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Momentos de Pura Magia

Sábado amanheceu frio, o sol saiu em alguns momentos, mas foi um dia frio. O vento que soprava em Londres parecia que chegava até São Paulo, alterava o clima na maior cidade da América Latina. As horas passavam e era como se todos fizessem uma grande contagem regressiva para o que estava por vir.

Fui convidado para ir almoçar fora, não fui, quem sabe passear e ver o jogo em algum bar, disse que não, que tal ver no cinema e toda essa nova experiência em 3D, balancei, mas neguei. Eu sabia o que queria, a televisão, um edredon, quem sabe um copo ou outro de Coca-Zero e o principal de tudo, silêncio.

Para muitas pessoas, jogos da seleção, Copa do Mundo, finais de Campeonato, são a senha para juntar os amigos, beber, rir e se amontoar em frente a uma TV com muito menos polegadas que pessoas a sua volta. Para mim não, esse ritual que descrevi acima é fundamental para eu desfrutar esses momentos em sua totalidade. Chato eu né? Pode ser, mas sou assim.

Como puderam ler aqui, meu palpite era que desse Manchester. Mesmo sabendo que o Barcelona era, é, o melhor time de todos os mundos, pensei que Sir Alex Ferguson saberia parar, pelo menos durante algum tempo a equipe catalã, e seu time com sua eficiência assustadora pudesse ser campeão.

Toca o hino da Champions, levanto-me sozinho no meio da sala e me emociono ao ver Abidal entre os titulares (mal eu sabia o que aconteceria dali a duas horas) e todo o momento que antecedeu ao grande espetáculo. Só se dizia que era a final da década, o jogo mais esperado de todos os tempos; não dava para prever como acabaria aquele massacre.

Apita o árbitro e o time inglês com uma volúpia avassaladora parte com tudo para cima, e tem durante 8′ mais posse de bola, mais intensidade e mais chance de gol. Mas foram nem 10 minutos.

Passado esse tempo, pudemos notar que: Giggs só corria atrás de Xavi, nem conseguia acompanhar o pequeno gênio, capitão catalão, nem tinha forças para organizar os Devils quando estes tinham a bola. Era nítida também a incapacidade de Valencia fechar o lado esquerdo do Barça, parando os jogadores só com faltas, algumas até pesadas. E, principalmente, já se via Messi perfeitamente posicionado atrás de Carrick e a frente da melhor zaga do mundo.

Se procurarem nos posts mais antigos, encontrarão um no qual digo que Pedro é o atacante com maior estrela da atualidade, é fato, não há como discutir, só fazer parte do time que ele faz, já é ter muita estrela. E quando Xavi o viu partindo, com a precisão que só ele tem no mundo deixou o número 17 cara a cara com Van der Sar para abrir o placar no palco sagrado de Wembley.

Pouco depois, mesmo parecendo ainda atônitos pelo gol sofrido, Rooney, que era o único que tentava algo daquele lado, e Giggs, fizeram bela tabela e o Shrek empatou a partida com um golaço. Tolo aquele que por algum átimo pensou que a partida se equilibraria, ou que quem sabe pudéssemos ter uma virada sensacional inglesa.

O panorama da partida foi parecido até o final do primeiro tempo, do jeito que podia o Manchester segurou o empate. O time parecia mal escalado, Fletcher aparentava ser opção melhor para o meio campo; parecia nervoso, Valencia continuava distribuindo botinadas; parecia impotente, Chicharito mal tocava na bola.

Fomos para o intervalo e todos pensamos: Que beleza, que jogo né, que momento. Não tínhamos noção do que estava prestes a aparecer diante de nossos probres olhos.

Os times voltaram inalterados para o segundo tempo, e bastou a bola rolar para que a maior aula de futebol dos últimos 20 anos tivesse início. Claro que esse mesmo Barcelona já teve jogos mais fáceis, óbvio que não foi a maior discrepância de times do período; mas era final da Champions League. O mundo inteiro concorda que estavam em campo o melhor e o segundo melhor time da Terra, e alguns acreditavam que o melhor vestisse branco naquela tarde.

Não durou muito, apenas 8 minutos depois do recomeço da partida, Iniesta, muito bem marcado, rola para Messi, o gênio se livra da marcação e bate com uma curva brutal, a bola quase que lambe a perna de Vidic e pega o gigante Van der Sar no contrapé passando livre para estufar as redes. A comemoração do argentino chamou a atenção. Sempre quieto e contido o craque explodiu em alegria com o gol que fizera, seu primeiro em solo inglês.

