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Final?

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Avisei, não faz muito tempo eu avisei, que essa coisa de colocar Flamengo e Corinthians como únicos disputando o título era besteira. O Timão está na luta, se ganhar hoje retoma a liderança e pode chegar lá, mas no Flamengo não creio mais. Quem chegou, e parece que é para ficar foram Vasco e São Paulo.

Na virada do turno eu já falava, e continuo achando a mesma coisa, o título ficará entre São Paulo, Vasco e Corinthians, nessa ordem de probabilidade. Tem gente que gosta de colocar Fluminense, Botafogo e até o Santos na briga, mas cá entre nós, para mim ficará entre os três.

Falta muito, é verdade, mas a verdade é que no meio de tanta irregularidade, quem mantém um certo equilíbrio está brigando.

E hoje, minha gente? Questionei amigos corinthianos, vascaínos, na verdade perguntei para todo mundo que gosta de futebol, “domingo será a final do Brasileirão?”

A verdade é que as respostas foram bem divididas. Por incrível que pareça, os torcedores do Timão, apesar de todos confiarem na vitória hoje, não acham que o Corinthians ganhando hoje será campeão. Confesso que essa falta de confiança me surpreendeu, pois eu acho que é justamente o que falta para esse time decolar e levar a taça para o Parque São Jorge.

Os vascaínos, mesmo tentando disfarçar, estão muito empolgados com as apresentações do Gigante da Colina, e apesar de não usarem o termo final, ou campeão, acreditam que uma vitória hoje pode abrir o caminho definitivamente para o penta.

Durante a semana, jogadores dos dois times tiveram que lidar também com essa pergunta, e todos foram “políticos”, ninguém diz que é uma final.

Serei direto. Para mim se o Vasco ganha, fica difícil de tirar o caneco da Colina Histórica. Uma vitória hoje faz o time abrir 5 pontos do Timão, e com certeza dará ainda mais moral para a equipe se manter na liderança. Ou seja, em caso de vitória vascaína, não seria uma final antecipada, mas quase isso.

O empate, resultado mais provável, na minha opinião, como mesmo diz deixará tudo igual. Manterá os dois na briga, e para o Corinthians trará um efeito psicológico bom, pois não teria deixado o Vasco disparar.

Vitória do Timão, mesmo não deixando com 5 pontos de vantagem, mas dando-lhe a liderança, terá, para mim o mesmo peso que uma vitória vascaína. Até porque, o Vasco depois desse jogo terá duas batalhas fora de casa, São Paulo não terá jogos fáceis, e o Timão com toda a moral do mundo e tendo dois jogos seguidos em casa, deve fazer valer a liderança.

Eu que critiquei quem apontou Flamengo e Corinthians como únicos com chance de título, posso estar cometendo o mesmo erro, porém com 11 rodadas para o fim, as coisas aparentam estar mais delineadas.

No frigir dos ovos, final ou não, devemos ter um jogaço, com todos os ingredientes de uma final. Torcida lotando o estádio, times com sede de vitória e jogadores que fazem a diferença dos dois lados.

Meu palpite é o empate, mas não um 0x0 chato como foi o Majestoso, acho que um 2×2 bem brigado, bem disputado.

Agora com licença que preciso me preparar para a final…

Monstruoso

O time do Santos é bom, muito bom, mas ontem não foi páreo para o bem montado Vasco da Gama. Há quem pensasse que seria um jogo desmotivado por ambos já estarem na Libertadores do ano que vem e o Santos, ainda por cima, terá o Mundial no final do ano.

Mas não, foi um belo jogo de futebol, o melhor que a chuva e a iluminação permitiram. Disseram que faltava luz em todo entorno do estádio, mas por que só metade dos refletores apagaram? Engana que eu gosto…

Falemos do jogo. A equipe cruz-maltina fez meia hora de dar gosto. Do apito inicial até o apação aos 29′ do primeiro tempo, parecia que o Vasco era “o” time e não seu adversário. O Santos também teve suas chances na primeira etapa, mas sem dúvida o domínio foi vascaíno.

