Marlos, também aprendeu a soltar a bola, pelo menos ontem foi assim.

Quinta-feira, após minha peladinha semanal, o assunto Marlos veio à tona, e após ouvir muitas reclamações dos tricolores sentados à mesa dei minha opinião sobre o jogador. Lembrei a todos, que ele é talentoso, e que no Coritiba teve uma grande passagem.

O que eu achava, e ainda acho, é que na cabeça do jogador, ele tinha que entrar naqueles 15′ e detonar, fazer 3 gols, driblar o time adversário inteiro, e não é bem assim. Desta maneira, ele entrava afobado, ansioso, e tudo dava errado; era fominha, perdia bolas, matava contra-ataques.

E ainda comentei, agora, com a contusão de Fernandinho, ele terá uma sequência de jogos, não terá que provar a todo minuto que ele merece uma chance, quem sabe ele não acabe jogando seu melhor futebol? Mais solto, mais eficiente. E foi o que aconteceu. Quando ele parou de querer ser o melhor em campo a todo custo, ele foi.

É cedo para dizer que Marlos será um grande jogador no São Paulo, ou qualquer coisa nesse sentido, mas parece que era claro que o seu péssimo futebol de antes também não condizia com o seu talento.

A verdade é que cada dia que passa o São Paulo “recupera” um jogador, e seu elenco vai se transformando, aos poucos, em um dos melhores e mais completos do país.

Agora até ele, Marlos, soltou a bola…

 

Salvando o M1TO

Lamento dizer, mas fui uma criança noveleira. Então para quem não lembra esse aí era Sassa Mutema, o personagem de Lima Duarte na novela “O Salvador da Pátria”. E esse foi o papel de Ilsinho ontem. Se não salvou a pátria, pelo menos aliviou pros lados de Rogério Ceni.

O jogo se encaminhava tranquilo no primeiro tempo, São Paulo vencendo por 1×0, quando o juiz deu um pênalti em favor do time paulista e expulsou o jogador do Santa Cruz.

Rogério Ceni, no palco do seu centésimo gol partiu para fazer mais um. No entanto, por displicência, soberba, ou incompetência mesmo, o goleiro fez a famosa cavadinha e perdeu mais uma cobrança. Segundo a Revista Placar ele perde 25% dos pênaltis que bate.

Com certeza, o que irritou aos torcedores ontem não foi a perda de um pênalti, mas a forma que ocorreu. Se o jogo estivesse 5×0, vá lá, agora 1×0 como estava, não classificava o time do Morumbi, era preciso mais um tento.

Eu, particularmente, como escrevi aqui, penso o seguinte, bateu forte, bateu sério e o goleiro pegou, tudo bom, faz parte do futebol, agora, bateu com cavadinha, paradinha, reboladinha, enfim, inventou, tem que fazer!

Voltando ao jogo, segundo tempo, como era de se esperar, São Paulo em cima, mas o time pernambucano bem armado não vendia barato a classificação. Foi quando Ilsinho começou a aparecer muito bem pela ala direita. Todas as jogadas começavam por ali, e não tardou em sair um belo gol de seus pés, o gol da classificação.

Mas por incrível que pareça, o Santa não se entregou não, e chegou algumas vezes ao gol sãopaulino. Com certeza, cada chegada do tricolor pernambucano, Rogério devia pensar, “se eu tivesse feito né, estaria tudo mais tranquilo”, mas como bom goleiro que é, não deixou passar nada.

Quando a partida se encaminhava para um final com até certa dramaticidade, pois um gol tirava o São Paulo da Copa do Brasil, Renatinho surtou, só pode ter surtado, pois deu uma voadeira para cima de Ilsinho, o nome do jogo, que obrigou o árbitro da partida a expulsá-lo.

Foi a pá de cal nas esperanças nordestinas. Mais tarde ainda, Lucas pelo São Paulo, e Everton Sena pelo Santa Cruz, conseguiram ser expulsos e a partida terminou com 10 de um lado e 8 do outro.

Dessa classificação, um tanto quanto apertada, o São Paulo tira uma grande coisa, o renascimento de Ilsinho pela ala direita. É claro que ele não tinha desaprendido jogar bola, mas fazia tempo que o jogador não se apresentava de maneira convincente.

A “ressurreição” de Ilsinho resolve dois problemas da equipe. O primeiro, é claro a questão da ala direita do time, tendo agora um jogador da posição, e muito bom. Por consequência, Jean pode voltar para a sua posição de origem, o meio campo e dar muito mais qualidade para a meia cancha tricolor.

Em se confirmando a volta do bom futebol a Ilsinho, o São Paulo melhora ainda mais, e se torna favoritíssimo para a Copa do Brasil, mesmo tendo passado o sufoco que passou.


Dois Toques

Lugar que um doido por esporte, principalmente futebol criou para escrever, ler, debater sobre tudo que seja relacionado ao esporte Bretão.

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