Dali em diante parecia profissional contra amador, um volume de jogo que deixavam todos aparvalhados, uma variedade de tabelas, dribles e jogadas que pareciam ter sido guardadas para aquele momento. O Manchester estava derrotado. Nocaute técnico, os jogadores do time inglês pareciam torcer para que acabasse logo, não aguentava mais apanhar.

Quem assistia queria mais, não dava para se cansar daquela beleza. Queríamos que o tempo parasse. Se estivesse no estádio acho que sairia e compraria outra entrada, uma para o jogo, outra para a aula de futebol. Não estou exagerando, e não sou o único que digo, o que o Barcelona faz em campo hoje é único! Nunca ninguém atuou dessa forma, tivemos times geniais, mas nunca jogando desse jeito.

Tão genial quanto o gol de Villa após jogada magistral de Messi, que Busquets (o primeiro volante) preparou como pivô e ajeitou para o centroavante com um tapa de rara precisão achar o ângulo do gol defendido pelo holandês.

Na comemoração, Messi, o melhor da galáxia, se ajoelhou e chorou em campo. Conseguem ter noção disso? Ele é milionário, ele pode ter tudo o que ele quer, e sabem o que ele quer? Jogar bola, mais e melhor a cada instante; quando viu o que eles estavam fazendo, ali em Wembley, chorou. Estava atingido o topo, eles alcançaram o Olimpo. E eles queriam mais, e só não tivemos mais gols por detalhes. Gols não era mais necessários, mas aquelas jogadas que sucederam eram ainda mais plásticas, mais bonitas, como a bola de letra que quase se tornou gol.

Como se não bastasse, faltando 3′ para o fim da UCL 2010/2011 o grande capitão da esquadra, Carles Puyol entrou em campo, aquela frota precisava acabar sua jornada com seu líder a sua frente. Mais uma cena linda se viu, Xavi, livre de qualquer vaidade prontamente tirou a braçadeira de capitão e passou a Puyol, que primeiramente rechaçou-a, livre também de qualquer soberba, mas depois aceitou.

Finda a partida todos boquiabertos celebravam a vitória do futebol. Que coisa linda, comparações das mais coerentes às mais absurdas eram feitas e tudo era alegria. Num gesto interessante os campeões se alinharam e parabenizaram o time perdedor. Ferguson, Sir Alex Ferguson, cumprimentou Guardiola e olhando nos seus olhos sem dizer nada falou: Parabéns, venceu o melhor.

Como todo filme épico, os protagonistas guardam o melhor momento para o final. Os jogadores passavam, recebiam suas medalhas, beijavam a taça (principalmente Daniel Alves) e todos esperavam por Puyol, aquele que levantaria o troféu pela terceira vez. Eis que Puyol chega à tribuna, recebe sua medalha mas não está mais com a braçadeira de capitão e não ergue a taça. Atrás dele surge Abidal, o mesmo que há 10 semanas estava na mesa de cirurgia retirando um tumor de seu fígado. Ele que mal sabia se iria sobreviver. Dois meses depois era titular, jogava os 90 minutos da partida final e levantava o troféu do Campeonato de Clubes mais importante do Mundo. Chorei, não tinha como não. Título do Barcelona, vitória da VIDA!

Você está preparado?

Logo mais teremos o melhor jogo da temporada 2010/2011, Barcelona e Manchester United decidirão a UEFA Champions League. Todo mundo sabe disso, não se fala em outra coisa no mundo do futebol. Como se esse jogo já não fosse grande o suficiente, ele será disputado em Wembley, Londres.

Teremos o confronto do melhor futebol jogado no planeta contra o mais eficiente. Barcelona versus Manchester. Melhor meio campo contra melhor defesa.

Em quem você aposta, Messi, Iniesta e Villa ou Vidic, Ferdinand e Van de Sar? Não que o embate Rooney-Piqué será ruim, ou que o meio campo vermelho não seja também brilhante. Mas é inegável que o grande embate será entre o ataque catalão e a defesa britânica.