O segundo tempo nos trouxe um time tentando meio que atabalhoadamente voltar ao jogo e um time, eu diria que estranhamente, tendo tranquilidade para segurar o jogo e não correr riscos, chegando com surpreendente calma a mais uma vitória.

Dito isto, há algumas coisas que tenho que destacar:

Quem pagou ingresso, ou como eu sentou na frente da TV, para ver show do camisa 10 e gol de craque da seleção não se decepcionou. Mas Ganso foi um desastre e Neymar não marcou, quem fez esses papéis foram Diego Souza e Dedé.

Primeiro falemos dele; o muito irregular Diego Souza jogou demais. Fez um primeiro tempo exuberante, além do golaço, que dispensa apresentações, passou como quis, quando quis pela defesa santista, e desde o primeiro minuto mostrou que a noite era dele.

Nos últimos 4 jogos, Diego fez 3 digno de seleção. Não preciso desenhar né, não estou dizendo que ela deva ser convocado, só que ele jogou contra Atlético-MG, São Paulo e Santos mais que nossos meias tem jogado na seleção. Fato.

Até quando? Não sabemos, que o vascaíno aproveite o momento do seu camisa 10. Muita gente diz que a “sombra” Bernardo é que tem feito ele se esforçar e jogar melhor. Não sei, confesso que não sei.

Porém o ponto alto da noite, aliás o ponto alto desse time do Vasco é sem dúvidas nenhuma Dedé.

Impressionante como esse jovem zagueiro tem tido facilidade para enfrentar os maiores desafios. Como na foto acima, divulgada por um dos patrocinadores do clube, Lucas, Neymar, D’ale, pode ser quem vier ele não se intimida, marca com muita competência. E sem fazer faltas, uma por jogo, o que para zagueiro não é nada.

Além disso tem dois gols no Brasileirão, nada mal para um jogador de 22 anos e que foi convocado para o amistoso contra a Alemanha.

Poderia ficar aqui falando muito mais sobre esse jogador, quem viu o jogo ontem pode confirmar o que eu estou falando, mas deixo só um recado:

Quando falei que ele deveria ser convocado as cornetas soaram forte, e agora? Concordam comigo?

A Vitória na Derrota*

* Texto originalmente publicado no sítio http://www.emcimadalinha.com.br

Obrigado! É tudo que penso ao lembrar da noite de ontem. Sim da minha ida ao Pacaembu para ver mais uma derrota vascaína (não que o Vasco perca muito, mas comigo no estádio esse resultado tem se repetido).

Você que está me lendo já foi ou é uma criança, um adolescente. Você já teve ídolos, no futebol, na vida, na música, aquele cara ou aquela mulher que fazia algo que o inebriava.

Na verdade todos tivemos muitos, e teremos sempre, mas com menor intensidade que nos nossos tenros anos. Quando a maior preocupação é a prova de matemática e o maior desafio, beijar aquela garota. Está certo vai, beijar aquela garota ainda é o maior desafio, mas isso fica para outra ocasião.

Eu tive muitos, e no esporte, no futebol um dos maiores foi Juninho Pernambucano. No começo só Juninho; para sempre nosso Reizinho!

Juninho que em 97 foi coadjuvante de Edmundo, que em 98 foi um dos maiores jogadores daquela Libertadores, Juninho que em 2000 quando o Vasco virou aquele jogo contra o Palmeiras e sagrou-se Campeão da Copa Mercosul fez uma das comemorações mais emocionantes que já vi.

Bateu contra o peito, virou-se à torcida como quem diz “podemos perder, mas vamos morrer lutando” E ganhamos…

Juninho se foi e disse que com aquelas pessoas, leia-se Eurico Miranda, ele não voltava ao Vasco, e diferente que é, cumpriu o que disse.

Em 2006 ele prometeu, talvez de brincadeira a dois torcedores que voltaria, e muito diferente que é, cumpriu o que disse.

Quantas janelas de transferências se passaram, promessas de dirigentes e nada…a ida para o Catar foi um golpe duro. Vê-lo indo para tão longe deu a sensação de que ele nunca mais voltaria.

Eurico foi embora, o tempo passou, nós crescemos, Juninho se consagrou. Nós torcedores, fãs, órfãos de Juninho e de seu amor sabíamos que ele voltaria. No fundo tínhamos a certeza de que ele conhecia o caminho de volta.