Teremos tudo para termos um jogão logo mais na Inglaterra, o Barcelona não deve fugir de suas características, vai tocar a bola e procurar o espaço para o gol. Já o Manchester pode optar por uma escalação mais leve e rápida, ou manter o meio campo com Giggs. Do jeito que a equipe inglesa for para campo será um adversário complicado.

Mesmo sendo uma final igual a de 2009, não diria que é uma revanche, nesse nível de futebol não gostaria de diminuir o confonto em uma simples vingança, ou reafirmação blaugraná. É muito maior, muito maior.

É muito diferente um dia como esse para quem ama o esporte. O dia nasce não como qualquer outro, tudo parece nos levar a pensar no jogo. Não torço para nenhum dos dois times, na verdade o único time fora do Brasil que torço é a Fiorentina, mas é óbvio que uma partida como essa mexe com a gente.

Perguntaram-me várias vezes nessa semana o que eu achava que ia dar, o que eu pensava sobre o jogo. Palpite é sempre complicado de dar, e por isso sempre comecei dizendo: “Ganhe quem ganhar, o Barcelona é o melhor time do mundo”. Temos que antes de mais nada deixar isso muito claro. Mas acho que dará Manchester. Penso que o momento dos Red Devils é supremo e como dito, ele é muito eficiente.

O mais legal para o jogo seria um gol inglês no começo, seria muito divertido vermos essa equipe espanhola precisando fazer gol, precisando buscar um jogo. Imaginem eles tendo que passar por Vidic e Ferdinand.

Durante a semana acho que pensamos de tudo relacionado com a peleja, palpites, quem fará os gols, eu fiz também um time juntando o melhor dos dois:

Van der Sar; Daniel Alves, Ferdinand, Vidic e Evra; Xavi, Iniesta, Giggs e Messi; Villa e Rooney.

Que é isso né, seleção do mundo. Mas é isso meus amigos, nessas horas não tem muito o que falar, vamos desfrutar esse momento mágico. Barcelona preparado, Manchester pronto. E você, está preparado?

 

E precisava? Capítulo Final

Como tudo que é bom, a minissérie em 4 capítulos estrelada por Barcelona e Real Madrid teve seu último episódio ontem. E para falar a verdade não chegou a surpreender tanto assim.

Vamos lá, primeiro aos corneteiros ufanistas de plantão faço uma pergunta, e Kaká? Pois é, o mais provável aconteceu, Kaká não está preparado ainda, fisicamente, para um jogo como o de ontem. Ele foi facilmente marcado e figura inexistente no time merengue.

A partida começou com um Real partindo para cima com tudo, tentando sufocar o Barça em seu campo, e que por 7′ surtiu efeito. Depois desse período, o que Mourinho, eu e qualquer um que tivesse visto pelo menos uma vez esse time catalão jogar, esperava, aconteceu, o Barça massacrou o Real nos contra-ataques, no tiki taka, no toco e me voy, deu um baile de tudo que era jeito.

Sorte do Real que eles têm hoje um dos 3 melhores goleiros do mundo, e Iker Casillas evitou que o jogo virasse uma goleada ainda no primeiro tempo.

Quando os times foram para o intervalo, Special One no hotel deve ter pensado, “eu não falei? Como vocês querem que eu parta para cima deles, é suicídio”. Mas como o que não tem remédio, remediado está, o segundo tempo começou como o primeiro, com os merengues indo com tudo.

E com um minuto de partida o que não podia ocorrer, aconteceu.  Para o bem do futebol mundial, seu Frank de Bleeckere não tinha o direito de macular a classificação Catalã. Em um lance completamente normal, ele marcou uma falta inexistente de Cristiano Ronaldo em cima de Mascherano e a jogada que culminou com um gol de Higuaín foi anulada. Que erro, mudaria todo o panorama da partida. A missão impossível passaria a ser só quase impossível, e um gol mais levaria o jogo para os pênaltis.

Na verdade, a arbitragem no geral foi fraca, sendo esse, obviamente, o erro mais grave de todos.

Não há como negar que houve um certo abalo no time madrilenho após esse lance, e contra o melhor time do mundo qualquer momento de incerteza é fatal. E ele, sempre ele, o cara que decide as coisas, Andres Iniesta, colocou Pedro (o atacante com mais estrela do mundo)  na cara do gol; Barcelona 1×0.

Faltavam três, mas o Madrid foi para o ataque, dominou o jogo e em um erro de saída de bola e em boa jogada de Di María, Marcelo empatou a peleja e colocou um foguinho no confronto.