O dia chegou, Juninho voltou…Desde o momento que ele disse que viria o coração do vascaíno parou. Era muito bom para ser verdade. O Vasco tem disso, Ademir de Menezes, Roberto Dinamite, Edmundo, Romário e Juninho, seus 5 maiores craques foram mas voltaram. É, a casa deve ser mesmo muito boa.

Dia 6/7/2011, o dia da reestreia, o dia de celebrar a volta da monarquia à Colina. Sim, temos um Rei, um Reizinho, na acepção mais carinhosa da palavra. E ele voltou ao seu reino, seus súditos já não podiam mais esperar.

A tarefa era difícil, o líder em sua casa; mas o que isso importa? Nada é demais para um Rei. Confesso que fui só para vê-lo jogar, queria poder dizer aos meus filhos que um dia virão, que tinha visto Juninho jogar.

Ver um gol seu então, e de falta, não, eu não merecia tanto. Lembro como se fosse hoje aquele 22 de Julho de 1998, o jogo praticamente perdido, a gente querendo pelo menos segurar a derrota mínima até os pênaltis quando veio aquela cobrança perfeita.

Mas isso é memória, fomos ao jogo, não me importei de ir na cadeira laranja, no meio do bando de loucos, até porque louco eu também sou, uma loucura diferente é verdade.

Noite fria, o Vasco sobe em campo com camisas pretas e calções brancos com ele na frente. Ricardo Gomes tinha dito que Fernando Prass seria o capitão, mas no fundo a gente já sabia que esse lugar já tinha dono.

Começa o jogo e ele termina com apenas dois minutos. O jogo não foi no Engenhão, não acabou a luz. Não caiu o alambrado, nada disso aconteceu, mas para mim o jogo acabou, minha missão estava cumprida!

Diego Souza sofre falta na intermediária eu viro para o lado e falo, “olha lá, presta atenção”. Não, eu não sou vidente, nem achava que a bola pudesse entrar. Ah mas eu queria, como eu queria que aquela bola entrasse.

O Reizinho partiu para a bola, bateu com a precisão de sempre, ela quicou, passou por Júlio César e estufou a rede corinthiana.

Gol! Gol do Juninho! Gol de falta do Juninho!

Nada de comemoração, estava no meio da torcida adversária. Me contive e comemorei em pensamento, não; comemorei em sonho.

Pois é naquele momento realizei um sonho. O Corinthians virou a partida, o Vasco quase empatou no final, enfim, um grande jogo entre líder e campeão da Copa do Brasil, mas eu não queria mais nada, eu nem precisava acordar daquele sonho.

Eu só queria chegar em casa por a cabeça no travesseiro e lembrar, eu vi um gol de falta de Juninho ao vivo, eu vi um gol de falta do Juninho ao vivo.

E foi o que aconteceu, demorei a dormir, quando o sono vinha, trazia a lembrança daquela bola passando pelo goleiro e entrando. Não é comum, é até muito raro, mas ontem eu senti uma vitória na derrota.

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Final com cara de Final

Ficou tudo para semana que vem. Vasco e Coritiba fizeram um bom jogo ontem em São Januário, mas o resultado deixou a decisão para o Couto Pereira.

Não havia resultado que pudesse deixar mais indefinida a situação. Vitória mais elástica para o time da Colina facilitaria muito seu título e se não vencesse, a taça penderia sensivelmente para o time paranaense.

O Vasco sem levar gol em casa e com a vitória magra, deixou o campo satisfeito. Poderia ter feito mais, porém diante das circunstâncias e com o retrospecto excelente fora de casa, não há do que reclamar.

Já o Coxa, que fez uma bela partida, só tomou um gol e sabe que em seus domínios tem totais condições de sagrar-se campeão da Copa do Brasil. Lamenta muito a suspensão de Anderson Aquino, mas a boa atuação de Geraldo ontem consola sua torcida.

Lembra da final da Champions League sábado? Pois é esqueça, não tivemos nada parecido. Não estou falando da qualidade do time do Barcelona, obviamente, digo que diferentemente de lá, a final aqui teve aquele jeito truncado, lutado que normalmente se vê em decisões por essas bandas.