O fato é o seguinte, o segundo tempo foi mais do Real que do Barça, mas para mim, o Barcelona que arrefeceu, não o Madrid que o sufocou. É questão de visão de jogo, Messi mal tocou na bola, assim como Dani Alves e as outras opções de ataque catalão.

Talvez até porque não precisassem, e o melhor time do mundo está na final do melhor Campeonato de futebol do Mundo. Wembley que os aguarde, eles vão para serem campeões.

Agora aquelas considerações pós jogo:

1. O Barcelona é o melhor time do mundo.

2. O Barcelona foi ajudado pela arbitragem nos dois jogos.

3. O Barcelona passaria mesmo sem ajuda da arbitragem? Não sei, é provável.

4. A história se repetiu depois de apenas dois anos, em uma semifinal, com a arbitragem a seu favor, mas jogando mais que o adversário, o Barça passa e com a participação decisiva do craque Andres Iniesta.

5. Semifinal da UCL 08/09, Copa do Mundo de 2010, semifinal UCL 10/11, apertou, deixa que ele resolve.

6. No final das contas foram dois empates e uma vitória para cada lado, está certo que o Real ganhou o título menos importante, mas contra esse time do Barcelona é um saldo bem positivo para Madrid.

7. O ponto alto do jogo, meus amigos, não foi o passe de Iniesta, não foram as defesas de Casillas, mais do que o Barcelona, ontem venceu a vida! Eric Abidal, lateral esquerdo do time Catalão e da seleção Francesa, apenas 42 dias após sofrer uma cirurgia para retirada de um tumor no fígado entrou em campo. Jogou pouco mais de 5′ mas emocionou a todos que assistiam a partida. E depois do jogo ele mesmo disse “Hoje foi o dia mais importante da minha vida”. Não há o que acrescentar.

Hoje temos o jogo que define o outro finalista, provavelmente Manchester United, e adianto para vocês, teremos uma final sem favoritos, mesmo o Barcelona sendo mais time, enfrentar os devils em jogo único, não será nem um pouquinho fácil.

E agora, José?

É hoje o dia do Capítulo final da novela espanhola. Barcelona e Real Madrid se enfrentam pela 4ª vez em apenas 18 dias. O mundo inteiro criticou Mourinho pelo modo como ele enfrentou o Barça nas três vezes anteriores, e agora precisando ganhar, e muito bem, no Camp Nou, não lhe restam muitas alternativas a não ser atacar.

Não estou no time daqueles que se revoltaram com o futebol apresentado pelo Madrid, não sei se faria diferente, mas realmente o jogo de hoje tem tudo para ser o mais movimentado. No Brasil, com certeza a maior crítica ao Special One foi não colocar Kaká em campo, hoje parece que ele será titular. É uma aposta, veremos até que ponto ela surtirá efeito.

Mesmo que ele não comece jogando, é provável que o jogador brasileiro entre em campo em Barcelona, e quem sabe ele não ajuda o Real a fazer o que todos acham impossível.

Particularmente, não acho impossível, como disse semana passada, o time de Madri tem jogadores capazes de decidir, mas o problema não será nem fazer 2 ou mais gols, quem é que segurará Messi & Cia?

Promessa de jogão hoje na Catalunha, acho que será difícil, mas que o Barça passa, não consigo imaginar uma goleada merengue.

A noite voltamos a conversar sobre o embate, até lá.

O Mundo parou para ver o jogo que Pepe acabou

Antes de mais nada, não, eu não expulsaria o Pepe! Mas voltemos ao início, ou até um pouquinho antes.

O mundo parou para ver o jogo ontem, no México empresas instalaram telões, no Brasil todo mundo fingiu que trabalhava enquanto via o jogo pela internet e nem queiramos imaginar como estava a Espanha quando os times entraram em campo.

Quando as câmeras mostraram uma faixa da torcida madrilenha que dizia “Vivemos por ti/ Vença por nós!” (tradução livre) confesso que arrepiei. Ao som do hino da Champions mesmo me segurei para não me emocionar, aí já seria demais.

Como eu já havia adiantado, o Real Madrid entrou para não levar gols, Mourinho sabia que se sofresse um gol em casa a história seria quase impossível de ser mudada. Assim sendo, assustava mas não supreendia a posse de bola de quase 80% para o Barcelona.