O time do Vasco errou muitos passes no primeiro tempo e se não tivesse uma zaga muito bem postada e um zagueiro, que repito, merece uma convocação para a seleção brasileira, poderia ter ido para o intervalo perdendo.

Verdade que o lance mais perigoso foi vascaíno, Diego Souza primeiro perdeu ângulo e depois Edson Bastos fez boa defesa.

Na volta o Vasco parecia mais calmo, mais consciente do que precisava para vencer e numa jogada bem tramada pelo seu meio campo, Allan cruzou e Alecsandro, filho de Lela (foto), fez o gol de cabeça que definiu o placar da partida.

Após os 25′ do segundo tempo Felipe que fazia boa partida pregou e o Vasco perdeu o meio de campo. Novamente parando na boa defesa vascaína, o Coxa foi incapaz de empatar o jogo e assim precisa fazer mais em casa se pretende ser campeão.

Considerações do blogueiro:

O Vasco tem mais time e vive melhor fase, se o título for para São Januário isso ficará ainda mais claro. Lembrando que o time cruzmaltino está invicto há 20 jogos.

O Coritiba foi o melhor time do semestre, não podemos esquecer do seu recorde de vitórias e a vitória coroaria essa brilhante campanha.

Sobre o jogo de ontem, mesmo achando que Ricardo Gomes vem fazendo um belíssimo trabalho, discordei dele na escalação.

Por mais que Bernardo esteja jogando bem, ele não sabe fazer a função de Eder Luis e há quem saiba no elenco. Leandro deveria ter sido titular, o Vasco sem contra-ataque perde muito, ontem fez falta.

Falando em fazer falta e Eder Luis, ontem ficou evidente sua necessidade no esquema vascaíno, a partida brilhante, magistral que vimos o time carioca fazer em Santa Catarina se deveu muito à participação do atacante.

Ainda sobre o Vasco, não me parece que torcida e clube entenderam que podem ser campeões, gente que estava no estádio ontem falou que a galera não ajudou o quanto podia. E o time começou muito nervoso a partida, errando passes que não são comuns de se errar.

Esse é o problema quando um time grande fica tanto tempo sem títulos de maior expressão.

Do lado alvi-verde não se viu tanto nervosismo, se viu um time bem armado, bem montado mas que não tem um homem que defina. Falta ao Coritiba um craque, aquele que pega a bola e mostra como se faz.

Dessa forma, num jogo nervoso como uma decisão o time fica sem poderio ofensivo, sem opção. Muitos ataques mas poucas chances reais de gol.

É provável que com o empurrão da torcida e a necessidade de fazer o resultado o time seja mais perigoso, mas ontem ficou nítida essa ausência.

Agora, ontem passou e amanhã ainda não chegou, nos resta esperar até semana que vem para saber quem será Campeão da Copa do Brasil pela primeira vez, o Clube de Regatas Vasco da Gama ou o Coritiba Foot Ball Club.

Bom resultado, mas poderia ter sido melhor

Vamos à Copa do Brasil. Ontem em Curitiba, o Vasco enfrentava o Atlético-PR e, principalmente testava sua capacidade de se reerguer após a perda do título da Taça Rio para o Flamengo.

Passou no teste. O empate em 2×2, além de ser um resultado muito bom e permitir o time da Colina empatar em casa por 0x0 ou 1×1 para se classificar, mostrou que o time não sentiu a derrota nos pênaltis no domingo e fez, provavelmente, sua melhor partida na temporada.

Diego Souza ao menos fez seu melhor jogo com a camisa cruzmaltina, dando assistência para o primeiro gol e acertando um senhor chute no segundo gol vascaíno; um golaço!

Pelo que apresentou ontem, o Vasco poderia, e deveria ter saído com um resultado melhor, mas a arbitragem confusa e dois vacilos da zaga impediram que isso acontecesse. O número de gols perdidos por Eder Luiz também deve constar nessa conta, está jogando bem, mas perde gol na mesma proporção.

Para finalizar sobra o time carioca, na minha opinião, um time que tem Felipe e Diego Souza no meio não pode forçar tanto a jogada na ponta com Eder Luiz. Por mais que as jogadas têm dado certo, que ele esteja em boa fase, os gols saem quando a bola é bem trabalhada no meio. E ressalte-se, Felipe tem jogado desmarcado, com o espaço que precisa para fazer a diferença. Precisa forçar mais a bola nele.

O Atlético-PR depende muito da bola parada e principalmente de Paulo Baier. No primeiro tempo só com ele de meia, e com 3 volantes o time paranaense foi inoperante no ataque e não tão preciso na marcação.

Na segunda etapa, com a entrada de Branquinho o time melhorou muito e conseguiu buscar o empate por duas vezes.

E para variar a arbitragem foi confusa. Primeiro o árbitro deu um cartão amarelo para Alecsandro, que o suspende para o jogo de volta, por ele ter feito careta para a torcida do Atlético.

Não bastasse a bobagem sem tamanho, o “juízão” demonstrou ignorância futebolística absurda. A comemoração do jogador vascaíno simplesmente era uma homenagem ao seu pai, o ex-jogador Lela que foi durante anos atacante do Coritiba e comemorava gol dessa maneira. E nunca recebeu cartão por isso.

Depois em uma falta em cima de Paulo Baier na entrada da área vascaína o árbitro deu três cartões amarelos. Mas a jogada tinha que ter sido parada antes pois o zagueiro vascaíno tinha sofrido falta.

Tudo bem, não é tão grave, mas ele é tão confuso que a transmissão da ESPN achava que ele tinha dado 2 cartões para Felipe sem dar-lhe o cartão vermelho, inclusive indo perguntar para o quarto árbitro que também não sabia o que se passava.

Para finalizar, o pênalti que originou o empate rubronegro aos 43′ do segundo tempo, se deu em lance bem duvidoso, pois Branquinho, (que entrou no segundo tempo e deu outra movimentação à equipe, melhorando-a muito) se jogou antes do suposto toque de Ramon.

Confusões de lado, foi um jogo muito bom em Curitiba, o Atlético é um time perigoso, aguerrido e vai para o Rio atrás da classificação. E um time que tem a bola parada que ele tem, é sempre uma equipe perigosa.

Por outro lado o Vasco parece cada vez mais encontrar um padrão de jogo, e é favorito para chegar à semi.

Venceu, sem dúvidas, mas… Convenceu?

Vocês viram o UFC 129 sábado? Demais né, achei um dos melhores que vi. Mas não é dele que falo, apesar de que assim como Georges Saint Pierre é no octógono, o Flamengo no Rio de Janeiro, praticamente imbatível.

Tentarei desenvolver aqui um raciocínio cronológico, ou ao menos lógico, mas acho que será difícil. Primeiro, respondendo a pergunta, o Flamengo convenceu? Sim, a mim convenceu, jogou o suficiente, como GSP, não foi brilhante, foi eficiente, entrou para disputar um campeonato e sabia o que tinha que fazer, foi lá e fez. Só nos resta aplaudir, e se você for flamenguista comemorar.

Falemos do jogo. Muito disputado, aberto o tempo inteiro, a qualquer momento um dos dois times poderia fazer um gol e sagrar-se campeão da Taça Rio. Isso foi do início ao fim. O Flamengo foi em alguns momentos mais perigoso, mais contundente, e na maior parte do tempo o Vasco teve mais volume de jogo, foi aparentemente melhor, mas sem saber levar perigo necessário ao gol defendido por Felipe. Podemos dizer que o Vasco tinha o controle mas não ameaçava.

Em suma foi isso, vamos aos pormenores. Piores em campo, ambos camisas 10, Diego Souza e Ronaldinho Gaúcho foram lamentáveis. Não foram omissos, tanto um quanto outro buscaram jogo, tentaram, bateram faltas, chutaram ao gol, mas foram péssimos. Ronaldinho Gaúcho foi marcado por um meia improvisado na lateral e nem assim conseguiu se sair bem; Diego Souza recebeu uma bola na marca do pênalti, sozinho e cabeceou nas mãos do goleiro Felipe.