O fato é que o primeiro tempo foi violento, truncado e sem fortes emoções, um chute aqui outro ali, mas nada que causasse calafrios a ninguém. Indo para o intervalo uma confusão culminou com a expulsão do goleiro reserva do Barça, Pinto.

Na volta para o segundo tempo, o treinador madridista sacou Özil e colocou Adebayor, mostrando claramente que queria mais profundidade, queria permanecer mais no campo do adversário. E deu certo, na minha opinião, o Madrid voltou melhor para a segunda etapa, marcando no campo de ataque, pressionando o Barça e parecendo que poderia fazer o resultado em casa.

Porém, aos 13′ Pepe, que vinha fazendo uma partida brilhante, marcando muito bem Messi, fez uma jogada imprudente, e após pressão de todos os jogadores do Barcelona, o fraco juiz alemão o expulsou. Para que não restem dúvidas, eu não expulsaria, acho que ele foi no grito, mas não acho que ele tenha cometido um erro. O lance era interpretativo, cabia a expulsão, como cabia o amarelo, ele optou por excluir o jogador de campo.

Como consequência da exclusão, Mourinho se inquietou, sentiu que não daria mais para segurar o time catalão e reclamou muito, não havia outra coisa a acontecer que não sua expulsão também.

Kaká que se preparava para entrar acabou não tendo a oportunidade de jogar, Mourinho, acertadamente, não tirou mais nenhum volante para por o brasileiro, e com um a menos não arriscou colocar um jogador com pouco poder de marcação e vindo de contusão para segurar o ímpeto bleugrená.

O maior mérito de Mourinho ao montar seus times contra o Barcelona é que ele consegue deixar Messi longe da área, foi assim com a Inter e estava sendo assim ontem até Pepe sair. Sem um jogador para empurrá-lo para longe o craque argentino foi se aproximando do gol merengue, e em uma jogada que começou com ele, contou com um escorregão de Marcelo e uma bela jogada de Affelay, o Barça, com o próprio Messi abriu o placar.

Nessa hora os chatos de plantão, muitos deles jornalistas ou comentaristas, começaram a reivindicar Kaká e criticar Mourinho por mantê-lo no banco. Não tenho paciência para isso. Kaká é bom, indiscutível, Kaká vem bem? Não sabemos, nem seu técnico pode saber. Além de estar voltando de contusão, esqueceram que ele não treinou pois estava no Brasil com sua filha recém nascida? Mourinho iria colocá-lo, mas não dá para arriscar com um a menos. Total despropósito, e pior, pitis ridículos desses torcedores ufanistas, como se Kaká estivesse na melhor fase de sua carreira. Fez um ou dois jogos bons desde a volta, é pouco, ontem não era um jogo qualquer.

Bom, voltemos ao jogo, até porque a melhor parte está por vir. Aos 41′ do segundo tempo, a bola chega a Busquets na intermediária do Real e ele só para a criança, nesse instante Messi vem correndo, pega a bola e parte; o resto é história. Barcelona 2×0, fim de papo, e eu me rendo ao talento do argentino, Messi sobra no mundo, Messi decidiu, como eu não acreditava que fosse fazer. Messi foi gênio. Messi foi Messi.

Dali para o fim do jogo nada mais aconteceu, todos inebriados pelo que o craque tinha feito apenas viram o tempo passar.

Considerações se fazem necessárias, como todo super clássico, então vamos a elas:

1. Tivemos um jogo até a expulsão e outro depois.

2. Até a expulsão, gostem ou não da estratégia escolhida, ambos os treinadores estavam satisfeitos com o que acontecia, como eu também já havia dito, o Barça ia atrás do seu golzinho e o Real esperava o momento do bote.

3. Eu teria colocado Benzema não Adebayor, e sim, teria colocado Kaká, antes da expulsão de Pepe, depois não tinha como.

4. Apesar de não acreditar numa virada merengue, o Barcelona não está tão garantido na final como o Manchester, um chute de Cristiano Ronaldo com 5′ de jogo coloca o Real na briga. Como eu disse, não acredito, acho improbabilíssimo, mas não impossível.