Na verdade, no lado do Flamengo, dois jogadores se destacaram apenas, o incansável Willians, marcou sozinho o jogo inteiro, se ele acertasse um passe por jogo que fosse eu reivindicaria uma vaga para ele na seleção. Inclusive, abrindo um parêntese, acho que ele fez aquele golaço no meio de semana por isso, pensou “como eu não sei passar vou levar ela até dentro do gol” e que gol hein. E também Botinelli que foi sacado por Luxemburgo para entrada de Fierro. Thiago Neves, Deivid, Rodrigo Alvim, olha, aplaudo mais ainda o Flamengo por ser campeão com um time assim. Justiça seja feita, Thiago Neves só não jogou bem no domingo, foi muito importante na conquista, agora, Deivid…melhor nem falar.

Do lado vascaíno, Eder Luiz foi bem, mas precisa aprender a finalizar, o time joga em função dele, até demais, e ele perde muitos gols. A zaga foi segura, e o meio campo marcou muito bem, achei só que Felipe jogou muito atrás, dificultando assim ele chegar na área adversária para chutar ou dar assistências aos atacantes.

Os dois treinadores foram no geral bem, mas eu penso que demoraram muito para mexer, e pior, confiaram demais nos “medalhões”. Ricardo Gomes tinha que ter posto Bernardo antes, o moleque estava voando, e após o primeiro tempo de Diego Souza ele já merecia iniciar o segundo em campo. Luxa não só demorou, como fez pior, não os tirou e assim fez com que o Flamengo levasse menos perigo do que podia no segundo tempo; penso que Diego Maurício nas costas do lateral Ramon, que vai muito ao ataque, seria uma mudança muito mais eficiente que Fierro, principalmente pois segundo ele (Luxemburgo), queria atrapalhar o lado esquerdo vascaíno com a substituição.

Chegamos ao fim da peleja, como diz o outro “ninguém é de ninguém aqui no Engenhão”, e assim fomos para os pênaltis. Modo de decisão que o Flamengo não perde desde 2003. Entre o tempo normal e os pênaltis a televisão focou torcedores flamenguistas e vascaínos; enquanto aqueles tinham certeza da vitória, estes choravam, rezavam, temiam pelo pior. Creio que o vascaíno até sabia que não era favorito, mas tenho certeza que nem o mais pessimista poderia crer que seu time chutaria para fora três cobranças seguidas. Felipe é um emérito pegador de pênaltis, mas nem precisou, a incompetência vascaína, a falta de espírito vitorioso que paira em São Januário fez todo o trabalho.

Este foi o jogo, deu a lógica. O Vasco não vence um turno do Flamengo desde 2004, e um Campeonato desde 1988. Sim, lembram do famoso gol do Cocada, desde aquele. Para os flamenguistas que gostam de dizer que o Vasco amarela, que o time treme quando enfrenta o Flamengo só digo uma coisa, estão certos. Contra fatos não há argumentos. E estendo aos outros times cariocas, pois não foi só o Vasco que perdeu nos pênaltis para o rubrunegro nesse Carioca, todos o fizeram.

Como Saint Pierre, o Flamengo sabe até onde precisa ir para vencer no Rio, 8 títulos em 11, 4 nos últimos 5, acho que os números falam por si. Se o time da Gávea está pronto para o Brasileiro? Isso é outro papo.

Para aqueles que querem diminuir a conquista, o Flamengo está invicto no ano de 2011, se só pegou baba, por que os outros que também pegaram não estão? Meu recado aos torcedores rubronegros é esse, comemorem, pois mais esse título é de vocês. Semana que vem falarei das perspectivas do Flamengo para o Brasileiro, como eu disse, isso é outro papo.

E para você que não gostou da luta de Saint Pierre ou do futebol apresentado pelo Flamengo, lamento, um tem o cinturão e o outro o “caneco”.

Futebol do Século Passado

Títulos enganam. E muito.

Quem ainda tem dúvidas basta olhar para o atual Campeão Brasileiro, e o campeão Carioca, e o Campeão da Copa do Brasil e do Paulista. Mas temos que convir que enquanto o Santos enfrenta um problema de comando, as questões que envolvem, Fluminense, Botafogo, e incluo Flamengo e Vasco, são muito mais complexas e profundas.