5. Barcelona tem mais time, Madrid mais elenco, mas só um dos dois tem Messi.

6. Cristiano Ronaldo não jogou mal, foi muito bem no primeiro tempo, mas ão é Messi.

7. Vocês viram o número de passes completados e acertados de Xavi? Verão no próximo post.

8. Achei invenção de moda do Pep Guardiola colocar Mascherano na zaga e Puyol na lateral, bom por isso que ele é o técnico e eu estou aqui.

9. O Barcelona é o melhor time do mundo, mas chegando a final enfrentará um timaço que é o Manchester, não temos uma final antecipada não, quem passar, ou seja o Barcelona, terá que suar muito para trazer a Copa para a Espanha.

O post ficou longo, escrevi bastante, mas para o jogo que foi podem ter certeza que foi pouco, muito ficou por dizer, mas teremos o último capítulo semana que vem, então fechamos essa novela.

Metade de Wembley já pode se pintar de Vermelho

Não é sempre, mas dessa vez o que este blogueiro previa se viu em campo. O Schalke se jogou ao ataque no início do jogo pois sabia que sua única chance era uma boa vitória em casa sobre o Manchester. Porém após 20 minutos já se pode ver a superioridade britânica.

Como eu sempre digo, esse time do Manchester United é, assustadoramente, eficiente. É uma máquina extremamente “azeitada” e o primeiro tempo não terminou 3×0 porque o goleiro Neuer fez meia dúzia de milagres. Também não tem muito como descrever não, assistam às defesas que vocês entenderão o que eu quero dizer com milagres.

Veio o segundo tempo e a história não mudou, o United sentiu que podia, e que devia ganhar o jogo em Gelsenkirchen e foi o que aconteceu. Rooney, o homem do jogo, deu uma assistência primorosa e o eterno Ryan Giggs (Meu Deus como joga), deu um tapa na saída do excelente goleiro alemão e abriu o placar. Apenas dois minutos depois, Chicharito Hernández que havia perdido alguns gols deu um passe certeiro e Rooney desta vez servido, fez um belo gol e deu números finais à partida.

Agora o confronto segue para o Teatro dos Sonhos, Old Trafford, e cá entre nós, pode pintar um dos vestiários de vermelho, para mim essa contenda já acabou.

Clássico Intergaláctico parte 3

Em aproximadamente uma hora teremos o primeiro embate das semi-finais da UEFA Champions League entre Real Madrid e Barcelona. Será o terceiro confronto quase em sequência das equipes. O primeiro valendo pela Liga acabou empatado, e o segundo, a final da Copa do Rey teve vitória do Real Madrid por um a zero.

Todo jogo entre essas equipes é um campeonato em separado, mas também sabemos que esses dois últimos jogos são os que mais “valem”, pois decidem uma vaga na final da Champions. E apesar de termos os maiores craques do futebol mundial em campo, os dois personagens mais comentados nas vésperas da partida são os dois da foto.

Mourinho foi assistente técnico do Barça no final da década de 90 enquanto Guardiola ainda jogava na equipe catalã, e como se pode ver eram bons amigos. Digo eram porque o clima esquentou entre ambos nos últimos dias, e houve troca de farpas de tudo quanto era lado.

Pep não deveria ter entrado na pilha de Mourinho, “the Special One” adora provocar, sabe mexer com os nervos dos adversários sem alterar os seus, e creio que Guardiola começa a perder ao responder Mourinho.

Falando do jogo em si, a ausência mais sentida será, sem dúvida nenhuma, a de Iniesta, melhor jogador do mundo na atualidade para esse humilde blogueiro. O jogador está machucado e desfalca o Barça.

Todos os olhos do mundo do futebol se viram para o Santiago Bernabéu, e a certeza de um jogaço faz até os mais tranquilos se alvoroçarem nas cadeiras. Se de um lado já temos um finalista, como veremos no próximo post, não acredito que alguém saia do Bernabéu hoje com a classificação encaminhada.

Para mim enquanto o Real jogará para ganhar e, principalmente, não tomar gol, o Barça joga para “meter” pelo menos unzinho e levar a decisão para os seus domínios.

Meu palpite é um 2×1 ou 2×0 para o Real, e acho que os coadjuvantes podem decidir, as estrelas de ambos os times, seguramente, estarão muito bem marcadas.

Chega de conversa agora, é ligar o rádio, a TV, enfim se preparar para a contenda do ano.


Dois Toques

Lugar que um doido por esporte, principalmente futebol criou para escrever, ler, debater sobre tudo que seja relacionado ao esporte Bretão.

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