Sou um amante do futebol carioca, e por esse motivo me sinto bem a vontade para declarar que estou resignado que o futuro carioca é a decadência, pontuada por títulos extemporâneos, como os dois últimos Brasileiros conquistados por Flamengo e Fluminense.

A declaração de Muricy escancarando a vergonha em que se encontra as Laranjeiras não surpreendeu ninguém, mas a maneira como o presidente do clube acatou as críticas e nem as rebateu demonstra que não só o técnico falou a verdade, como o clube não vê soluções no curto prazo.

O Campeonato Carioca é medíocre. Times fraquíssimos mal dão trabalho para os times grandes, mesmo quando esses estão com seus elencos limitados e desorganizados. Raros times “bem montadinhos” surgem do interior, fazem uma final de turno e logo somem. Dessa maneira, não é incomum vermos finalistas do Carioca lutando para não cair no Brasileiro.

Um exemplo que explicita bem tudo o que disse até agora é o Flamengo, Campeão Brasileiro em 2009, finalista da Taça Rio 2010 e que lutou até o final para não cair no brasileiro de 2010. E não estamos falando de uma exceção.

O Vasco que hoje sorri como uma possibilidade de fazer algo no brasileiro, contabilizou na última década 1 título Carioca, 1 Rebaixamento e 1 título de Série B. Sem comentários né. Ninguém passa incólume por anos de desmandos como os que massacraram o time de São Januário. O câncer Eurico Miranda, cedo ou tarde cobraria, e aparentemente agora, anos depois, o time começa a se reerguer, mas ainda longe, muito longe de algo que mereça ser comemorado. O atual Presidente e maior ídolo do clube, Roberto Dinamite, provou que é fraco administrador e um “banana” nos bastidores.

O Botafogo se contenta com campanhas relativamente boas no Brasileiro, sem nunca chegar nem na Libertadores, e em chegar às finais do Carioca, ano passado com o título. É pouco, muito pouco, falta ambição ao clube, falta querer ser grande.

Fluminense tem rios de dinheiros sendo despejados diariamente pela Unimed, mas uma gestão amadora e incompetente. Ninguém sabe quem manda, se é o patrocinador ou se é clube, e só se sabe que a coisa não anda. Como já disse, um time que é Campeão Brasileiro num ano e está passando esse vexame que o Fluminense está, só denota a incapacidade de sua diretoria em gerir qualquer coisa.

O Flamengo é um caso atípico, pois vive há anos, décadas nas costas da imensa e apaixonada torcida. Não foram poucos títulos ou “escapadas” do rebaixamento que têm que ser contabilizados na conta da massa rubronegra. Vejam agora o caso Adriano, Luxa falou que não vem, Patrícia Amorim, ao que tudo indica quer o atacante; ninguém conversa lá dentro? Querem mesmo esse problema para a Gávea? Não seria a primeira vez. E o Zico quando estava lá, como foi tratado? Os títulos até vêm, mas NADA é fruto de boa gestão e/ou planejamento.

Falamos só dos 4 grandes, e o América, time do meu pai? Time que já foi grande, já foi muito grande, e hoje vive na penúria. Triste ver o fim degradante de um clube com tanta história. Tantos outros também, Bangu, vice-campeão brasileiro de 85, que há pouco tempo atrás estava na segunda divisão do carioca jogando contra time de supermercado.

Não me supreendo com esses títulos esporádicos, só lamento que eles não agregam nada, que não se aproveitam esses elencos, essas torcidas lindas e apaixonadas. Não há evolução, não há um Centro de Treinamento decente, não há uma gestão séria e competente. O Rio está preso no século passado, ou seria retrasado? Caixa D’água já se foi há tempos e nada mudou, ele era ruim, sim era péssimo, mas pelo jeito a culpa não era só dele.

Chega em um momento, que as palavras são poucas não é? Pois encerro esse post com um vídeo que “bombou” na internet nas últimas semanas, um trecho de um jogo da segunda divisão do Carioca, disputado entre Itaperuna x Aperibeense.

 


Dois Toques

Lugar que um doido por esporte, principalmente futebol criou para escrever, ler, debater sobre tudo que seja relacionado ao esporte Bretão.

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